Dia vinte e quarto de fevereiro, vinte e três horas e cinquenta e oito minutos. A noite chega, a casa dorme, e e me vem aquela vontade incontrolável de chorar, de novo. Sem motivo claro, aparente ou causador, é só rotina, sei lá. O sol vai embora e já fico com medo que se aproxima o silêncio. E cada vez mais perto da hora de dormir, de deitar na cama olhando pro teto e tentar controlar aquela avalanche de pensamentos mórbidos e desnecessários que não param de me ocorrer. Só eu comigo mesma. E eu não quero. Não quero ter que lidar, ou tentar entender minhas dúvidas e meus anseios de novo. Continuo aceitando tudo como sempre foi e paro de me questionar e ficar mal assim. Quero arrumar minha mala, tirar o esmalte da unha, fazer qualquer coisa pra ocupar meu tempo e não ter que ficar sozinha. Esses olhos vermelhos e aguados não fazem parte de mim, quero que saia, assim como toda essa coisa estranha que tem dentro de mim que parece que só sai em água. Quero por a musica bem alta, e chorar, cantando, Rolando, berrando o tanto que eu quiser, o quando, o monte, o pranto, o manto. É uma explosão contida. Coisas que eu não disse, e que queria dizer, que estão entaladas aqui, esperando o momento que imaginei e que já ensaiei pra pôr pra for a minha realidade imaginaria. Cansei das pessoas que viviam na minha cidade, me mudei. E de repente todas as novas que eu conheci, e descobri, se transformaram na mesma lorota de antes, a mesma vidinha de cabeça fechada, que quando menos espera vai embora sem pretenção, e não te diz nada. De repente ninguém mais é confiável, e nem tenho mais saudades. Não tem problema, gosto de ser o assunto da mesa de bar de vocês. Tudo que eu faço de errado e de burrice, falem, ja que da vida de vocês mesmo é difícil de olhar e ver que não passa um milimetro longe. Quero mais é que vejam minhas costas virando, e tudo que eu choro hoje, é nada mais nada menos que anestésico, não sinto mais nada. Nem me importo, nem preciso, nem continuo, absolutamente nada. Bate de frente e cai para trás, e eu só quero que a anestesia seja tão forte que me dê sono. Não por uma noite, que me faça dormir essa semana inteira, esse mês, ou todo o tempo em que dormindo se ganha muito mais do que acordado e de olhos fechados.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Uma garotinha
O documento aberto e vazio na minha frente, e eu tento pegar ar pra tentar parar e escrever. A angustia de um dia inteiro vem, vem, e nao para de sair entre recaidas e suspiros. Sem razão óbvia ou aparente, parece que em um dia de repente tudo ficou errado. Eu estar acordando amanha cedo pra ir opinar no apartamento de balneario, é errado. Não fui eu que comprei. Eu ter tudo ta errado, não trabalhei também. E o pior é ver que não ajo no presente nem pretendo contribuir com isso tudo. Parece simplismente que não tem nada que se encaixa na minha vida. Não consigo imaginar um emprego, não consigo imaginar um namorado, não consigo imaginar nem minha vida amanha. É pavoroso ver que as pessoas ao redor vao fazendo o mesmo, só que como o diferencial que parece que pra eles ta tudo certo. Eles não tao em casa, mas os pais apoiam, mandaram viver suas vidas e pronto. E é isso que falta pra mim. Posso ter muitas duvidas, mas sei que sempre tive e tenho necessidade de cuidar de mim mesma pra seguir em frente. Tenho pavor do que me supervisiona, me impede, opina. Ai de repente penso que to certa, e igual aos outros que sairam, com a diferenca que eu sai de casa, mas não largo ela. Não simplismente virei as costas e fui viver minha vida. Eu virei e fiquei olhando pra tras, e simplismente não olho pra frente porque tenho muito medo de perder minha familia. Vejo a cada dia que ela é maravilhosa, e quero minha vida, mas inexplicavelmente não sei mais nada. Só sei que é muito ruim pensar nisso e só ter vontade de chorar. De acordar amanha e ter decido alguma merda pra minha vida. Coisa que eu simplismente não faco. E quero ver o dia em que eu acordar daqui 3,4 anos e ver que achava que no próximo dia eu ia decidir, e esse dia nunca chegou.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Que venha 2010
Cheguei em uma fase que eu preciso simplesmente escreve o quanto. Escrever o quanto eu não consigo mais me importar com as pessoas. O quanto eu vejo que pensam de mim, e tudo que tenho a fazer é lamentar por seus julgamentos padronizados. Sinto que preciso de sempre mais, preciso sempre de mudanças, preciso gritar, preciso sentir. Sair do comum, dançar, e me deixem, por favor. 19 anos, ano longo, estudos fortes, vida fora do lugar. Amores tentados, amores doados, e perdidos, jogados fora. Só se alguém pudesse entender. É que nem em uma noite, sair, beber. Beber, beber, beber. Só mais um copo, to normal ainda, quero logo ver essa porra toda girar. Mas quando me dou conta, nada mais gira, já parou, já clareou, e me pouparam do melhor. Droga. E a euforia, a felicidade imensa e a agitação? Cadê? Não foi proposital, queria só sair um pouco desse realismo que me sufoca. De todas as pessoas que olham e criticam por gostar de uma musica ou de outra, por meu peito estar grande ou pequeno, por não namorar, por parecer que ninguém realmente se importa ou me acha interessante. Me olham como alguém sem limites, que não sabe o que quer, que não se importa, e não me importo mesmo. Tenho vontade de mandar todos se foderem. Tenho vontade de viajar, fazer um intercambio, de passar uma semana com os amigos longe, de emagrecer, de querer ser desejada de novo, de fazer algo certo de novo. Chega-se a um ponto que nem sabe-se mais o que te para. Oi, meu nome é Aline, prazer. Faço Engenharia elétrica, bebo pra caralho, me visto bem final de semana, uso coques, me alimento bem, falo palavrão, não gosto de esportes, escuto musica, não vejo TV, leio tudo, odeio papo calcinha, amo papo calcinha cabeça, as vezes quero chorar quando rio, tenho medo de ficar sozinha, sou insegura, e não confio em ninguém.
Ano novo vindo, vida nova vindo. Quero pensar em ter limite. Quero selecionar melhor, me controlar melhor, e focar em algo. Quero chances, quero mudar e nunca deixar de ser a mesma. Só me pergunto, por que não julgo ninguém ao meu redor? Acho que minha flexibilidade é autônoma, e aceito todos os tipos de manifestação, desde que se manifeste. Faça o que tiver vontade, grite, pule, conte as calorias de cada mordida, vanglorie-se por sua vida idiota que eu não gostaria de ter nem por um dia. Posso ser louca ou sem juízo, mas meus trabalhos estão em ordem, meu quarto esta limpo, amo minha família e não uso drogas. O resto que se foda. Pensando bem, limites pra que quando se sabe que a loucura é o melhor limite que se pode ter pra quem não tem medo de mudar, arriscar, e viver? Só sei que sento e espero. O que for pra ser. Será. O que foi pra não ser, nunca foi. Que venha 2010.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
is love real?
E assim vai, não vou encontrar ninguem na padaria que eu olhe e meu coracao vai disparar e vamos nos apaixonar perdidamente. Muito menos nos esbarrando derrubando um monte de livros no chão e juntando juntos. Não não. Podia ser qualquer um desses acima, mas como minha razão prevalece, não será.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Pura projeção
Irvine Welsh.
E não é que faz todo sentido?
sexta-feira, 3 de julho de 2009
no goodbyes, please
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Bolha
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Sem título, e sem rumo.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Vai pegar ou largar?
Vai pegar ou largar?
quinta-feira, 14 de maio de 2009
hemisf'ério norte
Idem.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A la sexy in the city
quinta-feira, 12 de março de 2009
mundo das ervilhas
domingo, 8 de março de 2009
Because I use mouthwash
foda-se.
domingo, 1 de março de 2009
Um caso à parte
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Cagar ou sair da moita ?
O que eles não sabem, é que vão ter dois.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
the view from the afternoon
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Pretextos ao livre arbítrio
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Pra mais ou pra menos ?
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Ponto de inflexão
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Mendigos, nômades, mudos e chatos.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Axioma de ordem
domingo, 10 de agosto de 2008
do outro lado da rua
domingo, 3 de agosto de 2008
conjectura sagaz
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Curto circuito
E eu, tão inocente, tão simples no meu jeito de levar a vida fácil. Me apaixonar fácil, mudar, perceber, sentir muito muito fácil. É engraçado pensar como não te conheci antes, como um sal de fruta que de repente melhora tudo, efervecente. Eu fervo, eu fervo, efervecente.
Já falei como odeio dia pós balada? Ou porque foi muito ruim, meu minguinho direito dói e fica três vezes maior, me sinto cansada e inconformada de ter perdido uma noite da minha vida assim. Ou porque foi muito bom e não queria que tivesse acabado nunca, ver o dia amanhecer, e me lamentar no dia seguinte das bobeiras que a gente não pensa quando nada mais importa. Odeio dia pós balada porque nunca se sabe como agir. Se liga, se não liga, se toma um banho pra ver se o tempo passa mais rápido, se venho aqui e fico contagiando minhas simploriedades no tédio enquanto ninguém acorda. Ou melhor não, vou só fechar os olhos e levitar, lembrando segundo por segundo, refazendo cada cena patética, cada vírgula que não despercebo. Nitidamente rosto com rosto, boca com boca, e eu simplesmente não queria ter começado porque eu sei o quão longe isso pode ir. E eu não quero ir, e eu não quero te deixar. Só não pensar, e deixar o que tem pra acontecer fluir, nitidamente estranho, e em péssimo tempo, e ainda assim não sei explicar porque tu és tão perfeitamente especial pra mim.
sábado, 28 de junho de 2008
das coisas que eu nao entendo
eu te amei amei amei e tu jogou fora
ARLINE diz:
nao vem me cobrar como se eu tivesse que sentir o mesmo
ARLINE diz:
porque eu nao sinto
ARLINE diz:
e falei isso pra ti
ARLINE diz:
mas isso nao quer dizer que nao gosto mais
ARLINE diz:
só gosto o suficiente pra me por em primeiro lugar
ARLINE diz:
e pensar em mim uma vez na minha vida
ARLINE diz:
nao quero brigar contigo
Renê diz:
bom a parte de ontem
Renê diz:
que tu prometeu nao falar mais sobre certas coisas
Renê diz:
nem rolo né
ARLINE diz:
e tu tinha prometido nao tentar mais
Renê diz:
eu tambem nao quero brigar contigo
Renê diz:
mas cara
Renê diz:
sei la
Renê diz:
eu tinha prometido
ARLINE diz:
entao
Renê diz:
ta tudo bem
Renê diz:
sei la eu tenho tanta coisa pra falar mas nem sei por onde começar
Renê diz:
bom, adeus né
Renê diz:
eu te deixo um, eu te amo
Renê diz:
espero que eu fique guardado na tua memoria
Renê diz:
como tu vai fica na minha
Renê diz:
beijo
ARLINE diz:
nunca me despedi de ninguem
ARLINE diz:
com um tchau eterno
ARLINE diz:
e nao vai ser agora
ARLINE diz:
se cuida porfavor,
ARLINE diz:
e fica bem de qualquer jeito
ARLINE diz:
boa noite, beijo
ARLINE diz:
e um abraço.
domingo, 8 de junho de 2008
Jeux d´esprit
Te cuida.
Ou talvez só te entende. Ou não te entende, mas deixa de ser egoista, e ver que tudo é muito mais complicado que teu chiliquesinho. Patético.
domingo, 1 de junho de 2008
50 receitas
terça-feira, 27 de maio de 2008
egocentrismo privado
O que me trás hoje aqui é a percepção de um desejo incontrolável de mudança. Tenho meus neurônios à flor da pele, querendo mostrar sentimentos e algo que definiria como "foda-se". Faltando apenas 70 dias pra eu embarcar numa viagem de estudos e descobertas, sinto e quero falar muita coisa. Tenho planos. Quero cortar o cabelo curto, começar a fazer ginástica, ler um livro, aprender a tocar piano, saber o que acontece no mundo, usar rímel azul. Esses seis meses de brecha que eu to tendo foram a melhor coisa que já me aconteceram, me freiaram, e disseram. OPA, pera lá, vais pirar fazendo trocentas coisas por dia, te acalma, pensa direito, analiza, respira, anda pela ponte, compra umas coisas novas. A solidão é uma ferramenta, porque querendo ou não, você passa 24 horas por dia contigo. Tu vai no banheiro contigo, tu caminha até no lixeiro contigo, tu vai apé até na padaria, só contigo. Solidão eu definiria como viver do jeito que você sempre foi, só que sentindo sua falta. Me piro me piro me piro me piro, me piro meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo. To quebrando aquela coisa, de verdade. Pego um pouquinho daqui, e um pouquinho dali, quando eu me dou conta, to cada vez com menos pouco, porque as pessoas são de uns jeitos que nem elas sabem, e é por isso que quero saber. tenho certa sede do novo, tenho agonias por não chegar no máximo que eu posso, tenho puxões de orelhas por não falar que chega, por não misturar que chega, por complicar demais. Porque me falam que minha pintinha de baixo do olho é misteriosa. Porque numa noite de virada, sentada de pijama no meio da rua conversando, me pegou no colo e tocou uma música de cinema.
Não sei. Talvez eu só precise mesmo de uns metros quadrados pra ver se assim eu cresco, se eu me descubro, se eu aprendo, ou se eu me rendo de vez.
domingo, 11 de maio de 2008
vende-se estupidez
domingo, 4 de maio de 2008
20 days of snow
Detalhes da minha loucura: eu viajo por dez dias, e quando chego, meu namorado vai pra praia com os amigos, eu nao pude ir, é claro, não sou nômade. Isso ainda é o que menos me encomoda. Até esse dia ele me mandava varias mensagens, e era a pessoa mais fofa do mundo. Durante a estadia dele na praia, di alguns toques nao correspondidos, e umas ligações que foram atendidas e correram de forma seca, sem carinhos, ou um te amo. Isso me deixou levemente mal, nem por isso, mas me bateu aquele incrivel medo que acontecesse tudo de novo, porque das outras vezes tambem começou assim, porque dessa nao iria ser ? Como pode ser lido nos dias anteriores, eu nao faço nada alem de pensar, e por pensar começei a achar essa situação alarmante. Eu estava realmente preocupada, desesperada. Hoje ele chegou da praia, e conversamos com a tentativa de falar o que falei até aqui pra ele, porque eu estava realmente mal e precisava falar sobre isso. Resultado: ele me acha louca, estranha, sendo que nesse exato momento ele ta fumado.
Quero ver como vai ser o amanhã, eu tenho medo da minha reação, da minha primeira ação. Amo ele como nunca amei ninguem, e tudo que eu mais queria agora era ele do meu lado pra ter pelo menos um abraço. Mas por outro lado penso que caso tivesse sem ele eu iria me limpar de algo que me corroe, que toma meu tempo, que eu sou quase obcecada sem contar pra ninguém. Nao sei se demosntro ou nao, mas eu tenho agonias a cada segundo que nao aguento mais ter. Não sei até que ponto vale a pena mater um amor que me faz mal, e o pior é que a culpa nao é dele, desde o começo sabia que ele é assim, e eu é que exagero o que não precisa.
To um pouco mais calma agora, ja consigo pensar. Acho que cheguei no ápice da loucura que eu jamais imaginei que existia de verdade, ainda mais em tao pouco tempo. E pela primeira vez na nossa conversa eu falei tudo que me veio em mente, em uma hora que achava que a gente nunca ia dar certo, na outra que eu amava ele mais que tudo e que tava tudo certo, talvez eu seja louca naturalmente e nao saiba. Talvez eu tenho estresse demasiado pra uma menina de 17 anos, quem sabe procurar uma pscicóloga, ou no mínimo só entender que isso é só o começo. Ninguém nunca acreditou nisso, mas eu acredito em ter um mínimo de percepção extra sensorial, e talvez o meu desespero sem explicação é só o aviso do que pode acontecer. Mas como à essa hora nao vou conseguir ter certeza de nada (alem de que meu namorado me acha louca), vou dormir e deixar o tempo me ajudar nessa porque situações provocam acontecimentos, e eu tendo a saber o que fazer na hora certa.
Alucinações exageradas de um quase problema
Ah, tive outra ideia, posso acender outro inceso e chorar mais um pouco, aliás, amanha é segunda, e isso já é outro bom motivo.
meio dia e vinte e quatro
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Melancolia de um tédio sem fundamento
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Por uma contemplação utópica
domingo, 30 de março de 2008
O depois
O antes
domingo, 2 de março de 2008
Magistérios sem interferência
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Sala de espera
Meu consolo são poucas palavras vindas do meu sangue: "Vai, e no momento que perceberes que não é isso que querias, volta, que sabes que podes recomeçar tudo de novo, quando quiseres."
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Uma gaiola no passarinho
Um amigo
E finalmente, quero te dizer que vou estar aqui pra tudo que precisares, tu és um amigo inesquecível na minha vida, mas vou sentir muito tua falta.
Não come besteiras, faz academia, e se cuida, eu te amo. "
Mas ele voltou a morar na rua de trás, me disse que não passava de um sonho, ainda temos trinta metros de distância. Minha pergunta é: ele foi fraco demais pra suportar uma mudança e uma vida nova, ou foi forte o suficiente pra ter coragem de voltar e recomeçar ?
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Saco cheio
Ou não, posso pegar um resfriado.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Quase prévia.
Combinamos às seis e meia, dez pras seis eu ja tava lá. Enrolei andando pelas lojas sem novidades, entrei numa loja pra esvaziar os pensamentos importunos, e decidi esperar, fingindo que não tava, é claro. Suo um pouco, oscilo outro pouco. E só agora percebi quantas saudades eu tinha. Como foram teus dez dias, fizesse o que, tais bem, quais são as novidades. E vamos sentar?Pois é aline.., o que decidisse? Respirei fundo e começei. Falei meus 34 motivos que tinha pra terminar, falei tudo, falei demais, respostas, explicações, contradições, nónagarganta, terminar pra me vingar de tudo, e a vontade que aqueles minutos durassem mais que minutos, me sentia bem ali. Tens certeza que é isso que tu quer, terminar mesmo? E os bancos, os quadros bem pintados da loja da frente, as pessoas sem graça giraram tudo em um só giro. De repente silêncio, e só eu falando comigo. E algo me diz que um dos principais motivos que eu terminaria era pelo que os outros pensariam de mim, ninguém sabe o que se passa ali por dentro, mas todo mundo sabe julgar o que eu deveria fazer, ou o que é certo ou errado pra mim. Então decidi pelo menos uma vez deixar todo mundo de lado, e pensar o que eu relmente queria. Voltei ao meu cotidiano, e não ficaria triste por poder viver mais um tempo com a pessoa que eu amo, mas é claro, não tão facil assim. Prometi a mim mesma: o jogo agora é meu. Se voltar a me tratar nem que seja um dia como se eu fosse uma estranha, eu caio fora. Me odeio por uns segundos pensando se vale a pena meu desgaste psicológico, e sorrio, percebendo que pela primeira vez segui meu verdadeiro eu , e não o que a incontestável razão queria que eu fizesse. É tão estranho como tinha tudo decidido, e eu não sei mais o que pensar. Talvez esteja seguindo o pensamento dos antigos que me dizem que fiz bem, pelo menos se não der certo, eu tentei, e não vou ficar pensando como estaria se tivesse sido de outro jeito. Alguma coisa em mim ficou feliz com a minha decisão, provável que seja essa energia que chamam de amor.
Que Cuide bem, porque sinceramente, não vai ter outra vez.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Curriculum lovium
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Peças raras
Elisa, o sentimento. Loirinha e de corpo perfeito, sempre reclamando que tá com uma pançinha e que vai fazer dieta, sendo que nunca precisou. Intolerante à lactose, canta e toca como ninguém, mas vai fazer moda. Sempre foi a mais sensível, carinhosa, e sabe demonstrar afeto em pequenos gestos. Não tem medo de chorar, rir, desencravar unha em público, pular, correr de avestruz ou falar da vida pessoal. Única, e inconfundível.
Aline Muller, a sabedoria. Opinião e personalidade na frente de tudo, imposição, inteligência. Sabe a hora certa de falar, sabe o que falar. Silenciosa e com os pensamentos só dela, não se importa de guardar tudo pra si, lê bastante, é eclética e gosta de salmão. Há muito tempo já quer medicina, sempre foi a mais responsável, a que sabe o que fazer quando a coisa aperta. Admiração de todos, inveja de muitos.
Ellen, as palavras. A liberdade de expressão, exigência de felicidade, abuso de exageros. Todos os dias sorrindo, transmitindo isso pela pele, era impossível ficar triste perto, contagiava. Incentivo à loucura, à ir atrás dos sonhos, à se entregar ao amor, à viver intensamente cada segundo sem ter medo de voltar atrás. Apaixonada por sorvete, por uma noite de filmes e pizza, pela literatura brasileira. É a vida, é a poesia.
Gabriela, a bagunça. Exótica, hippie, coisas diferentes, coloridos, detalhes. Foto de tudo, grandes fotos, criatividade imensa. Se agonia com pintas, barulhos agudos, com o nariz. É só ela chegar que a paz ia embora, berros, gritos, piadas, risos, risos e um pouco mais de risos. Dormiu o ano inteiro, vai fazer publicidade, é desligada de tudo, esquece um pouco e ama mostarda e pepino. A exigência, a perfeição.
Michelle, a elegância. Movimentos maduros, atitudes adultas. Prefere não se mover muito para conseguir as coisas, escolhe sempre o caminho mais fácil, rápido e seguro. Prefere não abrir mão do pouco e do bom, exagera em tudo, gosta de rosa, do luxo, do bonito. É modelo, não mostra o dente, não arrisca: não come muito, não experimenta coisas novas com medo de gostar. Quer administração e o sossego de uma vida sem aventuras. Mas por mais grande que seja, continua falando "iorgute"," hambuguer" e "pocurar".
E eu, Aline Duarte, a felicidade. Presa pelo tempo, não pode esperar, faz tudo em um dia só, faz uma coisa por minuto. Fascinada pelo céu, sonha longe. Se distrai com pessoas, faz cara de paisagem, ri de absolutamente tudo, tem um telescópio , gosta de exatas e de rock. Não se preocupa com aparência, odeia esportes, lê bastante e ama viajar, comida temperada, gosta do diferente. Só tem problemas com espirros: ri com o dos outros, e baba no seu.
Um pouco mais perfeito do que devia.
36 dias.
e de paz.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Um estranho
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Uma promessa
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Tarde de novembro
domingo, 18 de novembro de 2007
Minha paz.
boa noite
Renê diz:
até amanha né
ALINE ler. diz:
boa noite
ALINE ler. diz:
dorme bem
Renê diz:
dorme bem tambem
Renê diz:
te amo :*********;
ALINE ler. diz:
também te amo
ALINE ler. diz:
:*; :*:
E é só isso que importa.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Uma bolha.
Ninguém me tocará, nenhum olhar supérfulo de mimados ou estranhos me aingirá. Longe da aristrocacia de moldagem de estilos ou padrões de vida.
Rolo pra qualquer canto, e quero mais é não controlar minha própria direção, bater em tudo, e ocupar o volume esférico necessário pra aprender a conviver comigo. Vou enchergar meu mundo transparente, e rir. Vou te amar de dentro da minha bolha. Vou te idealizar e te negar afinidades, te dizer que meu espaço é pequeno para dois. Furar a bolha é para fracos, os que não resistem à tentação de se misturar à monopolização de idéias e fins iguais. Que se submetem à ignorância do povo, e do desinteresse dos jovens. Pessoas que te dizem o que fazer, quem ser, o que vestir, o que pensar. Não, obrigada, minha bolha é mais segura.
Uma proteção que se confunde comigo, e guarda meus segredos, promessas e lembranças. E conhece minhas angustias de poucos segundos, meu medo da vida toda, minhas cinco outras partes de mim. Sabe que eu amo demais, que eu me orgulho , que eu peco.
Isolamento sociável, exceção inclusa, afastamento construtivo, minha bolha.