quinta-feira, 12 de março de 2009

mundo das ervilhas

Acho que na verdade é como a Sara falou mesmo: eu tenho dias. Tem dias que eu falo mais que o time do flamengo, tem dia que meu mundo é só meu, meu. Alguns chamam antipatia, outros timidez, mas simplismente não vejo razão pra me expressar mais por coisas que não têm necessidade. Num dia te roubo de alguém, no outro não te quero. São só meus dias, não tem problema não. No fim, não quero é que ninguém saiba se teria outra vez. Não gosto de dar fim às coisas. Talvez por medo que dê fim em tudo e acabe sozinha, só evito constrangimentos, ou, é só outro dia. Quer vir até mim? Abro meu mundo. Não quer? Eu também não. Amo muitos, ao mesmo tempo, desamo rápido, e não amo ninguém. Quero o que não consigo, o que eu tenho que tentar, o que não é meu. E o que é meu? São 3:39 da manhã, acabei de chegar de um happy hour que o mundo girava dentro da minha cabeça e ninguém entendia o porquê. Tenho prazer nas coisas simples, de chegar em casa, botar uma música, pendurar minhas roupas no cabide, e fazer com que a noite seja eterna enquanto dure. Eterna enquanto eu não durma. Enquanto não acorde. É muita coisa dentro de uma só. Eu também não me entenderia. Só entendo o que me surpreende, só surpreendo o que cabe dentro de mim.

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