domingo, 2 de março de 2008

Magistérios sem interferência

Não, infelizmente não sou boa com palavras. Não uso difíceis, não deixo nada claro, não sei por tudo que penso simplesmente aqui, não crio o que ainda não existe. Mas bem que eu queria. Numa noite de sexta feira com quatro sentadas no sofá, duas no chão, a gente se reúne, e de mim não sai nada. Queria contar que minha vida amorosa é pior do que parece, que eu me sinto presa e sufocada por não receber atenção de novo. Queria contar que eu amei a pessoa errada e que eu tenho vontade de berrar por ele nao pegar na minha mao, ou demonstrar qualquer movimento de estar feliz comigo ali. Tenho pesadelos toda noite, sonho que a gente termina, e eu me sinto realmente muito bem, e quando acordo e descubro que foi um sonho e que ainda a gente ta junto e entendo que minha vida real que é o pesadelo. Passo a manhã lamentando por saber que na vida real eu derreto fácil e tenho quase força nula pra terminar. E choro muito e muitas vezes, e esqueci de contar isso nessa sexta feira. Mas simplesmente não sai, remoo tudo junto e não sei como levo isso todo dia. Acabo de respirar fundo e me dar meu próprio conselho: agente se vê um dia por semana, tenho grandes chances de ir me desvaindo aos poucos, me preocupando menos, de ir mastigando viver sozinha. Ninguem tá me obrigando aguentar isso e eu não preciso. Se tiver o dia que posso chamar de estopim, talvez eu agradeça e consiga mais argumentos que precise, e tome a melhor decisão possível, só quero coragem. Ou quem sabe na próxima sexta feira eu desabe, conte tudo e termine sem que ele mesmo saiba. Afinal, se eu não ligar, sabe lá quem quando nos falaríamos ?

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