segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Pretextos ao livre arbítrio
É engraçado quando temos que fazer alguma coisa que realmente nao queremos. Ta tudo ali, na tua frente esperando, olha pra ti, continua olhando, e nada. TEM que estudar, tem que saber aquilo pra amanhã, mas não ta dando, não tá. Uma olhada no msn, atualizada no orkut, comer um pão, mexer numas fotos. Olha pela janela, pensa um pouco nas pessoas, olha pro caderno, e decide comer um chiclete. Pensa em fumar um cigarro, mas quer prezar pela saúde, então não. Vamos fazer o maço durar um ano. Mas ai não fumo nunca, porque nunca quero estragar minha saúde. Assim como nunca como fritura e besteiras pra não engordar, mas não sou magra. Assim como não vejo filmes, não leio, e não aprendi a cozinhar porque não tenho tempo e tenho que estudar, mas não to estudando. Tá, vou ouvir uma música, mais uma olhada no msn. E vamos, tenho que encarar isso. Não dá, vou arranjar desculpas até as desculpas me contarem que pretexto não tira nota alta. Devia ter ido na casa de um amigo pra estudar, devia lavar minhas meias, vou fumar um cigarro. Não, é contra as regras, é feio, tem gosto ruim, mas a janela ta vazia, o dia chuvoso, alagado e grande e triste. Não tem amor. Ninguém eu amo, e isso talvez nem seja um problema, nada é, só tenho que estudar e acabar logo com isso. Quem sabe? Respira fundo, e sem pretextos. Ou dorme de uma vez, ou assume as coisas, porque isso não é nada, e eu sei que vai ser sempre assim. Pessoas dão desculpa às coisas que elas não querem admitir que têm preguiça, que deu errado, ou que é difícil. Por isso não fui na academia hoje, pensei que o dia tava triste e eu tinha o direito de ir pra casa, mas não. Desculpas sempre vão existir, e minha prova é amanhã.
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