Cheguei em uma fase que eu preciso simplesmente escreve o quanto. Escrever o quanto eu não consigo mais me importar com as pessoas. O quanto eu vejo que pensam de mim, e tudo que tenho a fazer é lamentar por seus julgamentos padronizados. Sinto que preciso de sempre mais, preciso sempre de mudanças, preciso gritar, preciso sentir. Sair do comum, dançar, e me deixem, por favor. 19 anos, ano longo, estudos fortes, vida fora do lugar. Amores tentados, amores doados, e perdidos, jogados fora. Só se alguém pudesse entender. É que nem em uma noite, sair, beber. Beber, beber, beber. Só mais um copo, to normal ainda, quero logo ver essa porra toda girar. Mas quando me dou conta, nada mais gira, já parou, já clareou, e me pouparam do melhor. Droga. E a euforia, a felicidade imensa e a agitação? Cadê? Não foi proposital, queria só sair um pouco desse realismo que me sufoca. De todas as pessoas que olham e criticam por gostar de uma musica ou de outra, por meu peito estar grande ou pequeno, por não namorar, por parecer que ninguém realmente se importa ou me acha interessante. Me olham como alguém sem limites, que não sabe o que quer, que não se importa, e não me importo mesmo. Tenho vontade de mandar todos se foderem. Tenho vontade de viajar, fazer um intercambio, de passar uma semana com os amigos longe, de emagrecer, de querer ser desejada de novo, de fazer algo certo de novo. Chega-se a um ponto que nem sabe-se mais o que te para. Oi, meu nome é Aline, prazer. Faço Engenharia elétrica, bebo pra caralho, me visto bem final de semana, uso coques, me alimento bem, falo palavrão, não gosto de esportes, escuto musica, não vejo TV, leio tudo, odeio papo calcinha, amo papo calcinha cabeça, as vezes quero chorar quando rio, tenho medo de ficar sozinha, sou insegura, e não confio em ninguém.
Ano novo vindo, vida nova vindo. Quero pensar em ter limite. Quero selecionar melhor, me controlar melhor, e focar em algo. Quero chances, quero mudar e nunca deixar de ser a mesma. Só me pergunto, por que não julgo ninguém ao meu redor? Acho que minha flexibilidade é autônoma, e aceito todos os tipos de manifestação, desde que se manifeste. Faça o que tiver vontade, grite, pule, conte as calorias de cada mordida, vanglorie-se por sua vida idiota que eu não gostaria de ter nem por um dia. Posso ser louca ou sem juízo, mas meus trabalhos estão em ordem, meu quarto esta limpo, amo minha família e não uso drogas. O resto que se foda. Pensando bem, limites pra que quando se sabe que a loucura é o melhor limite que se pode ter pra quem não tem medo de mudar, arriscar, e viver? Só sei que sento e espero. O que for pra ser. Será. O que foi pra não ser, nunca foi. Que venha 2010.