Eu aqui, em pé no meio do meu quarto, sem muito pra pensar, com muito pra dizer, respirando fundo com um formigamento antipático no nariz. Minha internet não funciona, meu celular não toca, minha vida não se mexe. Engulo seco e penso em me arrumar pra guerra, e a voz que eu escuto, não é mais a mesma. É uma voz de choro, de gripe, meio trancada, meio muda. Quem olha nos olhos dela nada sabe, nada percebe, só um brilho doce que não diz nem que sim, nem que não.
Combinamos às seis e meia, dez pras seis eu ja tava lá. Enrolei andando pelas lojas sem novidades, entrei numa loja pra esvaziar os pensamentos importunos, e decidi esperar, fingindo que não tava, é claro. Suo um pouco, oscilo outro pouco. E só agora percebi quantas saudades eu tinha. Como foram teus dez dias, fizesse o que, tais bem, quais são as novidades. E vamos sentar?Pois é aline.., o que decidisse? Respirei fundo e começei. Falei meus 34 motivos que tinha pra terminar, falei tudo, falei demais, respostas, explicações, contradições, nónagarganta, terminar pra me vingar de tudo, e a vontade que aqueles minutos durassem mais que minutos, me sentia bem ali. Tens certeza que é isso que tu quer, terminar mesmo? E os bancos, os quadros bem pintados da loja da frente, as pessoas sem graça giraram tudo em um só giro. De repente silêncio, e só eu falando comigo. E algo me diz que um dos principais motivos que eu terminaria era pelo que os outros pensariam de mim, ninguém sabe o que se passa ali por dentro, mas todo mundo sabe julgar o que eu deveria fazer, ou o que é certo ou errado pra mim. Então decidi pelo menos uma vez deixar todo mundo de lado, e pensar o que eu relmente queria. Voltei ao meu cotidiano, e não ficaria triste por poder viver mais um tempo com a pessoa que eu amo, mas é claro, não tão facil assim. Prometi a mim mesma: o jogo agora é meu. Se voltar a me tratar nem que seja um dia como se eu fosse uma estranha, eu caio fora. Me odeio por uns segundos pensando se vale a pena meu desgaste psicológico, e sorrio, percebendo que pela primeira vez segui meu verdadeiro eu , e não o que a incontestável razão queria que eu fizesse. É tão estranho como tinha tudo decidido, e eu não sei mais o que pensar. Talvez esteja seguindo o pensamento dos antigos que me dizem que fiz bem, pelo menos se não der certo, eu tentei, e não vou ficar pensando como estaria se tivesse sido de outro jeito. Alguma coisa em mim ficou feliz com a minha decisão, provável que seja essa energia que chamam de amor.
Que Cuide bem, porque sinceramente, não vai ter outra vez.
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