segunda-feira, 15 de junho de 2009
Sem título, e sem rumo.
Essa semana boca fechada, e muitas contas. Últimas provas, fim de semestre, perder os excessos do feriado. Levar o carro pra arrumar, preciso comprar pasta de dente, quanto cabelo no chão! tem pão? Nesses dias meus pais tocaram no assunto que eu não queria que existisse, muito menos queria falar sobre isso. Muito menos num bar. Minha vida. Optei por engenharia, gosto de contas, mas eai? Me sinto ainda uma criança pra decidir tanta coisa, mas eles vem com esse papo toda vez que podem, e me fazem pensar, e mexer no que eu não queria. E o que eu quero? Trabalhar numa grande empresa ou ter a minha? Empresa do que? Fazendo o que? O que eu gosto? Do que eu gosto? Se passa tanta coisa pela minha cabeça que eu nem sei de mais nada. Principalmente por eu saber que é realidade, que eu to fazendo a coisa errada. Eu não me vejo como engenheira elétrica, penso em fazer civil. Mas eai, projetar coisas e me especializar na parte arquitetonica, ou nem é bem isso. Se eu tenho a idéia, contratar um engenheiro pra fazer o serviço é o de menos. O meu maior problema é que me apego muito às pessoas. Quando conheci esses guris, meu mundo querendo ou não ficou em volta deles. São meu cotidiano, minhas risadas de todos os dias, as pessoas que mais me indentifiquei desde sempre, quem sabe. Eu sei que não posso levar meu futuro em conta dos outros, que daqui a pouco, cada um vai pro seu lado, mas o que fazer quando parece que sem eles você não tem mais ninguém? Como se eu não me importasse que esse "daqui a pouco"viria logo, mas até lá, eu queria aproveitar até o ultimo segundo com eles. Difícil de explicar, mas é um carinho imenso por cada um, pelo jeito de cada um. Talvez pela minha ausencia de feminismo na maior parte do tempo, ou por eles me completarem de um jeito que nem eles imaginam. Só posso dizer uma coisa: é difícil dizer "saiam da minha vida". Mas vem a realidade e bate na minha porta e diz que o tempo corre, que decisões acontecem e que no fim sou eu comigo mesma. Meu pai me fez uma proposta de viajar e ficar 6 meses fora, e pensar bem no que eu quero, na verdade porque ele quer que eu volte pra casa. Não para de passar na minha cabeça que seria uma boa opção, porque depois que eu voltasse de la, eu ia perceber se eu to aqui realmente pelo meu curso, porque pela primeira vez na minha vida eu consegui respirar e viver como eu sempre quis, ou pelas pessoas que me rodeiam aqui. Se em 6 meses eu me desapegar, talvez eu volte pra casa. Ou talvez eu veja que eu realmente nao quero voltar, não me importando que lá tem uma fonte de dinheiro ou tudo de mão beijada só pra tocar. Mas voltando no fim do ano, como vou fazer um vestibular de novo? Como vou começar do zero? Sem falar que dizer é fácil, mas o fato é: É MUITO DIFÍCIL. Sempre achei que a hora que eu quisesse eu sumia do mundo e o resto eu via depois, mas to vendo que me parece quase impossivel. Simplismente é isso. Tenho pouco tempo, e tenho que decidir tudo, e quanto se trata de decisão, não sei pra onde ir.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Vai pegar ou largar?
Exagero. Assim que me chamaram, assim que parei pra pensar. Exagero? Vivo de exageros, sou um exagero. Vivo exageradamente em todos os sentidos, e isso não é tão bom a ponto de ser ruim. Penso exageradamente, bebo exageradamente, como exageradamente. Falo palavroes, sinto, choro, amo, tudo exageradamente. Rio exageradamente. Talvez seja essa a causa da imprevisão, da espontaneidade. A causa de eu cansar de tudo rápido, de sempre buscar algo a mais, algo diferente, sair da rotina. Não me adapto à normalidade, nao consigo ficar no padrão. Uso relógios exagerados, óculos exagerados e cores exageradas. Uso a palavra exagerada exageradamente, e não me canso, porque não acaba, e o exagero simplesmente nunca me parece demais. Quero tudo muito, quero sempre tudo. E as pessoas têm medo disso, do que sai fora da linha e ameaça o círculo ao seu redor. Me julgam demais, falam demais, e eu é que me culpo. Prefiro ainda errar por exagero do que por tradicionalidade. Quebrar tudo, continuar ouvindo minhas musicas estranhas, e continuar sendo estranha para os que não entendem o que nem pode ser entendido. Vou continuar sendo não sexy pra todos, nem sabendo exatamente se acho isso ruim ou bom. Não interessa a cor da minha calcinha nem do que visto, o espelho ja sabe o suficiente pra nem dizer mais nada e saber tudo o que carrego comigo todo dia. E ninguém vai saber mesmo, nem a cor da minha calcinha, nem porque eu exagero em todos os sentidos e detalhes.
Vai pegar ou largar?
Vai pegar ou largar?
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