quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ponto de inflexão
E minha mãe me perguntou aonde tinha errado na minha educação, o que ela e meu pai tinham feito de errado que fez com que eu saísse de casa. Não foi amor o suficiente? Faltou alguma coisa? não mãe, foi tudo perfeito. Nada que vocês não me deram ou que senti falta. Acho que foi justamente isso. Eu tinha tudo, e foi tudo perfeito demais. Eu queria um pouco de bagunça, de liberdade. De decidir que roupa usar, se eu quero ir ou não, minhas atitudes. Comprar o que eu quero comer e decidir minha própria saúde. Se eu quiser fumar é porque eu quero e eu é quem prejudico minha saúde, não porque to em casa e não quero parecer errada, e quero a imagem de melhor possível sempre. Se eu quiser jantar uma ruffles, eu janto, se eu quiser só acender um incenso e ficar no meu silêncio eu fico. Mas hoje, nessa tarde nublada de quinta feira eu acordo e não quero levantar. Queria ficar entretida nos meus sonhos bizarros, rolar e desenrrolar no cobertor, mas não queria acordar e encarar minha realidade. Silêncio no quarto, um pouco de ressaca, um pouco de bagunça, um pouco de vazio. Saudades de não sei o que, de não sei quem. Acho que de alguém pra dizer um bom dia esperando com um café da manhã, de alguém que te abraçe e diga um "eu te amo" ou um "dorme bem" as vezes. É muita dúvida, estudar tanto pra ir mal, por ter falta de atenção? Fazer o melhor curso porque gosta e não acha outra opção, mesmo sendo o mais difícil? Sim. O fato é: até quando?
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