Exagero. Assim que me chamaram, assim que parei pra pensar. Exagero? Vivo de exageros, sou um exagero. Vivo exageradamente em todos os sentidos, e isso não é tão bom a ponto de ser ruim. Penso exageradamente, bebo exageradamente, como exageradamente. Falo palavroes, sinto, choro, amo, tudo exageradamente. Rio exageradamente. Talvez seja essa a causa da imprevisão, da espontaneidade. A causa de eu cansar de tudo rápido, de sempre buscar algo a mais, algo diferente, sair da rotina. Não me adapto à normalidade, nao consigo ficar no padrão. Uso relógios exagerados, óculos exagerados e cores exageradas. Uso a palavra exagerada exageradamente, e não me canso, porque não acaba, e o exagero simplesmente nunca me parece demais. Quero tudo muito, quero sempre tudo. E as pessoas têm medo disso, do que sai fora da linha e ameaça o círculo ao seu redor. Me julgam demais, falam demais, e eu é que me culpo. Prefiro ainda errar por exagero do que por tradicionalidade. Quebrar tudo, continuar ouvindo minhas musicas estranhas, e continuar sendo estranha para os que não entendem o que nem pode ser entendido. Vou continuar sendo não sexy pra todos, nem sabendo exatamente se acho isso ruim ou bom. Não interessa a cor da minha calcinha nem do que visto, o espelho ja sabe o suficiente pra nem dizer mais nada e saber tudo o que carrego comigo todo dia. E ninguém vai saber mesmo, nem a cor da minha calcinha, nem porque eu exagero em todos os sentidos e detalhes.
Vai pegar ou largar?
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário