quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Uma promessa
Imóvel, a respiração quase que imperceptível, e eu me controlo pra não pensar em mais nada. Me desvio de músicas, lembranças e momentos infinitos. Meu corpo agora paira sobre meus sonhos, minha decepção, minha angústia. Minha garganta se retorce em mil voltas, pedindo pra explodir, pra que eu saia correndo, berre, grite e chore, e porfavor pra eu não ficar quieta, mas foi o que eu fiz. No meio de tanto barulho, um silêncio absurdo, e vamos embora. Não quero mais nada, quero o escuro do meu quarto com minhas bonecas de porcelana me olhando com ironia. Quero o céu meio arroxeado da minha janela, e as estrelas me dizendo pra ficar calma, que amanhã o dia vai cuidar de mim. Viro de lado, e com todas minhas forças, acredito que isso é verdade, porque em alguma coisa ainda tenho que acreditar. Então imóvel, só respiro, e não penso em mais nada.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Tarde de novembro
Desnorteada, esperando que duas ou três semanas melhorem, ou acabem com tudo de uma vez. Já pus pra fora muito do que me prendia, me sinto sim, mais minha. Te pergunto, pra onde foram as conquistas e as palavras seguras de quem quer sem medo? Pra que temer o que não aconteceu, e me largar assim, sozinha de repente? O fato é que não sinto mais a alegria dos que se perdem em um olhar, porque eu não tenho mais esse olhar. Te tenho em corpo, mas não te tenho em atos. Te tenho do meu lado, mas tu sabes, não tais comigo. E não to a toa do teu lado, minhas lembranças e sorrisos me movem, e me dizem que tê-las, me robará alguns dias de grito. Em sete meses, te digo, muito vou levar pra onde eu for, mas eu nada mais tenho a fazer quando não depende mais de mim. Sim, fique bem, te quero bem, em qualquer lugar, meu pequeno.
domingo, 18 de novembro de 2007
Minha paz.
Renê diz:
boa noite
Renê diz:
até amanha né
ALINE ler. diz:
boa noite
ALINE ler. diz:
dorme bem
Renê diz:
dorme bem tambem
Renê diz:
te amo :*********;
ALINE ler. diz:
também te amo
ALINE ler. diz:
:*; :*:
E é só isso que importa.
boa noite
Renê diz:
até amanha né
ALINE ler. diz:
boa noite
ALINE ler. diz:
dorme bem
Renê diz:
dorme bem tambem
Renê diz:
te amo :*********;
ALINE ler. diz:
também te amo
ALINE ler. diz:
:*; :*:
E é só isso que importa.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Uma bolha.
Uma importante decisão: viverei dentro de uma bolha.
Ninguém me tocará, nenhum olhar supérfulo de mimados ou estranhos me aingirá. Longe da aristrocacia de moldagem de estilos ou padrões de vida.
Rolo pra qualquer canto, e quero mais é não controlar minha própria direção, bater em tudo, e ocupar o volume esférico necessário pra aprender a conviver comigo. Vou enchergar meu mundo transparente, e rir. Vou te amar de dentro da minha bolha. Vou te idealizar e te negar afinidades, te dizer que meu espaço é pequeno para dois. Furar a bolha é para fracos, os que não resistem à tentação de se misturar à monopolização de idéias e fins iguais. Que se submetem à ignorância do povo, e do desinteresse dos jovens. Pessoas que te dizem o que fazer, quem ser, o que vestir, o que pensar. Não, obrigada, minha bolha é mais segura.
Uma proteção que se confunde comigo, e guarda meus segredos, promessas e lembranças. E conhece minhas angustias de poucos segundos, meu medo da vida toda, minhas cinco outras partes de mim. Sabe que eu amo demais, que eu me orgulho , que eu peco.
Isolamento sociável, exceção inclusa, afastamento construtivo, minha bolha.
Ninguém me tocará, nenhum olhar supérfulo de mimados ou estranhos me aingirá. Longe da aristrocacia de moldagem de estilos ou padrões de vida.
Rolo pra qualquer canto, e quero mais é não controlar minha própria direção, bater em tudo, e ocupar o volume esférico necessário pra aprender a conviver comigo. Vou enchergar meu mundo transparente, e rir. Vou te amar de dentro da minha bolha. Vou te idealizar e te negar afinidades, te dizer que meu espaço é pequeno para dois. Furar a bolha é para fracos, os que não resistem à tentação de se misturar à monopolização de idéias e fins iguais. Que se submetem à ignorância do povo, e do desinteresse dos jovens. Pessoas que te dizem o que fazer, quem ser, o que vestir, o que pensar. Não, obrigada, minha bolha é mais segura.
Uma proteção que se confunde comigo, e guarda meus segredos, promessas e lembranças. E conhece minhas angustias de poucos segundos, meu medo da vida toda, minhas cinco outras partes de mim. Sabe que eu amo demais, que eu me orgulho , que eu peco.
Isolamento sociável, exceção inclusa, afastamento construtivo, minha bolha.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Aula de história
Me sinto meio fora desse sitema. Me alieno até demais, e vou para longe sozinha com minhas dúvidas e pensamentos. Leiam muito, durmam bastante, e desacansem bem. Aquelas várias cabeças que não sabem que são poucos e muito necessários momentos de lavagem cerebral. Por poucos minutos, a impressão de que o mundo não é mais tão corrupto e imbecil, porque tem gente que sabe muito, que te justifica o porquê, e te diz pra não desistir. Quero ver esses sorrisos e essa agonia pra ir logo embora se despedaçando, e parando pra ver, que é por causa disso isso que essa bosta nunca vai mudar. Quero odiar mais e mais o presidente, e moldar meu mundo ao meu redor. Quero agir pra mim e não mais pra ninguem. Quero fazer isso porque quero, e é melhor exclusivamente pra mim, não depender de ninguem, quero mais meu bem. Um pouco mais. Quero mais que retribuições mal pensadas. Sou alucinada, não aprendi a não refletir demais, e me culpar de tudo, achando que eu devia fazer sempre mais ou menos, que não é o suficiente. Quero me convencer que eu não posso mais ser assim, quero o valor que eu dou, do jeito que eu te dou. Quase insuportável, e te digo mais, mais que indispensável. Bate o sinal, fim da aula.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Gente que é gente
Ás vezes, na maioria das vezes, na verdade o tempo todo, me pego olhando as pessoas de um jeito quase que obcessivo. Meu olhar é desviado aos poucos pelo jeito que alguma menina amarra o cabelo, o relógio desproporcional ao seu pulso, algum olhar no infinito, ou as meias listradas sem combinação alguma. Distração encômoda. Aprendo vendo, vejo querendo saber o porquê aquilo ser tão perfeitamente feito pra alguém. É estranho em pensar que ao ver a maneira que alguem se comporta, é possivel notar sua insegurança, falta de opinião, ou a personalidade que move todos ao seu redor. Tem gente que ri pro nada. Tem gente que pensa no que vai comer quando chegar em casa. E gente, claro, que te olha com cara de despreso, quase que perguntando, algum problema? Pessoas que dão sono. Náuseas. Não me importo. Só sei que não tem como focar a atenção em alguma coisa vendo tanta mistura de ideias, rostos, olhares, movimentos e estilos. Sou simplismente obrigada a apreciar e criticar tudo isso, fazer minhas adaptações e admirações comigo mesma. Me deixem, por sinal, estou indo pra aula: novas vidas a serem observadas.
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