quinta-feira, 27 de novembro de 2008
the view from the afternoon
Esse quarto com cheiro de bala de uva. Falta água, a pia tá cheia, não tem mais nenhuma louça limpa, o banheiro fede, não tenho como lavar a mão, escovar o dente, tomar banho. Mais mosquitos que o comum, mais tédio que o comum, mais pó, mais cheiro, mais mosquitos, mais tédio ainda. E eu ainda me pergunto porque não tenho a mínima vontade de vim pra casa. Do momento que eu me despeço, ponho os fones, já me vem aquela angustia de ter que passar as próximas horas sozinha. De ter que decidir de novo o que vou comer, de criar forças pra estudar. Moro com uma estranha mais estranha do que muita gente que não conheço. Cada uma no seu quarto, cada vida numa parede, cada estilo em um lado oposto das coisas mais opostas possíveis. Na minha concepção, todas as pessoas que moravam juntas tinham um mínimo de afeto. Do tipo, comer alguma coisa juntas, convidar pra dar uma volta, conversar, CONVESAR! Achei que as pessoas que moravam juntas conversavam. Uma família diferente talvez. Dividisse o queijo, o tropeço da rua, o apresso do fim do semestre, mas não, vivo sozinha com alguém que existe do lado. Dorme de dia, fica acordada de noite, reclama de uns poucos trabalhos, não come, namora, chora, briga. Não tira a roupa do varal, não tira o lixo, dorme. Dorme, dorme, dorme. É estranhamente patético como duas pessoas numa mesma casa podem ser tão distantes. É contraditório viver assim. Essa coisa estranha que sinto queria jogar pra longe. Um vazio de solidão de quem prefere ficar sozinho. Um vazio de falta de pessoas que não sei quem, de amigos que vejo mais do que devia, de pessoas que nem perto estão. Vazio de quem estuda, de quem quer chorar mais não sai nada, de quem quer pelo menos a água de volta, ou sair de uma rotina que ainda não existe, sair, correr, qualquer coisa, menos aqui. Menos comigo.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Pretextos ao livre arbítrio
É engraçado quando temos que fazer alguma coisa que realmente nao queremos. Ta tudo ali, na tua frente esperando, olha pra ti, continua olhando, e nada. TEM que estudar, tem que saber aquilo pra amanhã, mas não ta dando, não tá. Uma olhada no msn, atualizada no orkut, comer um pão, mexer numas fotos. Olha pela janela, pensa um pouco nas pessoas, olha pro caderno, e decide comer um chiclete. Pensa em fumar um cigarro, mas quer prezar pela saúde, então não. Vamos fazer o maço durar um ano. Mas ai não fumo nunca, porque nunca quero estragar minha saúde. Assim como nunca como fritura e besteiras pra não engordar, mas não sou magra. Assim como não vejo filmes, não leio, e não aprendi a cozinhar porque não tenho tempo e tenho que estudar, mas não to estudando. Tá, vou ouvir uma música, mais uma olhada no msn. E vamos, tenho que encarar isso. Não dá, vou arranjar desculpas até as desculpas me contarem que pretexto não tira nota alta. Devia ter ido na casa de um amigo pra estudar, devia lavar minhas meias, vou fumar um cigarro. Não, é contra as regras, é feio, tem gosto ruim, mas a janela ta vazia, o dia chuvoso, alagado e grande e triste. Não tem amor. Ninguém eu amo, e isso talvez nem seja um problema, nada é, só tenho que estudar e acabar logo com isso. Quem sabe? Respira fundo, e sem pretextos. Ou dorme de uma vez, ou assume as coisas, porque isso não é nada, e eu sei que vai ser sempre assim. Pessoas dão desculpa às coisas que elas não querem admitir que têm preguiça, que deu errado, ou que é difícil. Por isso não fui na academia hoje, pensei que o dia tava triste e eu tinha o direito de ir pra casa, mas não. Desculpas sempre vão existir, e minha prova é amanhã.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Pra mais ou pra menos ?
de repente, a calmaria. Não calmo, mas mais calmo. As novidades passaram, a conformidade chegou, a vida tá acostumando. Um quarto pequeno, enfeites simples e algumas roupas pra lavar. Não sei se sinto saudades, falta, ou algo assim. Fico feliz com meu sossego, com a minha organização, correria, e tentativa de tempo de fazer tudo. Conhecendo pessoas que jamais imaginei, nem conhecer, nem ser tão diferente, nem com tanto homem, nem com tão pouca mulher. Homens. Homens.. Como conhecer tanto o lado masculino e ainda não saber lidar com isso? Como saber todas as manhas, mentiras, fragilidades, e ainda não saber? Ver que tudo pra eles é ligado ao sexo, que não importa a mulher, o que ela veste, nem a cor do sapato, se tiver todos os dentes, conta pontos. Todos pouco diferentes, quase iguais, sem muito respeito. Um mundo tão liso que só dentro é perceptivel o quanto é fácil. Um as vezes se apaixona, mas logo passa, outro pensa em ter alguem, mas não acha, outro acha, mas não quer. É complicado, ainda vou entender.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ponto de inflexão
E minha mãe me perguntou aonde tinha errado na minha educação, o que ela e meu pai tinham feito de errado que fez com que eu saísse de casa. Não foi amor o suficiente? Faltou alguma coisa? não mãe, foi tudo perfeito. Nada que vocês não me deram ou que senti falta. Acho que foi justamente isso. Eu tinha tudo, e foi tudo perfeito demais. Eu queria um pouco de bagunça, de liberdade. De decidir que roupa usar, se eu quero ir ou não, minhas atitudes. Comprar o que eu quero comer e decidir minha própria saúde. Se eu quiser fumar é porque eu quero e eu é quem prejudico minha saúde, não porque to em casa e não quero parecer errada, e quero a imagem de melhor possível sempre. Se eu quiser jantar uma ruffles, eu janto, se eu quiser só acender um incenso e ficar no meu silêncio eu fico. Mas hoje, nessa tarde nublada de quinta feira eu acordo e não quero levantar. Queria ficar entretida nos meus sonhos bizarros, rolar e desenrrolar no cobertor, mas não queria acordar e encarar minha realidade. Silêncio no quarto, um pouco de ressaca, um pouco de bagunça, um pouco de vazio. Saudades de não sei o que, de não sei quem. Acho que de alguém pra dizer um bom dia esperando com um café da manhã, de alguém que te abraçe e diga um "eu te amo" ou um "dorme bem" as vezes. É muita dúvida, estudar tanto pra ir mal, por ter falta de atenção? Fazer o melhor curso porque gosta e não acha outra opção, mesmo sendo o mais difícil? Sim. O fato é: até quando?
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Mendigos, nômades, mudos e chatos.
eu me piro me piro me piro e me piro em me pirar. cada coisa me vem uma dúvida seguida de implicancia atormentadora. Digo de passagem, mas como passo todo dia, não é mais. Por exemplo, o porquê o tamanho das cabeças de barbie aumentarem, como deve ser chato ser um cachorro, a complexidade por trás das bebedeira, porque umas pessoas riem mais que as outras ou se as pessoas decidem ser estilosas porque se sentem feias. Cada caso super particular que quero entender. Assim, os macacos vivem em árvores, formigas nos formigueiros, zebras nas savanas, e os cachorros? obviamente eles não são da floresta, nem das savanas, nem ficam em galhos, aonde entao? cachorros without place to live. a maioria deles é enviado pra algum petshop e comprado, mas os geneticamente desfavorecidos, vulgos vira-latas são chutados e ficam na rua. Acho que cachorros são mendigos. Porque eles nao usam camisinha, ou quando ficam livres nao saem correndo pro habitat natural que eu não faço a mínima qual seja? Mas não, ficam no mesmo quarteirão a vida inteira porque o resto eles não conhecem e podem nem achar comida. Alias, queria saber como eles comem. tipo, capim? tá, eles devem achar um resto de linguiça, mas e se não achar? nem pedir eles podem, tipo mendigos mudos e nômades, sem qualquer chance de elevar o nível social ou ver ana maria braga. Tenho pena. não queria ser um cachorro. nem que eles fossem eles mesmos, sei lá.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Axioma de ordem
tudo tão rápido rápido rápido. Tanto pensamento, tão poucas conclusões que tive até medo do que poderia vir a desabafar aqui. Quase um mês em florianópolis, em uma casa que não é minha, em um quarto que não é meu, sem comida na mesa, sem roupa lavada, e estranhamente, parece que ja vivo assim há anos. Não chorei, não implorei saudades ou pressenti arrependimentos. Não sei se a ficha ainda não caiu, ou se me iludo sem querer. é como se fosse um acorda, aula, estuda, conversa, ri, estuda, come, volta, anda, corre, dorme, que não tenho tempo de esclarecer minha nova vida. Acho que na verdade não caiu a ficha que são cinco anos, e não só umas férias. Não me imagino percorrendo esses caminhos e vivendo essa vida por cinco anos. Tendo amigos que não sabem realmente como eu sou, morando com alguem que se quer vive comigo, correndo de um lado pro outro buscando alguma coisa que nem sei o que é. De repente eu to amando tudo, vejo diferentes rostos todos os dias, caminhos, descobertas, tenho a sede do novo, e mato essa sede aqui. Mas ainda nao sei como lidar com tudo isso, parar e olhar pela janela tudo o que aconteceu tão rápido, e final de semana voltar pra casa e ver minha vida de sempre, as pessoas que ja amo há 18 anos. Florianópolis para os estudantes da universidade é assim: ou se entrega, ou não se entrega. Quem se entrega fica nos fins desemana, vai pra praia, vive a cidade, sai com os novos supostos amigos, liga pra casa as vezes, monta a nova estrutura do futuro aqui. Quem não se entrega, gosta de tudo e não abre mão, mas não abre mão também da outra vida. Ficam paralelas, mas não livres. Não fazem certas coisas aqui porque dependem de lá, tem medo ainda daquela insegurança e daquelas velhas duvidas. É tão estranho, tão intrigante, e ainda não sei explicar porque tudo me parece tão normal.
domingo, 10 de agosto de 2008
do outro lado da rua
é depressivo, é atraente. Tanta coisa tão rápido, muita mudança em tão pouco tempo, gente nova em alguns segundos que eu nem sei como se assimila. Pareçe que só vou ficar uns dias e depois volto, que eu to de ferias, e que depois volta tudo como sempre foi. Essa semana foi como se eu ja morasse lá há anos, sem saudades, sem ressentimento algum, sem constrangimento qualquer de levar a vida sozinha. Agora eu paro e só tenho vontade de chorar. Como se eue quisesse contar pra todo mundo como foi minha semana perfeita, mas ninguem tá interessado em ouvir, e eu simplesmente desabo quando vejo meus pais me esperando toda sexta. Tenho que voltar pra lá hoje, e de repente tenho duas vidas paralelas e nao quero abrir mao de nenhuma. Nao vou deixar nada aqui, nao vou deixar nada lá. O ideal de quem mora com os pais é um dia poder fazer as coisas que sempre sonhou sozinho. Sair sem avisar, voltar a hora que quiser, e isso realmente acontece. A unica coisa que me esqueci é que nao tem os meus amigos pra eu sair, nao tem os lugares que eu saio, entao simplesmente nada acontece. Quero voltar, quero levar a vida na boa sem aventuras ou curiosidade por uma vida nova. Quero só acordar todo dia e nao desejar mudanças e não querer ser diferente a cada segundo. Queria que alguem entendesse, queria alguem pra conversar, queria explodir, chorar, gritar, estudar, ou pedir que nada disso tivesse acontecendo. Que ninguem sentisse por mim, nem falta de mim, que dissessem que tá tudo bem e vai ser tudo sempre bom. Daqui a algumas horas eu to voltando, e eu simplesmente não sei.
domingo, 3 de agosto de 2008
conjectura sagaz
Faltavam seis meses, tempo de sobra pra refletir, tempo suficiente pra ter certeza, tempo necessário pra chegar até aqui, onde falta um dia apenas. Amanhã à essa hora vou estar numa casa que nunca tive antes, com uma menina que não convivi por mais de 5 minutos, longe dos meus pais, da minha cama, das minhas coisas. Parecia tão fácil, mas confesso que me assusto de olhar pra minha mala do meu lado, pras compras nas sacolas. Dá vontade de ir, mas levar tudo junto, ao mesmo tempo que quero deixar tudo aqui e nao olhar pra trás, não sei, não sei. Daqui cinco dias tô de volta, mas ainda não caiu no estomago o que está prestes a acontecer, o que me dá força é ter noção de que se eu não tivesse coragem de fazer isso agora, não ia fazer nunca mais. É bem mais fácil voltar pra casa do que ter que sair depois. Meus pais dormem no quarto de lado, e me sinto mal por ter me despedido de um amigo, um melhor amigo. Não saiu nenhuma palavra de mim, não saiu nenhuma dele. É tudo tão forte, tão simples, tão intenso, tão discreto, que não se dá pra explicar. Talvez seja assim tão perfeito por nunca ter acontecido amor de verdade entre a gente, daqueles que acontece entre homens e mulheres normalmente, mas um amor paralelo, que faz da gente irmãos, que faz da gente tão unidos. Do tipo de sair de casa pra ver novela na casa do outro, do tipo de ir fumar uma shisha pra contar alguma coisa nada a ver que aconteceu, do tipo de achar um máximo tomar cerveja porque é barato, e agente se diveeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerte. Se eu pudesse fazer um pedido agora, seria pra que nunca, nunca eu tivesse que chegar na tua frente e te estranhar, e ter receio de contar alguma coisa por achar que nao faz diferença tu saber. Quero essa nossa amizade por muito, quero te ver todo final de semana como se eu tivesse aqui do lado sempre, na rua do lado, dividindo táxi todo sábado a noite. Agradeço a prova que é possivel existir amizade entre homem e mulher, agradeço ter te conhecido e sentado atrás de ti e jogar papel na tua cabeça. Agradeço todos nosso momentos de chubaca, de sanidade, de tristeza, de felicidade, todos. E o melhor, não digo isso como se tivesse acabado, porque daqui cinco dias, eu volto, e vai ser tudo como sempre foi.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Curto circuito
Minha barriga ainda dói. Tenho rímel embaixo do olho, ainda tenho três unhas quebradas. Ontem quando eu te vi fiquei inusitadamente enjoada, nada descia, nada subia. De certo porque me vêm à cabeça situações que em algum lugar de mim sabem que não era certo. Regurgitando nossa vida genial. Tentando vomitar nossos planos e lembranças. Vou embora daqui antes que a janta acabe.
E eu, tão inocente, tão simples no meu jeito de levar a vida fácil. Me apaixonar fácil, mudar, perceber, sentir muito muito fácil. É engraçado pensar como não te conheci antes, como um sal de fruta que de repente melhora tudo, efervecente. Eu fervo, eu fervo, efervecente.
Já falei como odeio dia pós balada? Ou porque foi muito ruim, meu minguinho direito dói e fica três vezes maior, me sinto cansada e inconformada de ter perdido uma noite da minha vida assim. Ou porque foi muito bom e não queria que tivesse acabado nunca, ver o dia amanhecer, e me lamentar no dia seguinte das bobeiras que a gente não pensa quando nada mais importa. Odeio dia pós balada porque nunca se sabe como agir. Se liga, se não liga, se toma um banho pra ver se o tempo passa mais rápido, se venho aqui e fico contagiando minhas simploriedades no tédio enquanto ninguém acorda. Ou melhor não, vou só fechar os olhos e levitar, lembrando segundo por segundo, refazendo cada cena patética, cada vírgula que não despercebo. Nitidamente rosto com rosto, boca com boca, e eu simplesmente não queria ter começado porque eu sei o quão longe isso pode ir. E eu não quero ir, e eu não quero te deixar. Só não pensar, e deixar o que tem pra acontecer fluir, nitidamente estranho, e em péssimo tempo, e ainda assim não sei explicar porque tu és tão perfeitamente especial pra mim.
E eu, tão inocente, tão simples no meu jeito de levar a vida fácil. Me apaixonar fácil, mudar, perceber, sentir muito muito fácil. É engraçado pensar como não te conheci antes, como um sal de fruta que de repente melhora tudo, efervecente. Eu fervo, eu fervo, efervecente.
Já falei como odeio dia pós balada? Ou porque foi muito ruim, meu minguinho direito dói e fica três vezes maior, me sinto cansada e inconformada de ter perdido uma noite da minha vida assim. Ou porque foi muito bom e não queria que tivesse acabado nunca, ver o dia amanhecer, e me lamentar no dia seguinte das bobeiras que a gente não pensa quando nada mais importa. Odeio dia pós balada porque nunca se sabe como agir. Se liga, se não liga, se toma um banho pra ver se o tempo passa mais rápido, se venho aqui e fico contagiando minhas simploriedades no tédio enquanto ninguém acorda. Ou melhor não, vou só fechar os olhos e levitar, lembrando segundo por segundo, refazendo cada cena patética, cada vírgula que não despercebo. Nitidamente rosto com rosto, boca com boca, e eu simplesmente não queria ter começado porque eu sei o quão longe isso pode ir. E eu não quero ir, e eu não quero te deixar. Só não pensar, e deixar o que tem pra acontecer fluir, nitidamente estranho, e em péssimo tempo, e ainda assim não sei explicar porque tu és tão perfeitamente especial pra mim.
sábado, 28 de junho de 2008
das coisas que eu nao entendo
ARLINE diz:
eu te amei amei amei e tu jogou fora
ARLINE diz:
nao vem me cobrar como se eu tivesse que sentir o mesmo
ARLINE diz:
porque eu nao sinto
ARLINE diz:
e falei isso pra ti
ARLINE diz:
mas isso nao quer dizer que nao gosto mais
ARLINE diz:
só gosto o suficiente pra me por em primeiro lugar
ARLINE diz:
e pensar em mim uma vez na minha vida
ARLINE diz:
nao quero brigar contigo
Renê diz:
bom a parte de ontem
Renê diz:
que tu prometeu nao falar mais sobre certas coisas
Renê diz:
nem rolo né
ARLINE diz:
e tu tinha prometido nao tentar mais
Renê diz:
eu tambem nao quero brigar contigo
Renê diz:
mas cara
Renê diz:
sei la
Renê diz:
eu tinha prometido
ARLINE diz:
entao
Renê diz:
ta tudo bem
Renê diz:
sei la eu tenho tanta coisa pra falar mas nem sei por onde começar
Renê diz:
bom, adeus né
Renê diz:
eu te deixo um, eu te amo
Renê diz:
espero que eu fique guardado na tua memoria
Renê diz:
como tu vai fica na minha
Renê diz:
beijo
ARLINE diz:
nunca me despedi de ninguem
ARLINE diz:
com um tchau eterno
ARLINE diz:
e nao vai ser agora
ARLINE diz:
se cuida porfavor,
ARLINE diz:
e fica bem de qualquer jeito
ARLINE diz:
boa noite, beijo
ARLINE diz:
e um abraço.
eu te amei amei amei e tu jogou fora
ARLINE diz:
nao vem me cobrar como se eu tivesse que sentir o mesmo
ARLINE diz:
porque eu nao sinto
ARLINE diz:
e falei isso pra ti
ARLINE diz:
mas isso nao quer dizer que nao gosto mais
ARLINE diz:
só gosto o suficiente pra me por em primeiro lugar
ARLINE diz:
e pensar em mim uma vez na minha vida
ARLINE diz:
nao quero brigar contigo
Renê diz:
bom a parte de ontem
Renê diz:
que tu prometeu nao falar mais sobre certas coisas
Renê diz:
nem rolo né
ARLINE diz:
e tu tinha prometido nao tentar mais
Renê diz:
eu tambem nao quero brigar contigo
Renê diz:
mas cara
Renê diz:
sei la
Renê diz:
eu tinha prometido
ARLINE diz:
entao
Renê diz:
ta tudo bem
Renê diz:
sei la eu tenho tanta coisa pra falar mas nem sei por onde começar
Renê diz:
bom, adeus né
Renê diz:
eu te deixo um, eu te amo
Renê diz:
espero que eu fique guardado na tua memoria
Renê diz:
como tu vai fica na minha
Renê diz:
beijo
ARLINE diz:
nunca me despedi de ninguem
ARLINE diz:
com um tchau eterno
ARLINE diz:
e nao vai ser agora
ARLINE diz:
se cuida porfavor,
ARLINE diz:
e fica bem de qualquer jeito
ARLINE diz:
boa noite, beijo
ARLINE diz:
e um abraço.
domingo, 8 de junho de 2008
Jeux d´esprit
Acabei de chegar do camorra, e são 5:36 da manhã. Eu te vi, eu lamentei te ver, fingi que não tinha te visto, mas vi, te cumprimentei. Cantei ao som das músicas que tem letras que doem tudo la dentro, olhei pessoas e me diverti com o olhar patético de uns desesperados. Dei jeito de comprar umas cervejas, e tudo ia perfeitamente, até que eu te vejo. De mão dada, e ela me olha com um olhar de quem pegou o que não é dela, de quem ri, com um sorriso pra que eu sinta alguma coisa que ela nem tem nada a ver. Quatro mil coisas se passam na minha cabeça, eu nucna imaginei que ia ser tão dificil ver a pessoa que tu mais amou na vida com outra. O que não ficou aqui dentro. Eu pedi pra me esquecer sim, mas nao pedi pra tu me fazer te lembrar. Me esquece, mas de qualquer jeito, só não faz isso. E se fez, ja foi, ja falei o que não devia. Já senti o que não sentia. Quero só que passe um tempo agora. Não quero mais te ver, não quero mais ouvir de ti. Te desejo felicidades, e só queria que soubesses que tudo podia estar perfeito. E só não ta por culpa tua, por teus impulsos, e por tu por tua vontade em primeiro lugar. O que tu não lembra é que enquanto tavas se divertinndo e viajando tua mente em fumaça, eu fiquei o tempo todo aqui sentada esperando e assistindo, esperando que um dia desse certo. Esperando o dia em que alguma coisa mudaria. e tu quase que me disse que isso nunca aconteceria, me jogasse fora, jogasse tudo o que eu senti fora. Agora aguenta. Eu nao sou de ferro, e tenho todo o direito de gritar e dizer qualquer coisa. Se valeu a pena, tu que sabes. Só quero um dia depois de tudo isso, poder te abraçar bem forte e dizer que podemos começar do zero, talvez como amigos. O que já seria um grande começo. Já que pra ti é tão facil esquecer que eis muito importante pra mim, queria te ter pra sempre, queria te guardar num potinho. Te chingar por ter feito isso com a gente, mas te amar por ser tão diferente. Te odiar por ser tão inadequado. Mas te ter. De qualquer jeito, longe, ou não. Entã para de estragar tudo sempre. Eu odeio te odiar, mas te odeio. E o olhar dela nao sai da minha mente, tu nunca vais saber o que é sentir isso. Sorte tua, porque te polpo. E simplismente não sei mais o que fazer.
Te cuida.
Ou talvez só te entende. Ou não te entende, mas deixa de ser egoista, e ver que tudo é muito mais complicado que teu chiliquesinho. Patético.
Te cuida.
Ou talvez só te entende. Ou não te entende, mas deixa de ser egoista, e ver que tudo é muito mais complicado que teu chiliquesinho. Patético.
domingo, 1 de junho de 2008
50 receitas
Não, não dá, agora não dá. Todo mundo foi embora e de repente me cansei. Queria ter alguém pra ligar e dizer "que tédio, to sem sono, vamos conversar?". De repente me senti incrivelmente sozinha, e percebo que minhas ilusões em cada noite não passam de lá. Não queria vários ao meu redor, só um, que fosse de verdade, que não mentisse, que não zuasse, que não existisse. Tenho muita coisa entalada aqui na minha garganta, queria dizer muita coisa, queria aceitar, esquecer outras. Por que é tão complicado quando se para e pensa "estou sozinha" ? Dá um medo, um aperto de que não tem ninguém se preocupando, que quando escurecer ninguém vai te dar um boa noite e dizer que te ama. Eu ainda penso. Não tenho mais planos, não tenho mais vontade de ler, de ver televisão, de me cuidar. Não tenho vontade de escrever, de falar o que eu penso, de correr atrás pra tentar me explicar. Tenho lamentações, tenho angustias, e nao tenho o que devia ter. Misturo tudo, vejo mil possibilidades, hipotéticamente correta. Demasiadamente silenciosa.
terça-feira, 27 de maio de 2008
egocentrismo privado
De repente percebi que nunca estive melhor na vida, parece que nunca namorei, e se namorei fazem anos. Já tinha esquecido como é bom o gostinho de ter a vida só pra si, e não dar nem uma mordidinha, pra ninguém. O amor que eu achava que sentia, na verdade acho que era uma necessidade, que me mostrou os dois lados do tudo. Não nego que faria tudo de novo, docentes e desajeitados e tudo ninguém tira da gente. Só lamento por olhar pra ti e te ver como um estranho, parece que nunca existisse de verdade, e é claro, por culpa tua. Quem sabe realmente te culpes, ou esculpes, tua vida nova do teu jeito. Boa sorte estranho.
O que me trás hoje aqui é a percepção de um desejo incontrolável de mudança. Tenho meus neurônios à flor da pele, querendo mostrar sentimentos e algo que definiria como "foda-se". Faltando apenas 70 dias pra eu embarcar numa viagem de estudos e descobertas, sinto e quero falar muita coisa. Tenho planos. Quero cortar o cabelo curto, começar a fazer ginástica, ler um livro, aprender a tocar piano, saber o que acontece no mundo, usar rímel azul. Esses seis meses de brecha que eu to tendo foram a melhor coisa que já me aconteceram, me freiaram, e disseram. OPA, pera lá, vais pirar fazendo trocentas coisas por dia, te acalma, pensa direito, analiza, respira, anda pela ponte, compra umas coisas novas. A solidão é uma ferramenta, porque querendo ou não, você passa 24 horas por dia contigo. Tu vai no banheiro contigo, tu caminha até no lixeiro contigo, tu vai apé até na padaria, só contigo. Solidão eu definiria como viver do jeito que você sempre foi, só que sentindo sua falta. Me piro me piro me piro me piro, me piro meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo. To quebrando aquela coisa, de verdade. Pego um pouquinho daqui, e um pouquinho dali, quando eu me dou conta, to cada vez com menos pouco, porque as pessoas são de uns jeitos que nem elas sabem, e é por isso que quero saber. tenho certa sede do novo, tenho agonias por não chegar no máximo que eu posso, tenho puxões de orelhas por não falar que chega, por não misturar que chega, por complicar demais. Porque me falam que minha pintinha de baixo do olho é misteriosa. Porque numa noite de virada, sentada de pijama no meio da rua conversando, me pegou no colo e tocou uma música de cinema.
Não sei. Talvez eu só precise mesmo de uns metros quadrados pra ver se assim eu cresco, se eu me descubro, se eu aprendo, ou se eu me rendo de vez.
O que me trás hoje aqui é a percepção de um desejo incontrolável de mudança. Tenho meus neurônios à flor da pele, querendo mostrar sentimentos e algo que definiria como "foda-se". Faltando apenas 70 dias pra eu embarcar numa viagem de estudos e descobertas, sinto e quero falar muita coisa. Tenho planos. Quero cortar o cabelo curto, começar a fazer ginástica, ler um livro, aprender a tocar piano, saber o que acontece no mundo, usar rímel azul. Esses seis meses de brecha que eu to tendo foram a melhor coisa que já me aconteceram, me freiaram, e disseram. OPA, pera lá, vais pirar fazendo trocentas coisas por dia, te acalma, pensa direito, analiza, respira, anda pela ponte, compra umas coisas novas. A solidão é uma ferramenta, porque querendo ou não, você passa 24 horas por dia contigo. Tu vai no banheiro contigo, tu caminha até no lixeiro contigo, tu vai apé até na padaria, só contigo. Solidão eu definiria como viver do jeito que você sempre foi, só que sentindo sua falta. Me piro me piro me piro me piro, me piro meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo. To quebrando aquela coisa, de verdade. Pego um pouquinho daqui, e um pouquinho dali, quando eu me dou conta, to cada vez com menos pouco, porque as pessoas são de uns jeitos que nem elas sabem, e é por isso que quero saber. tenho certa sede do novo, tenho agonias por não chegar no máximo que eu posso, tenho puxões de orelhas por não falar que chega, por não misturar que chega, por complicar demais. Porque me falam que minha pintinha de baixo do olho é misteriosa. Porque numa noite de virada, sentada de pijama no meio da rua conversando, me pegou no colo e tocou uma música de cinema.
Não sei. Talvez eu só precise mesmo de uns metros quadrados pra ver se assim eu cresco, se eu me descubro, se eu aprendo, ou se eu me rendo de vez.
domingo, 11 de maio de 2008
vende-se estupidez
Cara cala tua boca. Tu é retardado ou tem algum outro problema ? Eu tava de boa, na minha, dai de repente, quando eu menos imagino vem correr atrás porque é uma pessoa triste sem mim, porque me ama mais que tudo, porque a ultima coisa que pede é uma ultima chance. Óbvio que nao tinha mais volta, mas devido ao tédio que predominava na minha vida não custava nada, e a chance foi dada. Começo a sentir de novo, vai tudo perfeito, é o guri que nunca foi, que eu queria, que eu. E confesso que foi realmente estranho naquele feriado meu desespero (pode-se perceber tres postagens por dia), mas como sempre, eu tava certa. Do nada nao quer mais? DO NADA não sente mais nada e mudou de idéia? AH CALA BOCA faz favor? Como tive a coragem de acreditar que era assim simples? Me troca em três dias e agora ta ficandinho? que se foda, tomara que esteja comendo ela nesse exato momento, porque eu rezo pro dia que o teu mundo desabe também. Tua arrogância é tão grande que não cabe nos meus pensamentos. Só queria te avisar isso: que não tem como se trocar uma pessoa que te amou mais que tudo por um feriado na praia em que se apaixona pelos cabelos compridos de uma ausência. PAGO pra ver o dia em que ela te mande à merda, e tu veja pelo menos uma vez o que tem ao teu redor, ou o que podia ter. Nada é pra sempre, muito menos umas lágrimas de uma noite qualquer. Nesse momento, só quero que te fodas, e que engolas todas as palavras que dissesse, que deixe de ser tão cínico, que eu não quero nunca mais te ver. Quero que aquele teu último olhar pra mim de quem ja sabia o que tava acontecendo exploda, porque um dia, simplesmente tudo acaba, então vai com ela pra qualquer lugar, não me importo. Só nao vem nunca mais me dirigir uma palavra, nem que eu fui A guria, nem que eu não fui. Só quero que sumas, pra sempre, porque minha vida continua, e sem ti, muito bem, obrigada.
domingo, 4 de maio de 2008
20 days of snow
As vezes eu acho que meu unico consolo realmente é esse blog. É quase o espelho de mim, aquelas coisas que se precisam muito ser ditas, mas para ninguem que te julgue, nem que te de o conselho errado, somente que saiba o que acontece, e guarda tudo pra si. Hoje, na minha terceira visita ao desabafo, concluo que meu namorado me acha louca. Ligo pro meu melhor amigo aos prantos e nego que o motivo daquilo é o mesmo de sempre, porque eu prometi que nunca mais ia derramar uma lágrima por ele, e aqui estou. Me custa a admitir que to mal pelos mesmos motivos, voltando aos mesmos erros.
Detalhes da minha loucura: eu viajo por dez dias, e quando chego, meu namorado vai pra praia com os amigos, eu nao pude ir, é claro, não sou nômade. Isso ainda é o que menos me encomoda. Até esse dia ele me mandava varias mensagens, e era a pessoa mais fofa do mundo. Durante a estadia dele na praia, di alguns toques nao correspondidos, e umas ligações que foram atendidas e correram de forma seca, sem carinhos, ou um te amo. Isso me deixou levemente mal, nem por isso, mas me bateu aquele incrivel medo que acontecesse tudo de novo, porque das outras vezes tambem começou assim, porque dessa nao iria ser ? Como pode ser lido nos dias anteriores, eu nao faço nada alem de pensar, e por pensar começei a achar essa situação alarmante. Eu estava realmente preocupada, desesperada. Hoje ele chegou da praia, e conversamos com a tentativa de falar o que falei até aqui pra ele, porque eu estava realmente mal e precisava falar sobre isso. Resultado: ele me acha louca, estranha, sendo que nesse exato momento ele ta fumado.
Quero ver como vai ser o amanhã, eu tenho medo da minha reação, da minha primeira ação. Amo ele como nunca amei ninguem, e tudo que eu mais queria agora era ele do meu lado pra ter pelo menos um abraço. Mas por outro lado penso que caso tivesse sem ele eu iria me limpar de algo que me corroe, que toma meu tempo, que eu sou quase obcecada sem contar pra ninguém. Nao sei se demosntro ou nao, mas eu tenho agonias a cada segundo que nao aguento mais ter. Não sei até que ponto vale a pena mater um amor que me faz mal, e o pior é que a culpa nao é dele, desde o começo sabia que ele é assim, e eu é que exagero o que não precisa.
To um pouco mais calma agora, ja consigo pensar. Acho que cheguei no ápice da loucura que eu jamais imaginei que existia de verdade, ainda mais em tao pouco tempo. E pela primeira vez na nossa conversa eu falei tudo que me veio em mente, em uma hora que achava que a gente nunca ia dar certo, na outra que eu amava ele mais que tudo e que tava tudo certo, talvez eu seja louca naturalmente e nao saiba. Talvez eu tenho estresse demasiado pra uma menina de 17 anos, quem sabe procurar uma pscicóloga, ou no mínimo só entender que isso é só o começo. Ninguém nunca acreditou nisso, mas eu acredito em ter um mínimo de percepção extra sensorial, e talvez o meu desespero sem explicação é só o aviso do que pode acontecer. Mas como à essa hora nao vou conseguir ter certeza de nada (alem de que meu namorado me acha louca), vou dormir e deixar o tempo me ajudar nessa porque situações provocam acontecimentos, e eu tendo a saber o que fazer na hora certa.
Detalhes da minha loucura: eu viajo por dez dias, e quando chego, meu namorado vai pra praia com os amigos, eu nao pude ir, é claro, não sou nômade. Isso ainda é o que menos me encomoda. Até esse dia ele me mandava varias mensagens, e era a pessoa mais fofa do mundo. Durante a estadia dele na praia, di alguns toques nao correspondidos, e umas ligações que foram atendidas e correram de forma seca, sem carinhos, ou um te amo. Isso me deixou levemente mal, nem por isso, mas me bateu aquele incrivel medo que acontecesse tudo de novo, porque das outras vezes tambem começou assim, porque dessa nao iria ser ? Como pode ser lido nos dias anteriores, eu nao faço nada alem de pensar, e por pensar começei a achar essa situação alarmante. Eu estava realmente preocupada, desesperada. Hoje ele chegou da praia, e conversamos com a tentativa de falar o que falei até aqui pra ele, porque eu estava realmente mal e precisava falar sobre isso. Resultado: ele me acha louca, estranha, sendo que nesse exato momento ele ta fumado.
Quero ver como vai ser o amanhã, eu tenho medo da minha reação, da minha primeira ação. Amo ele como nunca amei ninguem, e tudo que eu mais queria agora era ele do meu lado pra ter pelo menos um abraço. Mas por outro lado penso que caso tivesse sem ele eu iria me limpar de algo que me corroe, que toma meu tempo, que eu sou quase obcecada sem contar pra ninguém. Nao sei se demosntro ou nao, mas eu tenho agonias a cada segundo que nao aguento mais ter. Não sei até que ponto vale a pena mater um amor que me faz mal, e o pior é que a culpa nao é dele, desde o começo sabia que ele é assim, e eu é que exagero o que não precisa.
To um pouco mais calma agora, ja consigo pensar. Acho que cheguei no ápice da loucura que eu jamais imaginei que existia de verdade, ainda mais em tao pouco tempo. E pela primeira vez na nossa conversa eu falei tudo que me veio em mente, em uma hora que achava que a gente nunca ia dar certo, na outra que eu amava ele mais que tudo e que tava tudo certo, talvez eu seja louca naturalmente e nao saiba. Talvez eu tenho estresse demasiado pra uma menina de 17 anos, quem sabe procurar uma pscicóloga, ou no mínimo só entender que isso é só o começo. Ninguém nunca acreditou nisso, mas eu acredito em ter um mínimo de percepção extra sensorial, e talvez o meu desespero sem explicação é só o aviso do que pode acontecer. Mas como à essa hora nao vou conseguir ter certeza de nada (alem de que meu namorado me acha louca), vou dormir e deixar o tempo me ajudar nessa porque situações provocam acontecimentos, e eu tendo a saber o que fazer na hora certa.
Alucinações exageradas de um quase problema
Estou numa fase de próprio auto-conhecimento pessoal. Como não tenho muito no que pensar, acabo chegando nesse ponto crítico que me enlouquece, que eu analiso cada situação que acontece, cada palavra que falo, cada momento que passo dividindo o tempo somente com meus pensamentos. E o que me intriga, é como as minhas relações se relacionam comigo, ou seja, por que passo tanto tempo dos meus dias me preocupando e pondo em primeiro lugar a pessoa que eu "amo"? Eu fico correndo atras o tempo todo, como se eu sentisse a obrigação de ter ele sempre na minha mao. Do tipo, se eu nao ir atras, ele nao vai gostar de mim, quero que ele esteja conquistado segundo por segundo. Mas se ele nao vem atrás de mim, me sinto culpada do mesmo jeito. O que eu faço de errado? sera que eu tenho que ir mais atras? será que eu nem vou atrás? sera que ele me ama como realmente fala, e eu devo confiar nisso e não me preocupar, nem questionar mais, porque é uma verdade incontestável ? Eu tenho medo de mim, acho que ainda vou ter serios problemas por me torturar tanto e me sentir tão despresivel perante nada. Acho que eu devia me acalmar e tentar ver tudo como é, porque eu exagero, e ponho mil detalhes, e multiplico tudo por noventa e sete. Tá tudo certo, ele nem ta pensando em mim, na verdade ele ta vendo o jogo do flamengo, e deve tá achando tudo certo, e eu me pirando sozinha. Acho que vou arrumar algo pra fazer, e nao vou pensar mais em besteiras, mesmo sabendo que posso estar certa. Ou talvez eu corte tudo pela raíz, apesar de que ja cresceu, e o máximo que vou conseguir é derrubar-la, sendo que ela continua ali.
Ah, tive outra ideia, posso acender outro inceso e chorar mais um pouco, aliás, amanha é segunda, e isso já é outro bom motivo.
Ah, tive outra ideia, posso acender outro inceso e chorar mais um pouco, aliás, amanha é segunda, e isso já é outro bom motivo.
meio dia e vinte e quatro
E meu peito aperta, e meu peito dói, e dói tanto de um jeito que já nao consigo respirar direito. Que cada suspiro parece que meu coração vai explodir, que sinto cada batida tão forte que é perceptivel aparentemente. Eu nao aguento mais isso, mas talvez "isso" nao seja nada. Porque meu redor as vezes pode estar perfeito, e eu acho que estão todos contra mim, que eu nao sou amada, que me sinto um lixo, as vezes até por nao receber uma ligação de volta. Mas penso que talvez esteja dormindo, mas já são meio dia e desessete, e nada. E penso que talvez esteja acordado, viu que liguei, que meu peito ta apertado e que estou prestes a infartar, e nao me ligou de volta, e talvez só apertou o botão de reinicio para acontecer tudo de novo. Já nao sei mais o que eu faço, me sinto a pior das pessoas, odeio meu celular, quero desligar ele, jogar fora, quebrar. Mas não, talvez ele esteja ainda dormindo. Mas e se já acordou ? Esperarei mais umas horas, se essa ligação não voltar vai ser o fim. eu juro, eu juro. Mas calma, talvez ele ainda esteja dormindo...
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Melancolia de um tédio sem fundamento
E aqui estou. Sexta a noite, sentada em posição de índio na minha cama, com um incenso contaminando cada partícula, ao som de regina, chorando. É quase que um ritual, um tipo de transe que a musica entra, a respiração flui, e as lagrimas saem de um jeito que quase me alivia. Eu ultimamente vivo no nada: como se fosse quase ninguem. Não estudo, não toco nenhum instrumento, não leio, não estou aprendendo a cozinhar, não assisto jornais, não sei o que acontece no mundo, não penso o que quero da vida, não faço nenhum curso, não pratico esportes, não como, não saio, não bebo, não namoro, não faço sexo, não escrevo cartas, não vou à missa, a única coisa que faço é pensar. Não tem como deixar o tempo passar sem fazer absolutamente NADA, olhando pra uma parede branca com descasacados, deixando a mente vazia, porque quando me dou conta, o descascado já tem hisória, já pensei até demais. Penso, e isso já é um conforto, já nao faço mais nada. Tento manter meus amigos, tento ser eficiente no trabalho, tento ter algum objetivo, tento ser culta, tento não ser anciosa, tento fingir que não me preocupo com meu namorado e que está tudo bem, quando dentro de mim tudo dá voooltas, voltas. Durante a semana, todos rezam pra que passe rápido pra que chegue logo o fim de semana, e rezam pra que passe devagar porque quando chega segunda eles rezam de novo. É esse o ponto, eu nao quero que o tempo passe porque eu nao tenho onde chegar. Meu final de semana promete ser pior, me faz ficar o dia inteiro em casa me sentindo uma inutil, vendo por poucas horas durante a noite as pessoas que realmente me importam, e ficando o dia seguinte de novo me sentindo uma inutil. E o pior, é que depois de vários finais de semana inuteis, eu vou embora, pra tentar ser util, estudar, aprender a cozinhar, e cuidar do meu fungo da unha do dedão. Meu incenso sujou tudo e meu chá esfriou, provavelmente to respirando errado, e me sinto sozinha. Incrivelmente rodeada de pessoas e sozinha. Nesse momento, sozinha de verdade, e dentro de mim, é claro, sozinha.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Por uma contemplação utópica
Penso vários lugares, momentos, estratégias, erros, compromissos e desejos para talvez desabafar aqui, mas dos dedos, nada passa. Hoje foi o dia em que o céu ficou roxo quando o sol resolveu iluminar o outro lado, o ar gelou e eu com o peito apertado. Tudo de repende se ajeitou na minha vida de um jeito que me assusto. Tudo de repente virou e permaneceu de um jeito que já não tenho certeza se é bom. Sinto como fosse ser sempre assim, esquecendo o salto que estou pra dar na minha inutil vidinha. Já tenho mais cautela, ja tenho medo de me entregar de novo, já tenho medo do futuro e de um amargo fim. Tenho receio das minhas escolhas importunas, tenho odio de tentarem controlar meus sonhos e me dizerem o que eu devo fazer só porque foram frustrados, e ainda são. Tenho ódio de me julgarem infantil por tentar crescer e me orgulhar de mim mesma, sem esperar o que já está pronto, só porque nunca tiveram o que esperar. Imagino essa impassíbilidade, não sobe não desce, fica quieto e obedece. Se não tem quem obedecer, segue a sociedade vivendo a vida inteira no mesmo bairro, sabendo que rugas aparecem, noivados terminam, e filhos crescem. Quero vender tudo, seguir meu instinto e olhar pra trás e dizer que valeu a pena. Quero manter tudo, administrar e dizer que sou capaz de cuidar sozinha, e ser só mais um soldado nesse ciclo infernal. Porque nos contam quando somos pequenos que se deve sonhar e ter objetivos, se quando tivemos um nos chacoalham e querem que sigamos seus passos de sucesso e glória? Ou devo desitir. Ou devo resistir. Ou devo insistir. Ou devo ver que tenho 17 anos e posso respirar um pouco e aproveitar um pouco. Ou devo te amar de novo. Ou devo emagrecer. Ou devo cuidar da minha saúde. Ou devo parar e permitir que o tempo me pegue no colo, feche meus olhos e a janela, e me cubra bem, porque essa noite, diz ele, promete esfriar.
domingo, 30 de março de 2008
O depois
E agora posso dizer talvez um pouco aliviada, talvez sem dormir essa noite, que acabou. Acabou tudo, todos desabafos de uma relação mal correspondida, de choros, chances, de tentativas. Amanhã eu vou acordar e não, sem me preocupar onde ele está, sem me lamentar por não ter atenção, ou por ter deixado isso chegar como chegou. No fim de tudo eu só posso imaginar como poderia ter sido melhor, mas agora, tudo acabou. E dói razoavelmente muito fundo aquele ultimo abraço desejando que se cuide, e que não suma da minha vida pra sempre. E acho que essa noite vai durar muito, tenho sono e meu olho pesa, mas não posso dormir assim quando começo a entender o que aconteceu, o que será do meu eu a partir de amanhã quando acordar e ver um dia chuvoso sabendo que é domingo, e depois de amanhã segunda. Quem sabe eu cuide mais de mim, leia uns livros mais intelectuais, e vá em busca de mim sem interferencias por ter dado um pedaço da minha vida pra alguem que não soube o que era isso. A gente chega e vai como alguns dias, a gente se encontra e se despede como alguns rostos. Mas são três da manhã e um filme não quer parar de passar na minha cabeça. No fundo ninguém queria, mas todos precisavam. Agora sou só minha, e vou fazer de mim o que puder, com meu orgulho só pra mim, com meus pensamentos que não deixo escapar, com minhas lamentações, meus medos, e meus cinco meses. Cinco mêses e eu por um momento não quero ir, mas quero ruas novas, pessoas, salas, quero um choque, quero um susto, um tropeço e um despertador. E lembrar todo dia que tudo que eu passei ninguem, ninguem pode tirar de mim. Que meus sorrisos exacerbados tão todos guardados, e meus vários momentos que anexei como inesqueciveis, tudo só meu, seja agora, ou daqui cinco meses.
O antes
O que aconteceu com a gente? De repente dois estranhos conversando em uma mesa à uns patéticos centímetros de distância. de repente tudo escuro, de repente não atende mais ligações, de repente acho que morreu pra mim. de repende é sábado a tarde e eu vejo que é o fim de quase um longo ano que demorou tanto pra acontecer e se vai tão rápido. Quantos dias de calor, dias de frio, caras de sono, recreios, brincadeiras, quantas aulas eu olhava pra trás pra dar um pequeno sorriso no canto do lábio? quantas ? Quantas vezes subimos a mesma escada, com as mesmas conversas. Quantas chances te dei? Quantas vezes me dispus pra começar tudo de novo, respirei de novo e esperei melhorar, mas ainda espero. Eu não acredito que aches que tá tudo bem, só não me diz que a gente vai terminar por não se falar mais. Podemos nos encontrar, chorar um pouco juntos e lamentar uma nostalgia de quem começa uma vida nova solitária e completamente sozinhos ? Podemos nos encontrar pra eu dizer que espero um dia conseguir um laço do que chamam de amizade, pra dar um ultimo abraço, e dizer que eu não sei como, nem o que tu fez pra ser inesquecível pra mim. Talvez esse teu jeito bobo de achar que a vida são horas, e que a melhor coisa a fazer é dormir e esperar o tempo ir passando ate ficar velho, fazer umas contas e descobrir que passou mais da metade da vida dormindo, ou pensar em ligar pra mim pra perguntar se eu passei mais da metade acordada, mesmo tu ja sabendo que sim. Não dispenso nenhum segundo de vida, quero logo levantar e viver mais um dia, e ver pessoas, e conversar, e comer alguma coisa, e.. Cadê o renê que conheci ? Queria que se arrependesse até a carne e escutasse pelo menos uma palavra do que eu uma vez te disse. Chorar um pouco mais que eu, e por favor, ter bons amigos. E quem sabe uma namorada que te dê um tapa na cara, mas eu não. Agora pela janela começa a entrar um ar frio de março, e eu realmente queria saber como vou me aquecer nesse inverno.
domingo, 2 de março de 2008
Magistérios sem interferência
Não, infelizmente não sou boa com palavras. Não uso difíceis, não deixo nada claro, não sei por tudo que penso simplesmente aqui, não crio o que ainda não existe. Mas bem que eu queria. Numa noite de sexta feira com quatro sentadas no sofá, duas no chão, a gente se reúne, e de mim não sai nada. Queria contar que minha vida amorosa é pior do que parece, que eu me sinto presa e sufocada por não receber atenção de novo. Queria contar que eu amei a pessoa errada e que eu tenho vontade de berrar por ele nao pegar na minha mao, ou demonstrar qualquer movimento de estar feliz comigo ali. Tenho pesadelos toda noite, sonho que a gente termina, e eu me sinto realmente muito bem, e quando acordo e descubro que foi um sonho e que ainda a gente ta junto e entendo que minha vida real que é o pesadelo. Passo a manhã lamentando por saber que na vida real eu derreto fácil e tenho quase força nula pra terminar. E choro muito e muitas vezes, e esqueci de contar isso nessa sexta feira. Mas simplesmente não sai, remoo tudo junto e não sei como levo isso todo dia. Acabo de respirar fundo e me dar meu próprio conselho: agente se vê um dia por semana, tenho grandes chances de ir me desvaindo aos poucos, me preocupando menos, de ir mastigando viver sozinha. Ninguem tá me obrigando aguentar isso e eu não preciso. Se tiver o dia que posso chamar de estopim, talvez eu agradeça e consiga mais argumentos que precise, e tome a melhor decisão possível, só quero coragem. Ou quem sabe na próxima sexta feira eu desabe, conte tudo e termine sem que ele mesmo saiba. Afinal, se eu não ligar, sabe lá quem quando nos falaríamos ?
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Sala de espera
E é a primeira noite que eu me sinto irrefurtávelmente sozinha, mesmo ainda não estando. Faculdades começam, cada amigo em um curso, em um horário, e eu não tenho com quem conversar. Coisas acontecem, minhas meninas conhecendo outras, meu namorado seguindo seus imprevisíveis atrasos, não sabendo que o segundo plano me afasta a cada dia. Me assusta cada segundo desse novo ano, me assusta minha carência por sorrisos e abraços diários. Dentro da minha própria casa, cuido pra que não escape nenhum detalhe, e eu temo pelo erro. Em cinco meses posso não estar mais aqui, e eu nao sei se realmente quero abrir mão dos meus velhos e bons amigos, do corredor e do tapete que piso todo santo dia. Não sei se quero abrir mão de ir dar um beijo nos meus pais quando quiser, de dividir um suco natural com meu pai toda mãnha, ou do estoque fedido da fabril. De onde tirei tudo isso? Porque não optei pelo simples e normal, e fiz qualquer coisa, que nem sei o que seria ? Ou talvez tudo seja a prova que o ser humano ao esbarrar com qualquer simples mudança, liga um automático e manda um "não". Ele se acomoda e molda sua vida ao redor do seu mundo pequeno, e dali sonha e vive pra sempre. Não é programado pra esquecer pessoas, deixar pra trás e fingir que nunca existiram, não. Todas marcam tão profundamente que dói deixar o igual.
Meu consolo são poucas palavras vindas do meu sangue: "Vai, e no momento que perceberes que não é isso que querias, volta, que sabes que podes recomeçar tudo de novo, quando quiseres."
Meu consolo são poucas palavras vindas do meu sangue: "Vai, e no momento que perceberes que não é isso que querias, volta, que sabes que podes recomeçar tudo de novo, quando quiseres."
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Uma gaiola no passarinho
E tudo empurra, esticando linhas e entrelinhas perturbando a harmonia que ameaça explodir. Grossos pingos vão caindo propositalmente pra me provocar quando estralam no meu chão seco, me dizendo que vou ter mau sonhos. Em duas voltas tropeçam em mim exagerados instantes que eu só lamento, que me rodam e sussuram o temor de desabar. Eu interpreto gestos, analiso palavras, sinto motivos, sofro pelos detalhes, e faço uma crítica inteira em pensamento sem respirar. Quem sabe os sonhos de quem não dorme, ou o choro dos que não sofrem, ou parar de achar que o mundo é tão indolente a ponto de me impor limites. De obrigar a me apegar ao singelo pouco, de impedir que eu me livre dessa obcessão pelo repugnante perfeito. E só confio no meu único aliado, o tempo, pra me dar uns socos, me fazer olhar no espelho e dizer: chega.
Um amigo
" Eu quero te ver feliz, eu quero ve ver voar. Eu quero te ver vestido de uniforme saindo de uma aeronave, me abraçar, e dizer que tudo valeu a pena. Eu quero te encorajar pra ter força de seguir em frente, pra não se arrepender daquilo que ainda não fez, pra não ter medo de errar. Eu quero te mostrar como é fácil se acomodar, e achar que a vida é pequena. Como é díficil mudar de repente e se adaptar aos inúmeros detalhes. Como a juventude é precoce em te mandar assumir tanto em tão pouco tempo. Tempo... teu principal aliado em cada dúvida, cada peso. Cuida dele.Quero fingir que ainda moras na rua de trás, que tais ali todos os dias, que nossa amizade tem 30 metros de distância. Aliás, medidas pouco me importam, sei que posso te visitar quando quiser: tais mais perto que imaginas.
E finalmente, quero te dizer que vou estar aqui pra tudo que precisares, tu és um amigo inesquecível na minha vida, mas vou sentir muito tua falta.
Não come besteiras, faz academia, e se cuida, eu te amo. "
Mas ele voltou a morar na rua de trás, me disse que não passava de um sonho, ainda temos trinta metros de distância. Minha pergunta é: ele foi fraco demais pra suportar uma mudança e uma vida nova, ou foi forte o suficiente pra ter coragem de voltar e recomeçar ?
E finalmente, quero te dizer que vou estar aqui pra tudo que precisares, tu és um amigo inesquecível na minha vida, mas vou sentir muito tua falta.
Não come besteiras, faz academia, e se cuida, eu te amo. "
Mas ele voltou a morar na rua de trás, me disse que não passava de um sonho, ainda temos trinta metros de distância. Minha pergunta é: ele foi fraco demais pra suportar uma mudança e uma vida nova, ou foi forte o suficiente pra ter coragem de voltar e recomeçar ?
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Saco cheio
Saco cheio. Eu to de saco cheio dessa gente que me pergunta coisas que não fazem sentido pra mim. Não quero me mover, piscar muito forte, nem sair. Não consigo dormir, quero acordar rápido pra tomar meu café sem muito açúcar. To de saco cheio de mentiras, de me preocupar, de ir atrás e tentar achar algum assunto banal pra não ficar sem palavras. Quero quebrar todo o sistema que prende alguma coisa que não sei o que é, e fugir logo, fugir pra longe. Isso me agonia, e eu quero ser livre, ou pelo menos me sentir. Saco cheio. E meu corpo é o saco, e tudo aperta, impossivelmente possível, e eu só quero deitar e dormir um pouco mais que devia. Eu quero um amigo. Um só, pra saber tudo que eu não sei e me dizer que eu não tenho a mínima noção do que to fazendo, que eu não tenho rumo, não tenho hora pra chegar, sem limites, doida. Ouvir poucas e boas ou só aceitar, que eu to de saco cheio. CHUUUUUUUUUVA! Quero sair correndo, molhar em cada centímetro da minha pele seca, escorrer, pular nas poças, e gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!
Ou não, posso pegar um resfriado.
Ou não, posso pegar um resfriado.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Quase prévia.
Eu aqui, em pé no meio do meu quarto, sem muito pra pensar, com muito pra dizer, respirando fundo com um formigamento antipático no nariz. Minha internet não funciona, meu celular não toca, minha vida não se mexe. Engulo seco e penso em me arrumar pra guerra, e a voz que eu escuto, não é mais a mesma. É uma voz de choro, de gripe, meio trancada, meio muda. Quem olha nos olhos dela nada sabe, nada percebe, só um brilho doce que não diz nem que sim, nem que não.
Combinamos às seis e meia, dez pras seis eu ja tava lá. Enrolei andando pelas lojas sem novidades, entrei numa loja pra esvaziar os pensamentos importunos, e decidi esperar, fingindo que não tava, é claro. Suo um pouco, oscilo outro pouco. E só agora percebi quantas saudades eu tinha. Como foram teus dez dias, fizesse o que, tais bem, quais são as novidades. E vamos sentar?Pois é aline.., o que decidisse? Respirei fundo e começei. Falei meus 34 motivos que tinha pra terminar, falei tudo, falei demais, respostas, explicações, contradições, nónagarganta, terminar pra me vingar de tudo, e a vontade que aqueles minutos durassem mais que minutos, me sentia bem ali. Tens certeza que é isso que tu quer, terminar mesmo? E os bancos, os quadros bem pintados da loja da frente, as pessoas sem graça giraram tudo em um só giro. De repente silêncio, e só eu falando comigo. E algo me diz que um dos principais motivos que eu terminaria era pelo que os outros pensariam de mim, ninguém sabe o que se passa ali por dentro, mas todo mundo sabe julgar o que eu deveria fazer, ou o que é certo ou errado pra mim. Então decidi pelo menos uma vez deixar todo mundo de lado, e pensar o que eu relmente queria. Voltei ao meu cotidiano, e não ficaria triste por poder viver mais um tempo com a pessoa que eu amo, mas é claro, não tão facil assim. Prometi a mim mesma: o jogo agora é meu. Se voltar a me tratar nem que seja um dia como se eu fosse uma estranha, eu caio fora. Me odeio por uns segundos pensando se vale a pena meu desgaste psicológico, e sorrio, percebendo que pela primeira vez segui meu verdadeiro eu , e não o que a incontestável razão queria que eu fizesse. É tão estranho como tinha tudo decidido, e eu não sei mais o que pensar. Talvez esteja seguindo o pensamento dos antigos que me dizem que fiz bem, pelo menos se não der certo, eu tentei, e não vou ficar pensando como estaria se tivesse sido de outro jeito. Alguma coisa em mim ficou feliz com a minha decisão, provável que seja essa energia que chamam de amor.
Que Cuide bem, porque sinceramente, não vai ter outra vez.
Combinamos às seis e meia, dez pras seis eu ja tava lá. Enrolei andando pelas lojas sem novidades, entrei numa loja pra esvaziar os pensamentos importunos, e decidi esperar, fingindo que não tava, é claro. Suo um pouco, oscilo outro pouco. E só agora percebi quantas saudades eu tinha. Como foram teus dez dias, fizesse o que, tais bem, quais são as novidades. E vamos sentar?Pois é aline.., o que decidisse? Respirei fundo e começei. Falei meus 34 motivos que tinha pra terminar, falei tudo, falei demais, respostas, explicações, contradições, nónagarganta, terminar pra me vingar de tudo, e a vontade que aqueles minutos durassem mais que minutos, me sentia bem ali. Tens certeza que é isso que tu quer, terminar mesmo? E os bancos, os quadros bem pintados da loja da frente, as pessoas sem graça giraram tudo em um só giro. De repente silêncio, e só eu falando comigo. E algo me diz que um dos principais motivos que eu terminaria era pelo que os outros pensariam de mim, ninguém sabe o que se passa ali por dentro, mas todo mundo sabe julgar o que eu deveria fazer, ou o que é certo ou errado pra mim. Então decidi pelo menos uma vez deixar todo mundo de lado, e pensar o que eu relmente queria. Voltei ao meu cotidiano, e não ficaria triste por poder viver mais um tempo com a pessoa que eu amo, mas é claro, não tão facil assim. Prometi a mim mesma: o jogo agora é meu. Se voltar a me tratar nem que seja um dia como se eu fosse uma estranha, eu caio fora. Me odeio por uns segundos pensando se vale a pena meu desgaste psicológico, e sorrio, percebendo que pela primeira vez segui meu verdadeiro eu , e não o que a incontestável razão queria que eu fizesse. É tão estranho como tinha tudo decidido, e eu não sei mais o que pensar. Talvez esteja seguindo o pensamento dos antigos que me dizem que fiz bem, pelo menos se não der certo, eu tentei, e não vou ficar pensando como estaria se tivesse sido de outro jeito. Alguma coisa em mim ficou feliz com a minha decisão, provável que seja essa energia que chamam de amor.
Que Cuide bem, porque sinceramente, não vai ter outra vez.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Curriculum lovium
Eu deitada, de olhos fechados na minha cama, pensando no outro rumo que minha vida amorosa tinha acabado de tomar, e me veio uma idéia um tanto atraente. Quando alguem é contratado para trabalhar em algum lugar, ela tem a carteira de trabalho, que é assinada, sem saber por quanto tempo, e sem nem fazer idéia do motivo que foi ela escolhida, e não sua vizinha. Seu atual chefe se comunica com o anterior e pergunta dados dela: rendimento, disposição, confiabilidade, e outros dados essenciais para ter um funcionário bem sucedido em sua empresa. Por que não é assim tambem com as relações amorosas ? Quando a gente assume a relação, trocamos a carteira, e escrevemos, o que me levou a "contratar" essa pessoa? Ah, sei la, o sorriso, por ser contraria a mim, gostar de musica, ser bagunceiro, rir um monte, ter uma personalidade forte, ou nao tirar tatu em publico. Tudo será util pra abrir os olhos do próximo, que tambem pode ficar sabendo dos defeitos mínimos que só quem conhece realmente sabe, e é claro, porque fomos despedidos. Imagina que simples. Estou afim de alguem. "Me dá sua carteira por favor? Hm.. bom.. interessante.. nossa! nao acredito que ela fez isso com você!.. flores?.." CARALHO, curti muito, alguem se encarnava, ou fui tão longe assim ?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Peças raras
" E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudades meu quarto, só aí vou ter certeza que eu fui feliz". Assim estava escrito no porta retrato abaixo de seis pequenas fotos de seis meninas, vestindo a mesma camisa escrito "terceirão 2007", com os cabelos, olhares e sorrisos intactos, desejando que esse ano nunca tivesse acabado. É estranho pensar que no exato ano em que nossas vidas começaram a tomar um rumo, a gente se conheceu. Era sexta série, ninguém se preocupava com nada, meio desengonçadas, e a gente já saía do recreio com dor na barriga de tanto rir. E desde lá todas sabem de todos os amores de cada uma, das decepções, dos estilos, das músicas, das incoerências, dos detalhes. Todas sabem que não precisamos de muito esforço pra demonstrar amor, ou pra ter saudades, sempre foi tudo tão normal, que parecem que sempre estarão ali, que ano que vem a gente vai entrar na sala e vamos receber um abraço e um bom dia, ouvir uma reclamar do calor ou outra chingando o mundo. Seis peçinhas raras.
Elisa, o sentimento. Loirinha e de corpo perfeito, sempre reclamando que tá com uma pançinha e que vai fazer dieta, sendo que nunca precisou. Intolerante à lactose, canta e toca como ninguém, mas vai fazer moda. Sempre foi a mais sensível, carinhosa, e sabe demonstrar afeto em pequenos gestos. Não tem medo de chorar, rir, desencravar unha em público, pular, correr de avestruz ou falar da vida pessoal. Única, e inconfundível.
Aline Muller, a sabedoria. Opinião e personalidade na frente de tudo, imposição, inteligência. Sabe a hora certa de falar, sabe o que falar. Silenciosa e com os pensamentos só dela, não se importa de guardar tudo pra si, lê bastante, é eclética e gosta de salmão. Há muito tempo já quer medicina, sempre foi a mais responsável, a que sabe o que fazer quando a coisa aperta. Admiração de todos, inveja de muitos.
Ellen, as palavras. A liberdade de expressão, exigência de felicidade, abuso de exageros. Todos os dias sorrindo, transmitindo isso pela pele, era impossível ficar triste perto, contagiava. Incentivo à loucura, à ir atrás dos sonhos, à se entregar ao amor, à viver intensamente cada segundo sem ter medo de voltar atrás. Apaixonada por sorvete, por uma noite de filmes e pizza, pela literatura brasileira. É a vida, é a poesia.
Gabriela, a bagunça. Exótica, hippie, coisas diferentes, coloridos, detalhes. Foto de tudo, grandes fotos, criatividade imensa. Se agonia com pintas, barulhos agudos, com o nariz. É só ela chegar que a paz ia embora, berros, gritos, piadas, risos, risos e um pouco mais de risos. Dormiu o ano inteiro, vai fazer publicidade, é desligada de tudo, esquece um pouco e ama mostarda e pepino. A exigência, a perfeição.
Michelle, a elegância. Movimentos maduros, atitudes adultas. Prefere não se mover muito para conseguir as coisas, escolhe sempre o caminho mais fácil, rápido e seguro. Prefere não abrir mão do pouco e do bom, exagera em tudo, gosta de rosa, do luxo, do bonito. É modelo, não mostra o dente, não arrisca: não come muito, não experimenta coisas novas com medo de gostar. Quer administração e o sossego de uma vida sem aventuras. Mas por mais grande que seja, continua falando "iorgute"," hambuguer" e "pocurar".
E eu, Aline Duarte, a felicidade. Presa pelo tempo, não pode esperar, faz tudo em um dia só, faz uma coisa por minuto. Fascinada pelo céu, sonha longe. Se distrai com pessoas, faz cara de paisagem, ri de absolutamente tudo, tem um telescópio , gosta de exatas e de rock. Não se preocupa com aparência, odeia esportes, lê bastante e ama viajar, comida temperada, gosta do diferente. Só tem problemas com espirros: ri com o dos outros, e baba no seu.
Um pouco mais perfeito do que devia.
Elisa, o sentimento. Loirinha e de corpo perfeito, sempre reclamando que tá com uma pançinha e que vai fazer dieta, sendo que nunca precisou. Intolerante à lactose, canta e toca como ninguém, mas vai fazer moda. Sempre foi a mais sensível, carinhosa, e sabe demonstrar afeto em pequenos gestos. Não tem medo de chorar, rir, desencravar unha em público, pular, correr de avestruz ou falar da vida pessoal. Única, e inconfundível.
Aline Muller, a sabedoria. Opinião e personalidade na frente de tudo, imposição, inteligência. Sabe a hora certa de falar, sabe o que falar. Silenciosa e com os pensamentos só dela, não se importa de guardar tudo pra si, lê bastante, é eclética e gosta de salmão. Há muito tempo já quer medicina, sempre foi a mais responsável, a que sabe o que fazer quando a coisa aperta. Admiração de todos, inveja de muitos.
Ellen, as palavras. A liberdade de expressão, exigência de felicidade, abuso de exageros. Todos os dias sorrindo, transmitindo isso pela pele, era impossível ficar triste perto, contagiava. Incentivo à loucura, à ir atrás dos sonhos, à se entregar ao amor, à viver intensamente cada segundo sem ter medo de voltar atrás. Apaixonada por sorvete, por uma noite de filmes e pizza, pela literatura brasileira. É a vida, é a poesia.
Gabriela, a bagunça. Exótica, hippie, coisas diferentes, coloridos, detalhes. Foto de tudo, grandes fotos, criatividade imensa. Se agonia com pintas, barulhos agudos, com o nariz. É só ela chegar que a paz ia embora, berros, gritos, piadas, risos, risos e um pouco mais de risos. Dormiu o ano inteiro, vai fazer publicidade, é desligada de tudo, esquece um pouco e ama mostarda e pepino. A exigência, a perfeição.
Michelle, a elegância. Movimentos maduros, atitudes adultas. Prefere não se mover muito para conseguir as coisas, escolhe sempre o caminho mais fácil, rápido e seguro. Prefere não abrir mão do pouco e do bom, exagera em tudo, gosta de rosa, do luxo, do bonito. É modelo, não mostra o dente, não arrisca: não come muito, não experimenta coisas novas com medo de gostar. Quer administração e o sossego de uma vida sem aventuras. Mas por mais grande que seja, continua falando "iorgute"," hambuguer" e "pocurar".
E eu, Aline Duarte, a felicidade. Presa pelo tempo, não pode esperar, faz tudo em um dia só, faz uma coisa por minuto. Fascinada pelo céu, sonha longe. Se distrai com pessoas, faz cara de paisagem, ri de absolutamente tudo, tem um telescópio , gosta de exatas e de rock. Não se preocupa com aparência, odeia esportes, lê bastante e ama viajar, comida temperada, gosta do diferente. Só tem problemas com espirros: ri com o dos outros, e baba no seu.
Um pouco mais perfeito do que devia.
36 dias.
Here I am, de férias, sem fazer absolutamente nada, impassível na espera infinita da segunda chamada do meu vestibular. De um curso que eu não faço a menor ideia se eu quero seguir, da incerteza de quem escolhe o preto, ou o branco. Como se eu tivesse tudo na mão, mas derrubasse por dizer que vou seguir um sonho, e quero chegar onde meus pais chegaram fazendo o que eu gosto, e com meu suor. Mas tem segundos que me derrubam, me fazem olhar meu redor e dizer: "Como tens coragem de largar tudo isso? Como eu vou me adaptar? Como vou chegar em casa sozinha sem ter ninguém pra contar meu dia, ou marcar algo pra noite?". Mas prefiro me arrepender do que eu fiz, ao me arrepender do que o medo me impediu de fazer. Se nada der certo, eu volto, mas se der, eu volto também. Não quero mais pensar, esperar me garante mais uns dias de angustia...
e de paz.
e de paz.
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