sábado, 8 de dezembro de 2007

Um estranho

Ninguém acredita em mim quando eu digo que já está fora de si. Ninguém acredita quando eu digo que você esconde muita coisa, egoísta com seus pensamentos só seus. Me trata diferente, como quase ninguém quando a gente sai, e não se importa de mostrar a todos do que a tua concepção de amor não é a que eu sonhava, esquecendo da platéia que nos observa. Mas quando não tem ninguém em volta, não há gentileza alguma nos seus olhos, o jeito que você me olha, não está certo. Eu percebo o que está acontecendo dessa vez, tem um estranho na minha vida. Não é a pessoa que eu conhecia, tem medo deles saberem quem você é? Se eles pudessem ver você como eu vejo, veriam um estranho também. Alguma vez fiz alguma coisa errada? Eu já fiz você se perguntar quem estava no seu quarto? Como se fosse parecer perfeito em todos os aspectos, e quando isso acabar, eu serei a culpada. Culpada por querer demais que isso desse certo. Então me quebre em pequenos pedaços, e me deixe ir em doses pequenas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Uma promessa

Imóvel, a respiração quase que imperceptível, e eu me controlo pra não pensar em mais nada. Me desvio de músicas, lembranças e momentos infinitos. Meu corpo agora paira sobre meus sonhos, minha decepção, minha angústia. Minha garganta se retorce em mil voltas, pedindo pra explodir, pra que eu saia correndo, berre, grite e chore, e porfavor pra eu não ficar quieta, mas foi o que eu fiz. No meio de tanto barulho, um silêncio absurdo, e vamos embora. Não quero mais nada, quero o escuro do meu quarto com minhas bonecas de porcelana me olhando com ironia. Quero o céu meio arroxeado da minha janela, e as estrelas me dizendo pra ficar calma, que amanhã o dia vai cuidar de mim. Viro de lado, e com todas minhas forças, acredito que isso é verdade, porque em alguma coisa ainda tenho que acreditar. Então imóvel, só respiro, e não penso em mais nada.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Tarde de novembro

Desnorteada, esperando que duas ou três semanas melhorem, ou acabem com tudo de uma vez. Já pus pra fora muito do que me prendia, me sinto sim, mais minha. Te pergunto, pra onde foram as conquistas e as palavras seguras de quem quer sem medo? Pra que temer o que não aconteceu, e me largar assim, sozinha de repente? O fato é que não sinto mais a alegria dos que se perdem em um olhar, porque eu não tenho mais esse olhar. Te tenho em corpo, mas não te tenho em atos. Te tenho do meu lado, mas tu sabes, não tais comigo. E não to a toa do teu lado, minhas lembranças e sorrisos me movem, e me dizem que tê-las, me robará alguns dias de grito. Em sete meses, te digo, muito vou levar pra onde eu for, mas eu nada mais tenho a fazer quando não depende mais de mim. Sim, fique bem, te quero bem, em qualquer lugar, meu pequeno.

domingo, 18 de novembro de 2007

Minha paz.

Renê diz:
boa noite
Renê diz:
até amanha né
ALINE ler. diz:
boa noite
ALINE ler. diz:
dorme bem
Renê diz:
dorme bem tambem
Renê diz:
te amo :*********;
ALINE ler. diz:
também te amo
ALINE ler. diz:
:*; :*:

E é só isso que importa.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma bolha.

Uma importante decisão: viverei dentro de uma bolha.

Ninguém me tocará, nenhum olhar supérfulo de mimados ou estranhos me aingirá. Longe da aristrocacia de moldagem de estilos ou padrões de vida.
Rolo pra qualquer canto, e quero mais é não controlar minha própria direção, bater em tudo, e ocupar o volume esférico necessário pra aprender a conviver comigo. Vou enchergar meu mundo transparente, e rir. Vou te amar de dentro da minha bolha. Vou te idealizar e te negar afinidades, te dizer que meu espaço é pequeno para dois. Furar a bolha é para fracos, os que não resistem à tentação de se misturar à monopolização de idéias e fins iguais. Que se submetem à ignorância do povo, e do desinteresse dos jovens. Pessoas que te dizem o que fazer, quem ser, o que vestir, o que pensar. Não, obrigada, minha bolha é mais segura.
Uma proteção que se confunde comigo, e guarda meus segredos, promessas e lembranças. E conhece minhas angustias de poucos segundos, meu medo da vida toda, minhas cinco outras partes de mim. Sabe que eu amo demais, que eu me orgulho , que eu peco.
Isolamento sociável, exceção inclusa, afastamento construtivo, minha bolha.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Aula de história

Me sinto meio fora desse sitema. Me alieno até demais, e vou para longe sozinha com minhas dúvidas e pensamentos. Leiam muito, durmam bastante, e desacansem bem. Aquelas várias cabeças que não sabem que são poucos e muito necessários momentos de lavagem cerebral. Por poucos minutos, a impressão de que o mundo não é mais tão corrupto e imbecil, porque tem gente que sabe muito, que te justifica o porquê, e te diz pra não desistir. Quero ver esses sorrisos e essa agonia pra ir logo embora se despedaçando, e parando pra ver, que é por causa disso isso que essa bosta nunca vai mudar. Quero odiar mais e mais o presidente, e moldar meu mundo ao meu redor. Quero agir pra mim e não mais pra ninguem. Quero fazer isso porque quero, e é melhor exclusivamente pra mim, não depender de ninguem, quero mais meu bem. Um pouco mais. Quero mais que retribuições mal pensadas. Sou alucinada, não aprendi a não refletir demais, e me culpar de tudo, achando que eu devia fazer sempre mais ou menos, que não é o suficiente. Quero me convencer que eu não posso mais ser assim, quero o valor que eu dou, do jeito que eu te dou. Quase insuportável, e te digo mais, mais que indispensável. Bate o sinal, fim da aula.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Gente que é gente

Ás vezes, na maioria das vezes, na verdade o tempo todo, me pego olhando as pessoas de um jeito quase que obcessivo. Meu olhar é desviado aos poucos pelo jeito que alguma menina amarra o cabelo, o relógio desproporcional ao seu pulso, algum olhar no infinito, ou as meias listradas sem combinação alguma. Distração encômoda. Aprendo vendo, vejo querendo saber o porquê aquilo ser tão perfeitamente feito pra alguém. É estranho em pensar que ao ver a maneira que alguem se comporta, é possivel notar sua insegurança, falta de opinião, ou a personalidade que move todos ao seu redor. Tem gente que ri pro nada. Tem gente que pensa no que vai comer quando chegar em casa. E gente, claro, que te olha com cara de despreso, quase que perguntando, algum problema? Pessoas que dão sono. Náuseas. Não me importo. Só sei que não tem como focar a atenção em alguma coisa vendo tanta mistura de ideias, rostos, olhares, movimentos e estilos. Sou simplismente obrigada a apreciar e criticar tudo isso, fazer minhas adaptações e admirações comigo mesma. Me deixem, por sinal, estou indo pra aula: novas vidas a serem observadas.

domingo, 28 de outubro de 2007

Quase segunda

Pronto. Acabaram todas as comilanças, nossas três pizzas, a festa que me arrumei por uma hora, troquei umas sete vezes de calça, borrei minha maquiagem. Acabaram as danças loucas com bebidas pra melhorar tudo e conversas que nao pareciam ser tão intrigantes quanto minha vontade de parar o tempo. Acabou a vontade de comer, o empenho pra arrumar o quarto, abrir a apostila, pensar no que vem, no que foi, no porquê de eu não ter me bronzeado hoje. É, acabaram as risadas e os excessos de quem finge gostar de tudo isso. É tão simples, parece que ia ser sempre assim, escola, aulas, amigas, familia, casa, esporro, choro, feriado, férias, material novo, ano letivo novo, planos e sonhos diferentes. Não quero pensar de novo. Resumo tudo naquela olhada pra lua cheia, as estrelas piscando como se a noite fosse o resguardo dos sem rumos. Aquele abraço apertado, e a sensação de ter contigo a solução mais simples e necessária. O sol acaba, o futebol de sábado acaba, a festinha de aniversário acaba, a fome acaba, e tem a hora de pôr tudo no seu lugar, ou seja, amanhã é segunda, e são cinco e quarenta e nove. Mas eu penso, será que vale a pena ?

domingo, 14 de outubro de 2007

Eterna, chuva.

A chuva vai cai, molha sem se preocupar se tem problemas com isso, se vai inundar uma cidade, ou estragar a noite de alguém. Cai porque cai. Não se importa se é ou nao domingo, ou se eu acabei de comer pizza e vou explodir. Muito menos se importa que ela me ajuda a relembrar tudo, a pensar mais, e a sentir saudades do que nem foi embora ainda. Abraços de desesperos, olhares de fugas e lagrimas de inocência. Ninguém ta preparado ainda, eu aprendi a me apegar e a depender das pessoas mais importantes da minha vida. Risadas e conversas que a gente nao imagina ter fim, talvez porque nao tenha, ou talvez por medo que realmente acabe. Então paro por um segundo, e te olho de novo. Passa pela minha cabeça mil coisas e como seria se eu desistisse, largase tudo por ti, por voces. Não me deixem, nunca. Eu nao existo, nao sei me ser sem voces comigo. Quero te abraçar forte, te jurar amor eterno, e te dizer que isso nunca vai acabar, que tudo o que aprendi contigo é meu, que o que passamos é nosso, que o que temos nunca se perderá. Tenho medo, tenho frio, tenho medo, e medo. Vai comigo pra onde eu for, venham todas. A chuva aumenta um pouco então, e ela vai cair em qualquer canto, e ela nao se importa, porque não vale a pena. Tudo se vai, um pouco demais, e o tempo cuida de mim, e me diz "calma minha pequena, me compreenda que estarei contigo, e cuidarei de ti." Debochado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Se quer, pensarei.

E logo, tudo vai embora. Lento demais, mas tanto que rápido. As vezes eu que peço demais. As vezes, sempre pedi. Não importa. Um medo que vai de aproximação aos desejos, encantos, pensamentos. Pensamentos únicos, e só meus. Complico, chamo então de amor. Mas do meu jeito de amar, talvez não com o amor infinito de casais perdidos, mas o amor inexplicável de simplismente nao poder mais te perder, de exigir mais que imaginas ser suficiente, ou somente, de te ter, e comigo. Me precipito, e julgo nossas atitudes nao condizentes. Melhores, existem, mas não me interesso pelos que não se distraem ouvindo meu cotidiano monótono. Minha rotina pede bagunça, insatisfação, e raiva de não ser como eu quero. Te amo porque te amo. Ou porque nem te amo. Por não te amar, me garanto, e sei que talvez não seja só isso. Obrigada pelas memórias, elas vão onde eu for, logo que eu for. Mas não se preocupe, não assim tão logo.

domingo, 30 de setembro de 2007

Olhos castanho-claros.

Meu tempo de ficar sozinha não é mais meu. Meu silencio desinteressado não é normal. Minha estranha rotina não é mais tão estranha quanto devia ser. Os tempo mudaram, as pessoas também e meu sono vem chegando. Não tenho porta, sou observada, exigida, um pouco deixada de lado. A coisa que eu mais tinha certeza e já não tenho mais tanta, eu não sei mais se devo, se me obrigo ou escolho sem querer pensar direito. Eu não quero ser só isso, eu não consigo. Olho no olho. Eu sei o que se passa dentro desses olhos castanhos claros, que dissimulam, fingem, e não são mais os mesmos. Um cigarro inteiro apagado na mesma direção não me é estranho. Nunca fiz proibições, e recebo regras cumpridas e patéticas. Tua vida já é minha demais pra deixar de lado, mas minhas concentrações mais necessárias não existem mais porque foram substituídas. Meu riso descontrolado esconde uma preocupação e ódio. Infelizmente tua atenção não é mais minha. Teu olhar no infinito não tem as mesmas ligações que as minhas, e teu abraço, não procura mais o meu. Fuga, inadmissão. Pode vim e falar, eu entenderia bem mais que tuas alternadas formas de amar. Simplesmente não me faz mais bem te ter não sendo mais meu. Mas me faria pior ainda te ver rindo to teu jeito como se não tivesse amanhã e não poder compartilhar minha cena ridícula no meio da tarde. É demais pra mim teu cotidiano no meu sem nada. Os dias tão acabando, e vai ficando tudo pequeno, e os grandes vão me deixando, e os que nunca se importaram, não vão se importar. E meu sono me chama, pra ver o sol e lembrar que ainda a felicidade existe, e vai vim com a brisa, num leve sopro que só a manhã conhece.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Blog ?

Na real, eu sempre achei que blog fosse uma coisa que nao existisse. Sabe aquela coisa que tu ouve e sabe que as pessoas tem, e escrevem, e atualizam como se fosse orkut, mas é tão distante que tu nunca imagina que isso vai chegar até ti. ATÉ o dia em que tu entra num site muito animal, com uns textos de cotidianos monótonos, falando de coisas que se passam pelas cabeças das pessoas durante uma solitária caminhada num dia ensolarado, e tu descobre que esse site é um blog. Dai meio que tu descobre que talvez isso até possa ser útil pra dividir aqueles pensamentos sem nexo ou explicação que as vezes nos ocorrem. É, fico por aqui mesmo.