quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Que venha 2010

Cheguei em uma fase que eu preciso simplesmente escreve o quanto. Escrever o quanto eu não consigo mais me importar com as pessoas. O quanto eu vejo que pensam de mim, e tudo que tenho a fazer é lamentar por seus julgamentos padronizados. Sinto que preciso de sempre mais, preciso sempre de mudanças, preciso gritar, preciso sentir. Sair do comum, dançar, e me deixem, por favor. 19 anos, ano longo, estudos fortes, vida fora do lugar. Amores tentados, amores doados, e perdidos, jogados fora. Só se alguém pudesse entender. É que nem em uma noite, sair, beber. Beber, beber, beber. Só mais um copo, to normal ainda, quero logo ver essa porra toda girar. Mas quando me dou conta, nada mais gira, já parou, já clareou, e me pouparam do melhor. Droga. E a euforia, a felicidade imensa e a agitação? Cadê? Não foi proposital, queria só sair um pouco desse realismo que me sufoca. De todas as pessoas que olham e criticam por gostar de uma musica ou de outra, por meu peito estar grande ou pequeno, por não namorar, por parecer que ninguém realmente se importa ou me acha interessante. Me olham como alguém sem limites, que não sabe o que quer, que não se importa, e não me importo mesmo. Tenho vontade de mandar todos se foderem. Tenho vontade de viajar, fazer um intercambio, de passar uma semana com os amigos longe, de emagrecer, de querer ser desejada de novo, de fazer algo certo de novo. Chega-se a um ponto que nem sabe-se mais o que te para. Oi, meu nome é Aline, prazer. Faço Engenharia elétrica, bebo pra caralho, me visto bem final de semana, uso coques, me alimento bem, falo palavrão, não gosto de esportes, escuto musica, não vejo TV, leio tudo, odeio papo calcinha, amo papo calcinha cabeça, as vezes quero chorar quando rio, tenho medo de ficar sozinha, sou insegura, e não confio em ninguém.

Ano novo vindo, vida nova vindo. Quero pensar em ter limite. Quero selecionar melhor, me controlar melhor, e focar em algo. Quero chances, quero mudar e nunca deixar de ser a mesma. Só me pergunto, por que não julgo ninguém ao meu redor? Acho que minha flexibilidade é autônoma, e aceito todos os tipos de manifestação, desde que se manifeste. Faça o que tiver vontade, grite, pule, conte as calorias de cada mordida, vanglorie-se por sua vida idiota que eu não gostaria de ter nem por um dia. Posso ser louca ou sem juízo, mas meus trabalhos estão em ordem, meu quarto esta limpo, amo minha família e não uso drogas. O resto que se foda. Pensando bem, limites pra que quando se sabe que a loucura é o melhor limite que se pode ter pra quem não tem medo de mudar, arriscar, e viver? Só sei que sento e espero. O que for pra ser. Será. O que foi pra não ser, nunca foi. Que venha 2010.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

is love real?

Vida amorosa pra que se isso pode ser um simples fato irrelevante, bagunçado e inexistente? Todas as possibilidades negadas, todas as chances perdidas. São muitas objeções, muitos planos, desejos, e no fim, quando se para pra pensar no que se tem, no que se conquistou, é o momento em que se nota todas as opções erradas e o quanto sua vida é diferente das dos filmes de romance. De repente, se para e nota, que um era o fim de baladas e festas. Alias, você era o fim das festas dele, não que voce nao estivesse bêbada tambem, mas isso não conta muito no final. Ai beleza, vamos terminar com isso, beijo tchau. Mas é bonitinho, tem um jeitinho que da vontade de cuidar, ou não, é só falta de alguém mesmo. Ok, ai tem um outro que você acha que tem tudo a ver, fala contigo, puxa assunto, pergunta onde vai, mas tem namorada. Então, pra que cara? Pro dia que terminar ja ter um step? Porra velho. A terceira desilusão é de culpa parcialmente minha. Eu que tomei a iniciativa, eu que falei que ia dar uma volta pra nao ter que passar a noite inteira que nem casal (sendo que se eu estivesse sã podia passar um mês hihi), eu que nao achei ele nunca mais na vida. Culpa parcialmente dele: ele que me deu um oi com uma virada de costas 2 segundos depois. O problema meu e de todas as mulheres do mundo, é que agente simplismente não aceita quando um cara não tá afim da gente. É muito dificil aceitar que alguém não se interessou pela gente. Mas porque? to feia? gorda? não, ele só não é afim. Deu. aceita. para de querer inventar 32 motivos pra que talvez você tenha interpretado as coisas erradas. Mesmo sabendo que no meio de todo teu orkut, facebook e msn ele pudesse ser o unico guri que voce namoraria. Que que to falando? nem conheco o guri. To mais é que deboa. Namorar? será? ah não fode.
E assim vai, não vou encontrar ninguem na padaria que eu olhe e meu coracao vai disparar e vamos nos apaixonar perdidamente. Muito menos nos esbarrando derrubando um monte de livros no chão e juntando juntos. Não não. Podia ser qualquer um desses acima, mas como minha razão prevalece, não será.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pura projeção

"Homens são tão... cachorros. Essa é a palavra. Eles nos chamam de cachorras, ou cadelas, mas é pura projeção, porque eles sabem que é exatamente isso que eles são, essa é sua natureza: animais gregários, salivantes, excitáveis e indignos. Não admira que chamem os cães de melhores amigos do homem."
Irvine Welsh.

E não é que faz todo sentido?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

no goodbyes, please

Só acho que o dia que eu receava, temia, fingia que não existia, chegou. E com tudo, e nada bom, e sem perspectivas. Uma matéria importante, de certa forma decisiva, que atingiu a galera e dessa vez separa. É tão estranho como parece que nosso encontro nessa faculdade foi proposital, e que nada teria sido a mesma coisa com uma minima diferença. É risada, piada, estudo, raiva, bobeira, palavrão, mulher, homem, idéia, números, futuro. Melhor não, não ter me apegado, não ter que desapegar, não podemos congelar e ficar sempre assim? Gosto de vocês até.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bolha

É sempre o mesmo papo, cansei, cansei, cansei. Mas dessa vez foi um pouco difernte, talve inesperado. Dia do aniversário, bebida, festa, dança, beijo. Fiquei com um deles sim, eai? Brincadeirinha pra la, brincadeirinha pra ca, mas acho que chega ne? Pela primeira vez, eu paro e olho pro lado e não me sinto mais bem. Não me sinto bem naquele grupo, bem naquele lugar. Ficou sem limite, sem graça, sem nada. Melhor que eu faço é dar um tempo mesmo. É palavrão, cerveja e engenharia, mas esqueceram de uma coisa: eu sou mulher! Porra, é diferente cara. por mais que as vezes aconteca alguma coisa assim, beleza foi estranho, mas chega né? Ou talvez seja eu que cansei de tudo mesmo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sem título, e sem rumo.

Essa semana boca fechada, e muitas contas. Últimas provas, fim de semestre, perder os excessos do feriado. Levar o carro pra arrumar, preciso comprar pasta de dente, quanto cabelo no chão! tem pão? Nesses dias meus pais tocaram no assunto que eu não queria que existisse, muito menos queria falar sobre isso. Muito menos num bar. Minha vida. Optei por engenharia, gosto de contas, mas eai? Me sinto ainda uma criança pra decidir tanta coisa, mas eles vem com esse papo toda vez que podem, e me fazem pensar, e mexer no que eu não queria. E o que eu quero? Trabalhar numa grande empresa ou ter a minha? Empresa do que? Fazendo o que? O que eu gosto? Do que eu gosto? Se passa tanta coisa pela minha cabeça que eu nem sei de mais nada. Principalmente por eu saber que é realidade, que eu to fazendo a coisa errada. Eu não me vejo como engenheira elétrica, penso em fazer civil. Mas eai, projetar coisas e me especializar na parte arquitetonica, ou nem é bem isso. Se eu tenho a idéia, contratar um engenheiro pra fazer o serviço é o de menos. O meu maior problema é que me apego muito às pessoas. Quando conheci esses guris, meu mundo querendo ou não ficou em volta deles. São meu cotidiano, minhas risadas de todos os dias, as pessoas que mais me indentifiquei desde sempre, quem sabe. Eu sei que não posso levar meu futuro em conta dos outros, que daqui a pouco, cada um vai pro seu lado, mas o que fazer quando parece que sem eles você não tem mais ninguém? Como se eu não me importasse que esse "daqui a pouco"viria logo, mas até lá, eu queria aproveitar até o ultimo segundo com eles. Difícil de explicar, mas é um carinho imenso por cada um, pelo jeito de cada um. Talvez pela minha ausencia de feminismo na maior parte do tempo, ou por eles me completarem de um jeito que nem eles imaginam. Só posso dizer uma coisa: é difícil dizer "saiam da minha vida". Mas vem a realidade e bate na minha porta e diz que o tempo corre, que decisões acontecem e que no fim sou eu comigo mesma. Meu pai me fez uma proposta de viajar e ficar 6 meses fora, e pensar bem no que eu quero, na verdade porque ele quer que eu volte pra casa. Não para de passar na minha cabeça que seria uma boa opção, porque depois que eu voltasse de la, eu ia perceber se eu to aqui realmente pelo meu curso, porque pela primeira vez na minha vida eu consegui respirar e viver como eu sempre quis, ou pelas pessoas que me rodeiam aqui. Se em 6 meses eu me desapegar, talvez eu volte pra casa. Ou talvez eu veja que eu realmente nao quero voltar, não me importando que lá tem uma fonte de dinheiro ou tudo de mão beijada só pra tocar. Mas voltando no fim do ano, como vou fazer um vestibular de novo? Como vou começar do zero? Sem falar que dizer é fácil, mas o fato é: É MUITO DIFÍCIL. Sempre achei que a hora que eu quisesse eu sumia do mundo e o resto eu via depois, mas to vendo que me parece quase impossivel. Simplismente é isso. Tenho pouco tempo, e tenho que decidir tudo, e quanto se trata de decisão, não sei pra onde ir.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vai pegar ou largar?

Exagero. Assim que me chamaram, assim que parei pra pensar. Exagero? Vivo de exageros, sou um exagero. Vivo exageradamente em todos os sentidos, e isso não é tão bom a ponto de ser ruim. Penso exageradamente, bebo exageradamente, como exageradamente. Falo palavroes, sinto, choro, amo, tudo exageradamente. Rio exageradamente. Talvez seja essa a causa da imprevisão, da espontaneidade. A causa de eu cansar de tudo rápido, de sempre buscar algo a mais, algo diferente, sair da rotina. Não me adapto à normalidade, nao consigo ficar no padrão. Uso relógios exagerados, óculos exagerados e cores exageradas. Uso a palavra exagerada exageradamente, e não me canso, porque não acaba, e o exagero simplesmente nunca me parece demais. Quero tudo muito, quero sempre tudo. E as pessoas têm medo disso, do que sai fora da linha e ameaça o círculo ao seu redor. Me julgam demais, falam demais, e eu é que me culpo. Prefiro ainda errar por exagero do que por tradicionalidade. Quebrar tudo, continuar ouvindo minhas musicas estranhas, e continuar sendo estranha para os que não entendem o que nem pode ser entendido. Vou continuar sendo não sexy pra todos, nem sabendo exatamente se acho isso ruim ou bom. Não interessa a cor da minha calcinha nem do que visto, o espelho ja sabe o suficiente pra nem dizer mais nada e saber tudo o que carrego comigo todo dia. E ninguém vai saber mesmo, nem a cor da minha calcinha, nem porque eu exagero em todos os sentidos e detalhes.
Vai pegar ou largar?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

hemisf'ério norte

Hoje eu me dei conta que por maior que seja a introspecção no mundo masculino uma mulher jamais chegará perto de saber tudo que se passa na conversa de uma mesa de bar. É tudo tão relativo, - mulher, bunda, pernas, peitos, barriga, rosto, andando, vindo, indo, falando, passando- que eu nem percebo que toda semelhança era mera coêncidencia. Pra mim tava mais pra "cabelo, rosto, roupa, sapatos, bolsa, estilo, sorriso". Gordinha? sério? E chega a ser surpreendente como é fácil surpreender e dizer 'que tudo que eles querem é tão simples que é difícil de entender. Mantenha-se bonita, ria, pense. Participe, mas não muito. Me deixe livre, mas não muito, senão já achoque é tudo fácil assim. Me dê o que eu quero, beba cerveja comigo e me deixe ver futebol. Reclame do seu cabelo e suas roupas mesmo que eu nao escute e nem me importe, só seja assim. E no fim de tudo ainda concluo que tudo se acaba num comentario banal, nos assuntos importantes que não fazem nenhum sentido, e que se não tem nada melhor pra eles que sentar com os amigos e falar besteira, mesmo as vezes querendo um colo de mãe, ou de menina, eles ainda querem pouco.
Idem.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A la sexy in the city

eu devia vim aqui mais vezes, falar mais vezes ao inves de só engolir tudo como venho fazendo há um tempo. Se o cotidiano me permitir, ou a falta de preguiça, ou a agonia, é o que farei. Hoje o dia foi um turbilhão. Vamos por partes, ainda morando sozinha, ainda indefinida amorosamente, indefinida em muitos sentidos, aliás. Acho que me apaixonei de novo, coisa que ainda tento definir como acontece. Três afim de mim, e porque eu insisto naquele que me ignora? Estuda comigo, me pira todo dia, e nada. Hoje ouvi na cara dura de um amigo "desencana". Mas como posso fazer isso sem tentar ? Não sei qual seria a reação, nem se conseguiria ou não, mas acho que o medo me impede. Mulher de poucos nãos. E meu sexto sentido, que foi sempre tão aguçado me engana, por que ? Ponho na cabeça que não até vim o dia que me provoca, quase me mata, e continuo na mesma: desencana. Já tive ele, já tive a oportunidade, e joguei tudo fora. Acho que é porque minha personalidade amadurece e infantiliza de um dia pro outro, sou uma mutação constante e derivável. E nesse caso, amadureceu. Tarde demais? Sendo ou não, perdi. Perdi várias chances de namoro, de ter quem eu queria agora. Será que só percebemos que escolhemos errado depois que nada mais tem volta ? Fecho o olho e sonho contigo, e eu já não sei mais o que fazer. Ou é porque o que me mandou desencanar talvez encanou ? ou talvez, são só garotos. Que não entendem os meus mistérios, que nunca dizem não. Sempre tão espertos, mas são só garotos. Ou eu garota, que não sei lidar com nada, mostrar se quero ou não, as vezes querendo as vezes não. O que me deprime é minha cama vazia, minha casa vazia, e achar que realmente ninguém porai se importa mais.

quinta-feira, 12 de março de 2009

mundo das ervilhas

Acho que na verdade é como a Sara falou mesmo: eu tenho dias. Tem dias que eu falo mais que o time do flamengo, tem dia que meu mundo é só meu, meu. Alguns chamam antipatia, outros timidez, mas simplismente não vejo razão pra me expressar mais por coisas que não têm necessidade. Num dia te roubo de alguém, no outro não te quero. São só meus dias, não tem problema não. No fim, não quero é que ninguém saiba se teria outra vez. Não gosto de dar fim às coisas. Talvez por medo que dê fim em tudo e acabe sozinha, só evito constrangimentos, ou, é só outro dia. Quer vir até mim? Abro meu mundo. Não quer? Eu também não. Amo muitos, ao mesmo tempo, desamo rápido, e não amo ninguém. Quero o que não consigo, o que eu tenho que tentar, o que não é meu. E o que é meu? São 3:39 da manhã, acabei de chegar de um happy hour que o mundo girava dentro da minha cabeça e ninguém entendia o porquê. Tenho prazer nas coisas simples, de chegar em casa, botar uma música, pendurar minhas roupas no cabide, e fazer com que a noite seja eterna enquanto dure. Eterna enquanto eu não durma. Enquanto não acorde. É muita coisa dentro de uma só. Eu também não me entenderia. Só entendo o que me surpreende, só surpreendo o que cabe dentro de mim.

domingo, 8 de março de 2009

Because I use mouthwash

É engraçado como lidamos com a palavra mudança. Esquecemos que as coisas mudam, podem mudar, e mudam sim. E isso assusta. Uma pessoa patética, com a vida patética, sem nada, quando você se dá conta, tá melhor que a sua. Eu fiquei meio que sem, personalidade. Até ontem tinha esquecido de me olhar no espelho e deixei alguns pêlos da minha sombrancelha crescer, até que decidi olhar. E além dos pêlos, vi alguém totalmente no meio de tudo, morna, nem pra lá nem pra cá. Afinal, eu fumo ou não? vou assumir essa porra ou sou fraca demais temendo o que os outros pensam? (de novo essa história?) Não me decido nem quanto à minha simpaticidade! Quando as pessoas vêm me cumprimentar, e só sai aquele oitudobemsorrisobeijotchau, eu dou tudo de mim pra ser simpática, ou to absolutamente na minha e se ela passar do outro lado nao faz diferença nenhuma? Sexy? Emo? deslixada? arrumada? nada ? sou de tudo, sou cada dia o que me permitir ser. Mas não sou nada, se não tenho rumo, nem paradeiro, nem decisões. Decisões fáceis. Simples. Poupadas. Por medo. E vou perdendo, vou perdendo. Mas não, perai, acabei de decidir uma coisa:
foda-se.

domingo, 1 de março de 2009

Um caso à parte

Muitas, muitas coisas passam pela minha cabeça. DESCULPA, mas não sou normal, não gosto de rotina, não tenho cara de rotina. Vem assim, invadindo meu mundo, querendo saber o que eu fiz, aonde vou, quem são meus amigos, vou junto. ooopa, perai perai que a coisa não é bem assim. Não é por sermos primas e estarmos morando juntas significa que eu esteja com a minha mãe. Eu sei que o começo é dificil, mas é só o começo, depois podemos cada uma viver sua vida, ne? :) Parece que consigo ver o sorriso no teu rosto quando alguem fala mais uma das minhas merdas, mas aaaaaah, se eu ver um comentario vai rolar berros. Por que diabos tu não vai cuidar da tua vida ao invés de ficar falando da minha? Fiz merda, fiz, mas minha alma não cheira tédio. Não sou eu que fico contando que bebi três cervejas, fiquei "muito" bêbada, e foi o melhor dia da minha vida. Porque achas que tão pouco é muito? Umas risadas e nucna riu tanto. Cara, eu já ri BEM mais. Eu bebo dez cervejas e digo que bebi pra caralho e é isso. Ir à uns extremos é ter momentos felizes, e não viver do pouco e fazer do pouco muito. Isso me irrita, tudo isso aliás. Vou lá pegar um copo de água, e não me pergunte aonde vou.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cagar ou sair da moita ?

A cada dia eles me sufocam mais, e eles nem imaginam. É tanta pressão, tanto ato inconsciente, inconsequente, que eu já nem sem mais aonde ir. Aonde escrever. É um paradoxo de uma família normal, classe média, casa boa, vida boa, tudo certo. Mas que tinha o único defeito que eles consideravam ser a melhor qualidade: amor demais. Amor de pais que chegam a sufocar. São perguntas a todo instante: mas no que queres trabalhar? Porque essa faculdade? Não vais ser nada. Teu irmão vai ser muito mais rico, ele vai se dar bem, não saiu de casa. Até ouvir da boca dele: "um dia eu compro um carro pra ti". Porra, qual o problema? Eu tenho cara de fracassada? Desequilibrada? Sem futuro? Só porque eu não divido todas minhas vontades e sonhos não significa que eu não tenha! É ter jogado na cara todos os dias que eu vou ter que assumir as consequências dos meus atos hoje. Que se eu ficar é tudo bem mais fácil. Mas como? Se nem respirar eu consigo nessa casa que já me pos no fundo do buraco sem nem ter escavado ainda! E eu? Não cago nem saio da moita. Eu fui estudar fora sim, e não me arrependo, e não pretendo voltar. Mas volto. De 5 em 5 dias sou obrigada a estar em casa e ouvir as choraminganças. Já era hora de ter minha posição: eu vou ficar lá. E não vim sempre, e dizer que aos poucos eu vou estar me dando muito melhor que imaginam. Ou não. Continuar vindo sempre e ter minha garantia que se não der certo eu posso voltar, porque fiquei com um pé lá outro aqui. Só que é realmente impossível tentar ser melhor, dizer que tudo vai dar certo pra mim se nada nem ninguém ajuda. Querem mais é que meu irmão de super certo porque ele que tá ali todo dia, não se rebelou, não decidiu sair, e vão ter pelo menos um filho bem sucedido no mundo.
O que eles não sabem, é que vão ter dois.