segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Tarde de novembro

Desnorteada, esperando que duas ou três semanas melhorem, ou acabem com tudo de uma vez. Já pus pra fora muito do que me prendia, me sinto sim, mais minha. Te pergunto, pra onde foram as conquistas e as palavras seguras de quem quer sem medo? Pra que temer o que não aconteceu, e me largar assim, sozinha de repente? O fato é que não sinto mais a alegria dos que se perdem em um olhar, porque eu não tenho mais esse olhar. Te tenho em corpo, mas não te tenho em atos. Te tenho do meu lado, mas tu sabes, não tais comigo. E não to a toa do teu lado, minhas lembranças e sorrisos me movem, e me dizem que tê-las, me robará alguns dias de grito. Em sete meses, te digo, muito vou levar pra onde eu for, mas eu nada mais tenho a fazer quando não depende mais de mim. Sim, fique bem, te quero bem, em qualquer lugar, meu pequeno.

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