Minha barriga ainda dói. Tenho rímel embaixo do olho, ainda tenho três unhas quebradas. Ontem quando eu te vi fiquei inusitadamente enjoada, nada descia, nada subia. De certo porque me vêm à cabeça situações que em algum lugar de mim sabem que não era certo. Regurgitando nossa vida genial. Tentando vomitar nossos planos e lembranças. Vou embora daqui antes que a janta acabe.
E eu, tão inocente, tão simples no meu jeito de levar a vida fácil. Me apaixonar fácil, mudar, perceber, sentir muito muito fácil. É engraçado pensar como não te conheci antes, como um sal de fruta que de repente melhora tudo, efervecente. Eu fervo, eu fervo, efervecente.
Já falei como odeio dia pós balada? Ou porque foi muito ruim, meu minguinho direito dói e fica três vezes maior, me sinto cansada e inconformada de ter perdido uma noite da minha vida assim. Ou porque foi muito bom e não queria que tivesse acabado nunca, ver o dia amanhecer, e me lamentar no dia seguinte das bobeiras que a gente não pensa quando nada mais importa. Odeio dia pós balada porque nunca se sabe como agir. Se liga, se não liga, se toma um banho pra ver se o tempo passa mais rápido, se venho aqui e fico contagiando minhas simploriedades no tédio enquanto ninguém acorda. Ou melhor não, vou só fechar os olhos e levitar, lembrando segundo por segundo, refazendo cada cena patética, cada vírgula que não despercebo. Nitidamente rosto com rosto, boca com boca, e eu simplesmente não queria ter começado porque eu sei o quão longe isso pode ir. E eu não quero ir, e eu não quero te deixar. Só não pensar, e deixar o que tem pra acontecer fluir, nitidamente estranho, e em péssimo tempo, e ainda assim não sei explicar porque tu és tão perfeitamente especial pra mim.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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