domingo, 28 de outubro de 2007

Quase segunda

Pronto. Acabaram todas as comilanças, nossas três pizzas, a festa que me arrumei por uma hora, troquei umas sete vezes de calça, borrei minha maquiagem. Acabaram as danças loucas com bebidas pra melhorar tudo e conversas que nao pareciam ser tão intrigantes quanto minha vontade de parar o tempo. Acabou a vontade de comer, o empenho pra arrumar o quarto, abrir a apostila, pensar no que vem, no que foi, no porquê de eu não ter me bronzeado hoje. É, acabaram as risadas e os excessos de quem finge gostar de tudo isso. É tão simples, parece que ia ser sempre assim, escola, aulas, amigas, familia, casa, esporro, choro, feriado, férias, material novo, ano letivo novo, planos e sonhos diferentes. Não quero pensar de novo. Resumo tudo naquela olhada pra lua cheia, as estrelas piscando como se a noite fosse o resguardo dos sem rumos. Aquele abraço apertado, e a sensação de ter contigo a solução mais simples e necessária. O sol acaba, o futebol de sábado acaba, a festinha de aniversário acaba, a fome acaba, e tem a hora de pôr tudo no seu lugar, ou seja, amanhã é segunda, e são cinco e quarenta e nove. Mas eu penso, será que vale a pena ?

domingo, 14 de outubro de 2007

Eterna, chuva.

A chuva vai cai, molha sem se preocupar se tem problemas com isso, se vai inundar uma cidade, ou estragar a noite de alguém. Cai porque cai. Não se importa se é ou nao domingo, ou se eu acabei de comer pizza e vou explodir. Muito menos se importa que ela me ajuda a relembrar tudo, a pensar mais, e a sentir saudades do que nem foi embora ainda. Abraços de desesperos, olhares de fugas e lagrimas de inocência. Ninguém ta preparado ainda, eu aprendi a me apegar e a depender das pessoas mais importantes da minha vida. Risadas e conversas que a gente nao imagina ter fim, talvez porque nao tenha, ou talvez por medo que realmente acabe. Então paro por um segundo, e te olho de novo. Passa pela minha cabeça mil coisas e como seria se eu desistisse, largase tudo por ti, por voces. Não me deixem, nunca. Eu nao existo, nao sei me ser sem voces comigo. Quero te abraçar forte, te jurar amor eterno, e te dizer que isso nunca vai acabar, que tudo o que aprendi contigo é meu, que o que passamos é nosso, que o que temos nunca se perderá. Tenho medo, tenho frio, tenho medo, e medo. Vai comigo pra onde eu for, venham todas. A chuva aumenta um pouco então, e ela vai cair em qualquer canto, e ela nao se importa, porque não vale a pena. Tudo se vai, um pouco demais, e o tempo cuida de mim, e me diz "calma minha pequena, me compreenda que estarei contigo, e cuidarei de ti." Debochado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Se quer, pensarei.

E logo, tudo vai embora. Lento demais, mas tanto que rápido. As vezes eu que peço demais. As vezes, sempre pedi. Não importa. Um medo que vai de aproximação aos desejos, encantos, pensamentos. Pensamentos únicos, e só meus. Complico, chamo então de amor. Mas do meu jeito de amar, talvez não com o amor infinito de casais perdidos, mas o amor inexplicável de simplismente nao poder mais te perder, de exigir mais que imaginas ser suficiente, ou somente, de te ter, e comigo. Me precipito, e julgo nossas atitudes nao condizentes. Melhores, existem, mas não me interesso pelos que não se distraem ouvindo meu cotidiano monótono. Minha rotina pede bagunça, insatisfação, e raiva de não ser como eu quero. Te amo porque te amo. Ou porque nem te amo. Por não te amar, me garanto, e sei que talvez não seja só isso. Obrigada pelas memórias, elas vão onde eu for, logo que eu for. Mas não se preocupe, não assim tão logo.