De repente percebi que nunca estive melhor na vida, parece que nunca namorei, e se namorei fazem anos. Já tinha esquecido como é bom o gostinho de ter a vida só pra si, e não dar nem uma mordidinha, pra ninguém. O amor que eu achava que sentia, na verdade acho que era uma necessidade, que me mostrou os dois lados do tudo. Não nego que faria tudo de novo, docentes e desajeitados e tudo ninguém tira da gente. Só lamento por olhar pra ti e te ver como um estranho, parece que nunca existisse de verdade, e é claro, por culpa tua. Quem sabe realmente te culpes, ou esculpes, tua vida nova do teu jeito. Boa sorte estranho.
O que me trás hoje aqui é a percepção de um desejo incontrolável de mudança. Tenho meus neurônios à flor da pele, querendo mostrar sentimentos e algo que definiria como "foda-se". Faltando apenas 70 dias pra eu embarcar numa viagem de estudos e descobertas, sinto e quero falar muita coisa. Tenho planos. Quero cortar o cabelo curto, começar a fazer ginástica, ler um livro, aprender a tocar piano, saber o que acontece no mundo, usar rímel azul. Esses seis meses de brecha que eu to tendo foram a melhor coisa que já me aconteceram, me freiaram, e disseram. OPA, pera lá, vais pirar fazendo trocentas coisas por dia, te acalma, pensa direito, analiza, respira, anda pela ponte, compra umas coisas novas. A solidão é uma ferramenta, porque querendo ou não, você passa 24 horas por dia contigo. Tu vai no banheiro contigo, tu caminha até no lixeiro contigo, tu vai apé até na padaria, só contigo. Solidão eu definiria como viver do jeito que você sempre foi, só que sentindo sua falta. Me piro me piro me piro me piro, me piro meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo. To quebrando aquela coisa, de verdade. Pego um pouquinho daqui, e um pouquinho dali, quando eu me dou conta, to cada vez com menos pouco, porque as pessoas são de uns jeitos que nem elas sabem, e é por isso que quero saber. tenho certa sede do novo, tenho agonias por não chegar no máximo que eu posso, tenho puxões de orelhas por não falar que chega, por não misturar que chega, por complicar demais. Porque me falam que minha pintinha de baixo do olho é misteriosa. Porque numa noite de virada, sentada de pijama no meio da rua conversando, me pegou no colo e tocou uma música de cinema.
Não sei. Talvez eu só precise mesmo de uns metros quadrados pra ver se assim eu cresco, se eu me descubro, se eu aprendo, ou se eu me rendo de vez.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário