quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Uma promessa
Imóvel, a respiração quase que imperceptível, e eu me controlo pra não pensar em mais nada. Me desvio de músicas, lembranças e momentos infinitos. Meu corpo agora paira sobre meus sonhos, minha decepção, minha angústia. Minha garganta se retorce em mil voltas, pedindo pra explodir, pra que eu saia correndo, berre, grite e chore, e porfavor pra eu não ficar quieta, mas foi o que eu fiz. No meio de tanto barulho, um silêncio absurdo, e vamos embora. Não quero mais nada, quero o escuro do meu quarto com minhas bonecas de porcelana me olhando com ironia. Quero o céu meio arroxeado da minha janela, e as estrelas me dizendo pra ficar calma, que amanhã o dia vai cuidar de mim. Viro de lado, e com todas minhas forças, acredito que isso é verdade, porque em alguma coisa ainda tenho que acreditar. Então imóvel, só respiro, e não penso em mais nada.
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