quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Anestésico

Dia vinte e quarto de fevereiro, vinte e três horas e cinquenta e oito minutos. A noite chega, a casa dorme, e e me vem aquela vontade incontrolável de chorar, de novo. Sem motivo claro, aparente ou causador, é só rotina, sei lá. O sol vai embora e já fico com medo que se aproxima o silêncio. E cada vez mais perto da hora de dormir, de deitar na cama olhando pro teto e tentar controlar aquela avalanche de pensamentos mórbidos e desnecessários que não param de me ocorrer. Só eu comigo mesma. E eu não quero. Não quero ter que lidar, ou tentar entender minhas dúvidas e meus anseios de novo. Continuo aceitando tudo como sempre foi e paro de me questionar e ficar mal assim. Quero arrumar minha mala, tirar o esmalte da unha, fazer qualquer coisa pra ocupar meu tempo e não ter que ficar sozinha. Esses olhos vermelhos e aguados não fazem parte de mim, quero que saia, assim como toda essa coisa estranha que tem dentro de mim que parece que só sai em água. Quero por a musica bem alta, e chorar, cantando, Rolando, berrando o tanto que eu quiser, o quando, o monte, o pranto, o manto. É uma explosão contida. Coisas que eu não disse, e que queria dizer, que estão entaladas aqui, esperando o momento que imaginei e que já ensaiei pra pôr pra for a minha realidade imaginaria. Cansei das pessoas que viviam na minha cidade, me mudei. E de repente todas as novas que eu conheci, e descobri, se transformaram na mesma lorota de antes, a mesma vidinha de cabeça fechada, que quando menos espera vai embora sem pretenção, e não te diz nada. De repente ninguém mais é confiável, e nem tenho mais saudades. Não tem problema, gosto de ser o assunto da mesa de bar de vocês. Tudo que eu faço de errado e de burrice, falem, ja que da vida de vocês mesmo é difícil de olhar e ver que não passa um milimetro longe. Quero mais é que vejam minhas costas virando, e tudo que eu choro hoje, é nada mais nada menos que anestésico, não sinto mais nada. Nem me importo, nem preciso, nem continuo, absolutamente nada. Bate de frente e cai para trás, e eu só quero que a anestesia seja tão forte que me dê sono. Não por uma noite, que me faça dormir essa semana inteira, esse mês, ou todo o tempo em que dormindo se ganha muito mais do que acordado e de olhos fechados.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma garotinha

O documento aberto e vazio na minha frente, e eu tento pegar ar pra tentar parar e escrever. A angustia de um dia inteiro vem, vem, e nao para de sair entre recaidas e suspiros. Sem razão óbvia ou aparente, parece que em um dia de repente tudo ficou errado. Eu estar acordando amanha cedo pra ir opinar no apartamento de balneario, é errado. Não fui eu que comprei. Eu ter tudo ta errado, não trabalhei também. E o pior é ver que não ajo no presente nem pretendo contribuir com isso tudo. Parece simplismente que não tem nada que se encaixa na minha vida. Não consigo imaginar um emprego, não consigo imaginar um namorado, não consigo imaginar nem minha vida amanha. É pavoroso ver que as pessoas ao redor vao fazendo o mesmo, só que como o diferencial que parece que pra eles ta tudo certo. Eles não tao em casa, mas os pais apoiam, mandaram viver suas vidas e pronto. E é isso que falta pra mim. Posso ter muitas duvidas, mas sei que sempre tive e tenho necessidade de cuidar de mim mesma pra seguir em frente. Tenho pavor do que me supervisiona, me impede, opina. Ai de repente penso que to certa, e igual aos outros que sairam, com a diferenca que eu sai de casa, mas não largo ela. Não simplismente virei as costas e fui viver minha vida. Eu virei e fiquei olhando pra tras, e simplismente não olho pra frente porque tenho muito medo de perder minha familia. Vejo a cada dia que ela é maravilhosa, e quero minha vida, mas inexplicavelmente não sei mais nada. Só sei que é muito ruim pensar nisso e só ter vontade de chorar. De acordar amanha e ter decido alguma merda pra minha vida. Coisa que eu simplismente não faco. E quero ver o dia em que eu acordar daqui 3,4 anos e ver que achava que no próximo dia eu ia decidir, e esse dia nunca chegou.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Que venha 2010

Cheguei em uma fase que eu preciso simplesmente escreve o quanto. Escrever o quanto eu não consigo mais me importar com as pessoas. O quanto eu vejo que pensam de mim, e tudo que tenho a fazer é lamentar por seus julgamentos padronizados. Sinto que preciso de sempre mais, preciso sempre de mudanças, preciso gritar, preciso sentir. Sair do comum, dançar, e me deixem, por favor. 19 anos, ano longo, estudos fortes, vida fora do lugar. Amores tentados, amores doados, e perdidos, jogados fora. Só se alguém pudesse entender. É que nem em uma noite, sair, beber. Beber, beber, beber. Só mais um copo, to normal ainda, quero logo ver essa porra toda girar. Mas quando me dou conta, nada mais gira, já parou, já clareou, e me pouparam do melhor. Droga. E a euforia, a felicidade imensa e a agitação? Cadê? Não foi proposital, queria só sair um pouco desse realismo que me sufoca. De todas as pessoas que olham e criticam por gostar de uma musica ou de outra, por meu peito estar grande ou pequeno, por não namorar, por parecer que ninguém realmente se importa ou me acha interessante. Me olham como alguém sem limites, que não sabe o que quer, que não se importa, e não me importo mesmo. Tenho vontade de mandar todos se foderem. Tenho vontade de viajar, fazer um intercambio, de passar uma semana com os amigos longe, de emagrecer, de querer ser desejada de novo, de fazer algo certo de novo. Chega-se a um ponto que nem sabe-se mais o que te para. Oi, meu nome é Aline, prazer. Faço Engenharia elétrica, bebo pra caralho, me visto bem final de semana, uso coques, me alimento bem, falo palavrão, não gosto de esportes, escuto musica, não vejo TV, leio tudo, odeio papo calcinha, amo papo calcinha cabeça, as vezes quero chorar quando rio, tenho medo de ficar sozinha, sou insegura, e não confio em ninguém.

Ano novo vindo, vida nova vindo. Quero pensar em ter limite. Quero selecionar melhor, me controlar melhor, e focar em algo. Quero chances, quero mudar e nunca deixar de ser a mesma. Só me pergunto, por que não julgo ninguém ao meu redor? Acho que minha flexibilidade é autônoma, e aceito todos os tipos de manifestação, desde que se manifeste. Faça o que tiver vontade, grite, pule, conte as calorias de cada mordida, vanglorie-se por sua vida idiota que eu não gostaria de ter nem por um dia. Posso ser louca ou sem juízo, mas meus trabalhos estão em ordem, meu quarto esta limpo, amo minha família e não uso drogas. O resto que se foda. Pensando bem, limites pra que quando se sabe que a loucura é o melhor limite que se pode ter pra quem não tem medo de mudar, arriscar, e viver? Só sei que sento e espero. O que for pra ser. Será. O que foi pra não ser, nunca foi. Que venha 2010.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

is love real?

Vida amorosa pra que se isso pode ser um simples fato irrelevante, bagunçado e inexistente? Todas as possibilidades negadas, todas as chances perdidas. São muitas objeções, muitos planos, desejos, e no fim, quando se para pra pensar no que se tem, no que se conquistou, é o momento em que se nota todas as opções erradas e o quanto sua vida é diferente das dos filmes de romance. De repente, se para e nota, que um era o fim de baladas e festas. Alias, você era o fim das festas dele, não que voce nao estivesse bêbada tambem, mas isso não conta muito no final. Ai beleza, vamos terminar com isso, beijo tchau. Mas é bonitinho, tem um jeitinho que da vontade de cuidar, ou não, é só falta de alguém mesmo. Ok, ai tem um outro que você acha que tem tudo a ver, fala contigo, puxa assunto, pergunta onde vai, mas tem namorada. Então, pra que cara? Pro dia que terminar ja ter um step? Porra velho. A terceira desilusão é de culpa parcialmente minha. Eu que tomei a iniciativa, eu que falei que ia dar uma volta pra nao ter que passar a noite inteira que nem casal (sendo que se eu estivesse sã podia passar um mês hihi), eu que nao achei ele nunca mais na vida. Culpa parcialmente dele: ele que me deu um oi com uma virada de costas 2 segundos depois. O problema meu e de todas as mulheres do mundo, é que agente simplismente não aceita quando um cara não tá afim da gente. É muito dificil aceitar que alguém não se interessou pela gente. Mas porque? to feia? gorda? não, ele só não é afim. Deu. aceita. para de querer inventar 32 motivos pra que talvez você tenha interpretado as coisas erradas. Mesmo sabendo que no meio de todo teu orkut, facebook e msn ele pudesse ser o unico guri que voce namoraria. Que que to falando? nem conheco o guri. To mais é que deboa. Namorar? será? ah não fode.
E assim vai, não vou encontrar ninguem na padaria que eu olhe e meu coracao vai disparar e vamos nos apaixonar perdidamente. Muito menos nos esbarrando derrubando um monte de livros no chão e juntando juntos. Não não. Podia ser qualquer um desses acima, mas como minha razão prevalece, não será.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pura projeção

"Homens são tão... cachorros. Essa é a palavra. Eles nos chamam de cachorras, ou cadelas, mas é pura projeção, porque eles sabem que é exatamente isso que eles são, essa é sua natureza: animais gregários, salivantes, excitáveis e indignos. Não admira que chamem os cães de melhores amigos do homem."
Irvine Welsh.

E não é que faz todo sentido?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

no goodbyes, please

Só acho que o dia que eu receava, temia, fingia que não existia, chegou. E com tudo, e nada bom, e sem perspectivas. Uma matéria importante, de certa forma decisiva, que atingiu a galera e dessa vez separa. É tão estranho como parece que nosso encontro nessa faculdade foi proposital, e que nada teria sido a mesma coisa com uma minima diferença. É risada, piada, estudo, raiva, bobeira, palavrão, mulher, homem, idéia, números, futuro. Melhor não, não ter me apegado, não ter que desapegar, não podemos congelar e ficar sempre assim? Gosto de vocês até.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bolha

É sempre o mesmo papo, cansei, cansei, cansei. Mas dessa vez foi um pouco difernte, talve inesperado. Dia do aniversário, bebida, festa, dança, beijo. Fiquei com um deles sim, eai? Brincadeirinha pra la, brincadeirinha pra ca, mas acho que chega ne? Pela primeira vez, eu paro e olho pro lado e não me sinto mais bem. Não me sinto bem naquele grupo, bem naquele lugar. Ficou sem limite, sem graça, sem nada. Melhor que eu faço é dar um tempo mesmo. É palavrão, cerveja e engenharia, mas esqueceram de uma coisa: eu sou mulher! Porra, é diferente cara. por mais que as vezes aconteca alguma coisa assim, beleza foi estranho, mas chega né? Ou talvez seja eu que cansei de tudo mesmo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sem título, e sem rumo.

Essa semana boca fechada, e muitas contas. Últimas provas, fim de semestre, perder os excessos do feriado. Levar o carro pra arrumar, preciso comprar pasta de dente, quanto cabelo no chão! tem pão? Nesses dias meus pais tocaram no assunto que eu não queria que existisse, muito menos queria falar sobre isso. Muito menos num bar. Minha vida. Optei por engenharia, gosto de contas, mas eai? Me sinto ainda uma criança pra decidir tanta coisa, mas eles vem com esse papo toda vez que podem, e me fazem pensar, e mexer no que eu não queria. E o que eu quero? Trabalhar numa grande empresa ou ter a minha? Empresa do que? Fazendo o que? O que eu gosto? Do que eu gosto? Se passa tanta coisa pela minha cabeça que eu nem sei de mais nada. Principalmente por eu saber que é realidade, que eu to fazendo a coisa errada. Eu não me vejo como engenheira elétrica, penso em fazer civil. Mas eai, projetar coisas e me especializar na parte arquitetonica, ou nem é bem isso. Se eu tenho a idéia, contratar um engenheiro pra fazer o serviço é o de menos. O meu maior problema é que me apego muito às pessoas. Quando conheci esses guris, meu mundo querendo ou não ficou em volta deles. São meu cotidiano, minhas risadas de todos os dias, as pessoas que mais me indentifiquei desde sempre, quem sabe. Eu sei que não posso levar meu futuro em conta dos outros, que daqui a pouco, cada um vai pro seu lado, mas o que fazer quando parece que sem eles você não tem mais ninguém? Como se eu não me importasse que esse "daqui a pouco"viria logo, mas até lá, eu queria aproveitar até o ultimo segundo com eles. Difícil de explicar, mas é um carinho imenso por cada um, pelo jeito de cada um. Talvez pela minha ausencia de feminismo na maior parte do tempo, ou por eles me completarem de um jeito que nem eles imaginam. Só posso dizer uma coisa: é difícil dizer "saiam da minha vida". Mas vem a realidade e bate na minha porta e diz que o tempo corre, que decisões acontecem e que no fim sou eu comigo mesma. Meu pai me fez uma proposta de viajar e ficar 6 meses fora, e pensar bem no que eu quero, na verdade porque ele quer que eu volte pra casa. Não para de passar na minha cabeça que seria uma boa opção, porque depois que eu voltasse de la, eu ia perceber se eu to aqui realmente pelo meu curso, porque pela primeira vez na minha vida eu consegui respirar e viver como eu sempre quis, ou pelas pessoas que me rodeiam aqui. Se em 6 meses eu me desapegar, talvez eu volte pra casa. Ou talvez eu veja que eu realmente nao quero voltar, não me importando que lá tem uma fonte de dinheiro ou tudo de mão beijada só pra tocar. Mas voltando no fim do ano, como vou fazer um vestibular de novo? Como vou começar do zero? Sem falar que dizer é fácil, mas o fato é: É MUITO DIFÍCIL. Sempre achei que a hora que eu quisesse eu sumia do mundo e o resto eu via depois, mas to vendo que me parece quase impossivel. Simplismente é isso. Tenho pouco tempo, e tenho que decidir tudo, e quanto se trata de decisão, não sei pra onde ir.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Vai pegar ou largar?

Exagero. Assim que me chamaram, assim que parei pra pensar. Exagero? Vivo de exageros, sou um exagero. Vivo exageradamente em todos os sentidos, e isso não é tão bom a ponto de ser ruim. Penso exageradamente, bebo exageradamente, como exageradamente. Falo palavroes, sinto, choro, amo, tudo exageradamente. Rio exageradamente. Talvez seja essa a causa da imprevisão, da espontaneidade. A causa de eu cansar de tudo rápido, de sempre buscar algo a mais, algo diferente, sair da rotina. Não me adapto à normalidade, nao consigo ficar no padrão. Uso relógios exagerados, óculos exagerados e cores exageradas. Uso a palavra exagerada exageradamente, e não me canso, porque não acaba, e o exagero simplesmente nunca me parece demais. Quero tudo muito, quero sempre tudo. E as pessoas têm medo disso, do que sai fora da linha e ameaça o círculo ao seu redor. Me julgam demais, falam demais, e eu é que me culpo. Prefiro ainda errar por exagero do que por tradicionalidade. Quebrar tudo, continuar ouvindo minhas musicas estranhas, e continuar sendo estranha para os que não entendem o que nem pode ser entendido. Vou continuar sendo não sexy pra todos, nem sabendo exatamente se acho isso ruim ou bom. Não interessa a cor da minha calcinha nem do que visto, o espelho ja sabe o suficiente pra nem dizer mais nada e saber tudo o que carrego comigo todo dia. E ninguém vai saber mesmo, nem a cor da minha calcinha, nem porque eu exagero em todos os sentidos e detalhes.
Vai pegar ou largar?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

hemisf'ério norte

Hoje eu me dei conta que por maior que seja a introspecção no mundo masculino uma mulher jamais chegará perto de saber tudo que se passa na conversa de uma mesa de bar. É tudo tão relativo, - mulher, bunda, pernas, peitos, barriga, rosto, andando, vindo, indo, falando, passando- que eu nem percebo que toda semelhança era mera coêncidencia. Pra mim tava mais pra "cabelo, rosto, roupa, sapatos, bolsa, estilo, sorriso". Gordinha? sério? E chega a ser surpreendente como é fácil surpreender e dizer 'que tudo que eles querem é tão simples que é difícil de entender. Mantenha-se bonita, ria, pense. Participe, mas não muito. Me deixe livre, mas não muito, senão já achoque é tudo fácil assim. Me dê o que eu quero, beba cerveja comigo e me deixe ver futebol. Reclame do seu cabelo e suas roupas mesmo que eu nao escute e nem me importe, só seja assim. E no fim de tudo ainda concluo que tudo se acaba num comentario banal, nos assuntos importantes que não fazem nenhum sentido, e que se não tem nada melhor pra eles que sentar com os amigos e falar besteira, mesmo as vezes querendo um colo de mãe, ou de menina, eles ainda querem pouco.
Idem.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A la sexy in the city

eu devia vim aqui mais vezes, falar mais vezes ao inves de só engolir tudo como venho fazendo há um tempo. Se o cotidiano me permitir, ou a falta de preguiça, ou a agonia, é o que farei. Hoje o dia foi um turbilhão. Vamos por partes, ainda morando sozinha, ainda indefinida amorosamente, indefinida em muitos sentidos, aliás. Acho que me apaixonei de novo, coisa que ainda tento definir como acontece. Três afim de mim, e porque eu insisto naquele que me ignora? Estuda comigo, me pira todo dia, e nada. Hoje ouvi na cara dura de um amigo "desencana". Mas como posso fazer isso sem tentar ? Não sei qual seria a reação, nem se conseguiria ou não, mas acho que o medo me impede. Mulher de poucos nãos. E meu sexto sentido, que foi sempre tão aguçado me engana, por que ? Ponho na cabeça que não até vim o dia que me provoca, quase me mata, e continuo na mesma: desencana. Já tive ele, já tive a oportunidade, e joguei tudo fora. Acho que é porque minha personalidade amadurece e infantiliza de um dia pro outro, sou uma mutação constante e derivável. E nesse caso, amadureceu. Tarde demais? Sendo ou não, perdi. Perdi várias chances de namoro, de ter quem eu queria agora. Será que só percebemos que escolhemos errado depois que nada mais tem volta ? Fecho o olho e sonho contigo, e eu já não sei mais o que fazer. Ou é porque o que me mandou desencanar talvez encanou ? ou talvez, são só garotos. Que não entendem os meus mistérios, que nunca dizem não. Sempre tão espertos, mas são só garotos. Ou eu garota, que não sei lidar com nada, mostrar se quero ou não, as vezes querendo as vezes não. O que me deprime é minha cama vazia, minha casa vazia, e achar que realmente ninguém porai se importa mais.

quinta-feira, 12 de março de 2009

mundo das ervilhas

Acho que na verdade é como a Sara falou mesmo: eu tenho dias. Tem dias que eu falo mais que o time do flamengo, tem dia que meu mundo é só meu, meu. Alguns chamam antipatia, outros timidez, mas simplismente não vejo razão pra me expressar mais por coisas que não têm necessidade. Num dia te roubo de alguém, no outro não te quero. São só meus dias, não tem problema não. No fim, não quero é que ninguém saiba se teria outra vez. Não gosto de dar fim às coisas. Talvez por medo que dê fim em tudo e acabe sozinha, só evito constrangimentos, ou, é só outro dia. Quer vir até mim? Abro meu mundo. Não quer? Eu também não. Amo muitos, ao mesmo tempo, desamo rápido, e não amo ninguém. Quero o que não consigo, o que eu tenho que tentar, o que não é meu. E o que é meu? São 3:39 da manhã, acabei de chegar de um happy hour que o mundo girava dentro da minha cabeça e ninguém entendia o porquê. Tenho prazer nas coisas simples, de chegar em casa, botar uma música, pendurar minhas roupas no cabide, e fazer com que a noite seja eterna enquanto dure. Eterna enquanto eu não durma. Enquanto não acorde. É muita coisa dentro de uma só. Eu também não me entenderia. Só entendo o que me surpreende, só surpreendo o que cabe dentro de mim.

domingo, 8 de março de 2009

Because I use mouthwash

É engraçado como lidamos com a palavra mudança. Esquecemos que as coisas mudam, podem mudar, e mudam sim. E isso assusta. Uma pessoa patética, com a vida patética, sem nada, quando você se dá conta, tá melhor que a sua. Eu fiquei meio que sem, personalidade. Até ontem tinha esquecido de me olhar no espelho e deixei alguns pêlos da minha sombrancelha crescer, até que decidi olhar. E além dos pêlos, vi alguém totalmente no meio de tudo, morna, nem pra lá nem pra cá. Afinal, eu fumo ou não? vou assumir essa porra ou sou fraca demais temendo o que os outros pensam? (de novo essa história?) Não me decido nem quanto à minha simpaticidade! Quando as pessoas vêm me cumprimentar, e só sai aquele oitudobemsorrisobeijotchau, eu dou tudo de mim pra ser simpática, ou to absolutamente na minha e se ela passar do outro lado nao faz diferença nenhuma? Sexy? Emo? deslixada? arrumada? nada ? sou de tudo, sou cada dia o que me permitir ser. Mas não sou nada, se não tenho rumo, nem paradeiro, nem decisões. Decisões fáceis. Simples. Poupadas. Por medo. E vou perdendo, vou perdendo. Mas não, perai, acabei de decidir uma coisa:
foda-se.

domingo, 1 de março de 2009

Um caso à parte

Muitas, muitas coisas passam pela minha cabeça. DESCULPA, mas não sou normal, não gosto de rotina, não tenho cara de rotina. Vem assim, invadindo meu mundo, querendo saber o que eu fiz, aonde vou, quem são meus amigos, vou junto. ooopa, perai perai que a coisa não é bem assim. Não é por sermos primas e estarmos morando juntas significa que eu esteja com a minha mãe. Eu sei que o começo é dificil, mas é só o começo, depois podemos cada uma viver sua vida, ne? :) Parece que consigo ver o sorriso no teu rosto quando alguem fala mais uma das minhas merdas, mas aaaaaah, se eu ver um comentario vai rolar berros. Por que diabos tu não vai cuidar da tua vida ao invés de ficar falando da minha? Fiz merda, fiz, mas minha alma não cheira tédio. Não sou eu que fico contando que bebi três cervejas, fiquei "muito" bêbada, e foi o melhor dia da minha vida. Porque achas que tão pouco é muito? Umas risadas e nucna riu tanto. Cara, eu já ri BEM mais. Eu bebo dez cervejas e digo que bebi pra caralho e é isso. Ir à uns extremos é ter momentos felizes, e não viver do pouco e fazer do pouco muito. Isso me irrita, tudo isso aliás. Vou lá pegar um copo de água, e não me pergunte aonde vou.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cagar ou sair da moita ?

A cada dia eles me sufocam mais, e eles nem imaginam. É tanta pressão, tanto ato inconsciente, inconsequente, que eu já nem sem mais aonde ir. Aonde escrever. É um paradoxo de uma família normal, classe média, casa boa, vida boa, tudo certo. Mas que tinha o único defeito que eles consideravam ser a melhor qualidade: amor demais. Amor de pais que chegam a sufocar. São perguntas a todo instante: mas no que queres trabalhar? Porque essa faculdade? Não vais ser nada. Teu irmão vai ser muito mais rico, ele vai se dar bem, não saiu de casa. Até ouvir da boca dele: "um dia eu compro um carro pra ti". Porra, qual o problema? Eu tenho cara de fracassada? Desequilibrada? Sem futuro? Só porque eu não divido todas minhas vontades e sonhos não significa que eu não tenha! É ter jogado na cara todos os dias que eu vou ter que assumir as consequências dos meus atos hoje. Que se eu ficar é tudo bem mais fácil. Mas como? Se nem respirar eu consigo nessa casa que já me pos no fundo do buraco sem nem ter escavado ainda! E eu? Não cago nem saio da moita. Eu fui estudar fora sim, e não me arrependo, e não pretendo voltar. Mas volto. De 5 em 5 dias sou obrigada a estar em casa e ouvir as choraminganças. Já era hora de ter minha posição: eu vou ficar lá. E não vim sempre, e dizer que aos poucos eu vou estar me dando muito melhor que imaginam. Ou não. Continuar vindo sempre e ter minha garantia que se não der certo eu posso voltar, porque fiquei com um pé lá outro aqui. Só que é realmente impossível tentar ser melhor, dizer que tudo vai dar certo pra mim se nada nem ninguém ajuda. Querem mais é que meu irmão de super certo porque ele que tá ali todo dia, não se rebelou, não decidiu sair, e vão ter pelo menos um filho bem sucedido no mundo.
O que eles não sabem, é que vão ter dois.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

the view from the afternoon

Esse quarto com cheiro de bala de uva. Falta água, a pia tá cheia, não tem mais nenhuma louça limpa, o banheiro fede, não tenho como lavar a mão, escovar o dente, tomar banho. Mais mosquitos que o comum, mais tédio que o comum, mais pó, mais cheiro, mais mosquitos, mais tédio ainda. E eu ainda me pergunto porque não tenho a mínima vontade de vim pra casa. Do momento que eu me despeço, ponho os fones, já me vem aquela angustia de ter que passar as próximas horas sozinha. De ter que decidir de novo o que vou comer, de criar forças pra estudar. Moro com uma estranha mais estranha do que muita gente que não conheço. Cada uma no seu quarto, cada vida numa parede, cada estilo em um lado oposto das coisas mais opostas possíveis. Na minha concepção, todas as pessoas que moravam juntas tinham um mínimo de afeto. Do tipo, comer alguma coisa juntas, convidar pra dar uma volta, conversar, CONVESAR! Achei que as pessoas que moravam juntas conversavam. Uma família diferente talvez. Dividisse o queijo, o tropeço da rua, o apresso do fim do semestre, mas não, vivo sozinha com alguém que existe do lado. Dorme de dia, fica acordada de noite, reclama de uns poucos trabalhos, não come, namora, chora, briga. Não tira a roupa do varal, não tira o lixo, dorme. Dorme, dorme, dorme. É estranhamente patético como duas pessoas numa mesma casa podem ser tão distantes. É contraditório viver assim. Essa coisa estranha que sinto queria jogar pra longe. Um vazio de solidão de quem prefere ficar sozinho. Um vazio de falta de pessoas que não sei quem, de amigos que vejo mais do que devia, de pessoas que nem perto estão. Vazio de quem estuda, de quem quer chorar mais não sai nada, de quem quer pelo menos a água de volta, ou sair de uma rotina que ainda não existe, sair, correr, qualquer coisa, menos aqui. Menos comigo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Pretextos ao livre arbítrio

É engraçado quando temos que fazer alguma coisa que realmente nao queremos. Ta tudo ali, na tua frente esperando, olha pra ti, continua olhando, e nada. TEM que estudar, tem que saber aquilo pra amanhã, mas não ta dando, não tá. Uma olhada no msn, atualizada no orkut, comer um pão, mexer numas fotos. Olha pela janela, pensa um pouco nas pessoas, olha pro caderno, e decide comer um chiclete. Pensa em fumar um cigarro, mas quer prezar pela saúde, então não. Vamos fazer o maço durar um ano. Mas ai não fumo nunca, porque nunca quero estragar minha saúde. Assim como nunca como fritura e besteiras pra não engordar, mas não sou magra. Assim como não vejo filmes, não leio, e não aprendi a cozinhar porque não tenho tempo e tenho que estudar, mas não to estudando. Tá, vou ouvir uma música, mais uma olhada no msn. E vamos, tenho que encarar isso. Não dá, vou arranjar desculpas até as desculpas me contarem que pretexto não tira nota alta. Devia ter ido na casa de um amigo pra estudar, devia lavar minhas meias, vou fumar um cigarro. Não, é contra as regras, é feio, tem gosto ruim, mas a janela ta vazia, o dia chuvoso, alagado e grande e triste. Não tem amor. Ninguém eu amo, e isso talvez nem seja um problema, nada é, só tenho que estudar e acabar logo com isso. Quem sabe? Respira fundo, e sem pretextos. Ou dorme de uma vez, ou assume as coisas, porque isso não é nada, e eu sei que vai ser sempre assim. Pessoas dão desculpa às coisas que elas não querem admitir que têm preguiça, que deu errado, ou que é difícil. Por isso não fui na academia hoje, pensei que o dia tava triste e eu tinha o direito de ir pra casa, mas não. Desculpas sempre vão existir, e minha prova é amanhã.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pra mais ou pra menos ?

de repente, a calmaria. Não calmo, mas mais calmo. As novidades passaram, a conformidade chegou, a vida tá acostumando. Um quarto pequeno, enfeites simples e algumas roupas pra lavar. Não sei se sinto saudades, falta, ou algo assim. Fico feliz com meu sossego, com a minha organização, correria, e tentativa de tempo de fazer tudo. Conhecendo pessoas que jamais imaginei, nem conhecer, nem ser tão diferente, nem com tanto homem, nem com tão pouca mulher. Homens. Homens.. Como conhecer tanto o lado masculino e ainda não saber lidar com isso? Como saber todas as manhas, mentiras, fragilidades, e ainda não saber? Ver que tudo pra eles é ligado ao sexo, que não importa a mulher, o que ela veste, nem a cor do sapato, se tiver todos os dentes, conta pontos. Todos pouco diferentes, quase iguais, sem muito respeito. Um mundo tão liso que só dentro é perceptivel o quanto é fácil. Um as vezes se apaixona, mas logo passa, outro pensa em ter alguem, mas não acha, outro acha, mas não quer. É complicado, ainda vou entender.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ponto de inflexão

E minha mãe me perguntou aonde tinha errado na minha educação, o que ela e meu pai tinham feito de errado que fez com que eu saísse de casa. Não foi amor o suficiente? Faltou alguma coisa? não mãe, foi tudo perfeito. Nada que vocês não me deram ou que senti falta. Acho que foi justamente isso. Eu tinha tudo, e foi tudo perfeito demais. Eu queria um pouco de bagunça, de liberdade. De decidir que roupa usar, se eu quero ir ou não, minhas atitudes. Comprar o que eu quero comer e decidir minha própria saúde. Se eu quiser fumar é porque eu quero e eu é quem prejudico minha saúde, não porque to em casa e não quero parecer errada, e quero a imagem de melhor possível sempre. Se eu quiser jantar uma ruffles, eu janto, se eu quiser só acender um incenso e ficar no meu silêncio eu fico. Mas hoje, nessa tarde nublada de quinta feira eu acordo e não quero levantar. Queria ficar entretida nos meus sonhos bizarros, rolar e desenrrolar no cobertor, mas não queria acordar e encarar minha realidade. Silêncio no quarto, um pouco de ressaca, um pouco de bagunça, um pouco de vazio. Saudades de não sei o que, de não sei quem. Acho que de alguém pra dizer um bom dia esperando com um café da manhã, de alguém que te abraçe e diga um "eu te amo" ou um "dorme bem" as vezes. É muita dúvida, estudar tanto pra ir mal, por ter falta de atenção? Fazer o melhor curso porque gosta e não acha outra opção, mesmo sendo o mais difícil? Sim. O fato é: até quando?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Mendigos, nômades, mudos e chatos.

eu me piro me piro me piro e me piro em me pirar. cada coisa me vem uma dúvida seguida de implicancia atormentadora. Digo de passagem, mas como passo todo dia, não é mais. Por exemplo, o porquê o tamanho das cabeças de barbie aumentarem, como deve ser chato ser um cachorro, a complexidade por trás das bebedeira, porque umas pessoas riem mais que as outras ou se as pessoas decidem ser estilosas porque se sentem feias. Cada caso super particular que quero entender. Assim, os macacos vivem em árvores, formigas nos formigueiros, zebras nas savanas, e os cachorros? obviamente eles não são da floresta, nem das savanas, nem ficam em galhos, aonde entao? cachorros without place to live. a maioria deles é enviado pra algum petshop e comprado, mas os geneticamente desfavorecidos, vulgos vira-latas são chutados e ficam na rua. Acho que cachorros são mendigos. Porque eles nao usam camisinha, ou quando ficam livres nao saem correndo pro habitat natural que eu não faço a mínima qual seja? Mas não, ficam no mesmo quarteirão a vida inteira porque o resto eles não conhecem e podem nem achar comida. Alias, queria saber como eles comem. tipo, capim? tá, eles devem achar um resto de linguiça, mas e se não achar? nem pedir eles podem, tipo mendigos mudos e nômades, sem qualquer chance de elevar o nível social ou ver ana maria braga. Tenho pena. não queria ser um cachorro. nem que eles fossem eles mesmos, sei lá.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Axioma de ordem

tudo tão rápido rápido rápido. Tanto pensamento, tão poucas conclusões que tive até medo do que poderia vir a desabafar aqui. Quase um mês em florianópolis, em uma casa que não é minha, em um quarto que não é meu, sem comida na mesa, sem roupa lavada, e estranhamente, parece que ja vivo assim há anos. Não chorei, não implorei saudades ou pressenti arrependimentos. Não sei se a ficha ainda não caiu, ou se me iludo sem querer. é como se fosse um acorda, aula, estuda, conversa, ri, estuda, come, volta, anda, corre, dorme, que não tenho tempo de esclarecer minha nova vida. Acho que na verdade não caiu a ficha que são cinco anos, e não só umas férias. Não me imagino percorrendo esses caminhos e vivendo essa vida por cinco anos. Tendo amigos que não sabem realmente como eu sou, morando com alguem que se quer vive comigo, correndo de um lado pro outro buscando alguma coisa que nem sei o que é. De repente eu to amando tudo, vejo diferentes rostos todos os dias, caminhos, descobertas, tenho a sede do novo, e mato essa sede aqui. Mas ainda nao sei como lidar com tudo isso, parar e olhar pela janela tudo o que aconteceu tão rápido, e final de semana voltar pra casa e ver minha vida de sempre, as pessoas que ja amo há 18 anos. Florianópolis para os estudantes da universidade é assim: ou se entrega, ou não se entrega. Quem se entrega fica nos fins desemana, vai pra praia, vive a cidade, sai com os novos supostos amigos, liga pra casa as vezes, monta a nova estrutura do futuro aqui. Quem não se entrega, gosta de tudo e não abre mão, mas não abre mão também da outra vida. Ficam paralelas, mas não livres. Não fazem certas coisas aqui porque dependem de lá, tem medo ainda daquela insegurança e daquelas velhas duvidas. É tão estranho, tão intrigante, e ainda não sei explicar porque tudo me parece tão normal.

domingo, 10 de agosto de 2008

do outro lado da rua

é depressivo, é atraente. Tanta coisa tão rápido, muita mudança em tão pouco tempo, gente nova em alguns segundos que eu nem sei como se assimila. Pareçe que só vou ficar uns dias e depois volto, que eu to de ferias, e que depois volta tudo como sempre foi. Essa semana foi como se eu ja morasse lá há anos, sem saudades, sem ressentimento algum, sem constrangimento qualquer de levar a vida sozinha. Agora eu paro e só tenho vontade de chorar. Como se eue quisesse contar pra todo mundo como foi minha semana perfeita, mas ninguem tá interessado em ouvir, e eu simplesmente desabo quando vejo meus pais me esperando toda sexta. Tenho que voltar pra lá hoje, e de repente tenho duas vidas paralelas e nao quero abrir mao de nenhuma. Nao vou deixar nada aqui, nao vou deixar nada lá. O ideal de quem mora com os pais é um dia poder fazer as coisas que sempre sonhou sozinho. Sair sem avisar, voltar a hora que quiser, e isso realmente acontece. A unica coisa que me esqueci é que nao tem os meus amigos pra eu sair, nao tem os lugares que eu saio, entao simplesmente nada acontece. Quero voltar, quero levar a vida na boa sem aventuras ou curiosidade por uma vida nova. Quero só acordar todo dia e nao desejar mudanças e não querer ser diferente a cada segundo. Queria que alguem entendesse, queria alguem pra conversar, queria explodir, chorar, gritar, estudar, ou pedir que nada disso tivesse acontecendo. Que ninguem sentisse por mim, nem falta de mim, que dissessem que tá tudo bem e vai ser tudo sempre bom. Daqui a algumas horas eu to voltando, e eu simplesmente não sei.

domingo, 3 de agosto de 2008

conjectura sagaz

Faltavam seis meses, tempo de sobra pra refletir, tempo suficiente pra ter certeza, tempo necessário pra chegar até aqui, onde falta um dia apenas. Amanhã à essa hora vou estar numa casa que nunca tive antes, com uma menina que não convivi por mais de 5 minutos, longe dos meus pais, da minha cama, das minhas coisas. Parecia tão fácil, mas confesso que me assusto de olhar pra minha mala do meu lado, pras compras nas sacolas. Dá vontade de ir, mas levar tudo junto, ao mesmo tempo que quero deixar tudo aqui e nao olhar pra trás, não sei, não sei. Daqui cinco dias tô de volta, mas ainda não caiu no estomago o que está prestes a acontecer, o que me dá força é ter noção de que se eu não tivesse coragem de fazer isso agora, não ia fazer nunca mais. É bem mais fácil voltar pra casa do que ter que sair depois. Meus pais dormem no quarto de lado, e me sinto mal por ter me despedido de um amigo, um melhor amigo. Não saiu nenhuma palavra de mim, não saiu nenhuma dele. É tudo tão forte, tão simples, tão intenso, tão discreto, que não se dá pra explicar. Talvez seja assim tão perfeito por nunca ter acontecido amor de verdade entre a gente, daqueles que acontece entre homens e mulheres normalmente, mas um amor paralelo, que faz da gente irmãos, que faz da gente tão unidos. Do tipo de sair de casa pra ver novela na casa do outro, do tipo de ir fumar uma shisha pra contar alguma coisa nada a ver que aconteceu, do tipo de achar um máximo tomar cerveja porque é barato, e agente se diveeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerte. Se eu pudesse fazer um pedido agora, seria pra que nunca, nunca eu tivesse que chegar na tua frente e te estranhar, e ter receio de contar alguma coisa por achar que nao faz diferença tu saber. Quero essa nossa amizade por muito, quero te ver todo final de semana como se eu tivesse aqui do lado sempre, na rua do lado, dividindo táxi todo sábado a noite. Agradeço a prova que é possivel existir amizade entre homem e mulher, agradeço ter te conhecido e sentado atrás de ti e jogar papel na tua cabeça. Agradeço todos nosso momentos de chubaca, de sanidade, de tristeza, de felicidade, todos. E o melhor, não digo isso como se tivesse acabado, porque daqui cinco dias, eu volto, e vai ser tudo como sempre foi.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Curto circuito

Minha barriga ainda dói. Tenho rímel embaixo do olho, ainda tenho três unhas quebradas. Ontem quando eu te vi fiquei inusitadamente enjoada, nada descia, nada subia. De certo porque me vêm à cabeça situações que em algum lugar de mim sabem que não era certo. Regurgitando nossa vida genial. Tentando vomitar nossos planos e lembranças. Vou embora daqui antes que a janta acabe.
E eu, tão inocente, tão simples no meu jeito de levar a vida fácil. Me apaixonar fácil, mudar, perceber, sentir muito muito fácil. É engraçado pensar como não te conheci antes, como um sal de fruta que de repente melhora tudo, efervecente. Eu fervo, eu fervo, efervecente.
Já falei como odeio dia pós balada? Ou porque foi muito ruim, meu minguinho direito dói e fica três vezes maior, me sinto cansada e inconformada de ter perdido uma noite da minha vida assim. Ou porque foi muito bom e não queria que tivesse acabado nunca, ver o dia amanhecer, e me lamentar no dia seguinte das bobeiras que a gente não pensa quando nada mais importa. Odeio dia pós balada porque nunca se sabe como agir. Se liga, se não liga, se toma um banho pra ver se o tempo passa mais rápido, se venho aqui e fico contagiando minhas simploriedades no tédio enquanto ninguém acorda. Ou melhor não, vou só fechar os olhos e levitar, lembrando segundo por segundo, refazendo cada cena patética, cada vírgula que não despercebo. Nitidamente rosto com rosto, boca com boca, e eu simplesmente não queria ter começado porque eu sei o quão longe isso pode ir. E eu não quero ir, e eu não quero te deixar. Só não pensar, e deixar o que tem pra acontecer fluir, nitidamente estranho, e em péssimo tempo, e ainda assim não sei explicar porque tu és tão perfeitamente especial pra mim.

sábado, 28 de junho de 2008

das coisas que eu nao entendo

ARLINE diz:
eu te amei amei amei e tu jogou fora
ARLINE diz:
nao vem me cobrar como se eu tivesse que sentir o mesmo
ARLINE diz:
porque eu nao sinto
ARLINE diz:
e falei isso pra ti
ARLINE diz:
mas isso nao quer dizer que nao gosto mais
ARLINE diz:
só gosto o suficiente pra me por em primeiro lugar
ARLINE diz:
e pensar em mim uma vez na minha vida
ARLINE diz:
nao quero brigar contigo
Renê diz:
bom a parte de ontem
Renê diz:
que tu prometeu nao falar mais sobre certas coisas
Renê diz:
nem rolo né
ARLINE diz:
e tu tinha prometido nao tentar mais
Renê diz:
eu tambem nao quero brigar contigo
Renê diz:
mas cara
Renê diz:
sei la
Renê diz:
eu tinha prometido
ARLINE diz:
entao
Renê diz:
ta tudo bem
Renê diz:
sei la eu tenho tanta coisa pra falar mas nem sei por onde começar
Renê diz:
bom, adeus né
Renê diz:
eu te deixo um, eu te amo
Renê diz:
espero que eu fique guardado na tua memoria
Renê diz:
como tu vai fica na minha
Renê diz:
beijo
ARLINE diz:
nunca me despedi de ninguem
ARLINE diz:
com um tchau eterno
ARLINE diz:
e nao vai ser agora
ARLINE diz:
se cuida porfavor,
ARLINE diz:
e fica bem de qualquer jeito
ARLINE diz:
boa noite, beijo
ARLINE diz:
e um abraço.

domingo, 8 de junho de 2008

Jeux d´esprit

Acabei de chegar do camorra, e são 5:36 da manhã. Eu te vi, eu lamentei te ver, fingi que não tinha te visto, mas vi, te cumprimentei. Cantei ao som das músicas que tem letras que doem tudo la dentro, olhei pessoas e me diverti com o olhar patético de uns desesperados. Dei jeito de comprar umas cervejas, e tudo ia perfeitamente, até que eu te vejo. De mão dada, e ela me olha com um olhar de quem pegou o que não é dela, de quem ri, com um sorriso pra que eu sinta alguma coisa que ela nem tem nada a ver. Quatro mil coisas se passam na minha cabeça, eu nucna imaginei que ia ser tão dificil ver a pessoa que tu mais amou na vida com outra. O que não ficou aqui dentro. Eu pedi pra me esquecer sim, mas nao pedi pra tu me fazer te lembrar. Me esquece, mas de qualquer jeito, só não faz isso. E se fez, ja foi, ja falei o que não devia. Já senti o que não sentia. Quero só que passe um tempo agora. Não quero mais te ver, não quero mais ouvir de ti. Te desejo felicidades, e só queria que soubesses que tudo podia estar perfeito. E só não ta por culpa tua, por teus impulsos, e por tu por tua vontade em primeiro lugar. O que tu não lembra é que enquanto tavas se divertinndo e viajando tua mente em fumaça, eu fiquei o tempo todo aqui sentada esperando e assistindo, esperando que um dia desse certo. Esperando o dia em que alguma coisa mudaria. e tu quase que me disse que isso nunca aconteceria, me jogasse fora, jogasse tudo o que eu senti fora. Agora aguenta. Eu nao sou de ferro, e tenho todo o direito de gritar e dizer qualquer coisa. Se valeu a pena, tu que sabes. Só quero um dia depois de tudo isso, poder te abraçar bem forte e dizer que podemos começar do zero, talvez como amigos. O que já seria um grande começo. Já que pra ti é tão facil esquecer que eis muito importante pra mim, queria te ter pra sempre, queria te guardar num potinho. Te chingar por ter feito isso com a gente, mas te amar por ser tão diferente. Te odiar por ser tão inadequado. Mas te ter. De qualquer jeito, longe, ou não. Entã para de estragar tudo sempre. Eu odeio te odiar, mas te odeio. E o olhar dela nao sai da minha mente, tu nunca vais saber o que é sentir isso. Sorte tua, porque te polpo. E simplismente não sei mais o que fazer.

Te cuida.
Ou talvez só te entende. Ou não te entende, mas deixa de ser egoista, e ver que tudo é muito mais complicado que teu chiliquesinho. Patético.

domingo, 1 de junho de 2008

50 receitas

Não, não dá, agora não dá. Todo mundo foi embora e de repente me cansei. Queria ter alguém pra ligar e dizer "que tédio, to sem sono, vamos conversar?". De repente me senti incrivelmente sozinha, e percebo que minhas ilusões em cada noite não passam de lá. Não queria vários ao meu redor, só um, que fosse de verdade, que não mentisse, que não zuasse, que não existisse. Tenho muita coisa entalada aqui na minha garganta, queria dizer muita coisa, queria aceitar, esquecer outras. Por que é tão complicado quando se para e pensa "estou sozinha" ? Dá um medo, um aperto de que não tem ninguém se preocupando, que quando escurecer ninguém vai te dar um boa noite e dizer que te ama. Eu ainda penso. Não tenho mais planos, não tenho mais vontade de ler, de ver televisão, de me cuidar. Não tenho vontade de escrever, de falar o que eu penso, de correr atrás pra tentar me explicar. Tenho lamentações, tenho angustias, e nao tenho o que devia ter. Misturo tudo, vejo mil possibilidades, hipotéticamente correta. Demasiadamente silenciosa.

terça-feira, 27 de maio de 2008

egocentrismo privado

De repente percebi que nunca estive melhor na vida, parece que nunca namorei, e se namorei fazem anos. Já tinha esquecido como é bom o gostinho de ter a vida só pra si, e não dar nem uma mordidinha, pra ninguém. O amor que eu achava que sentia, na verdade acho que era uma necessidade, que me mostrou os dois lados do tudo. Não nego que faria tudo de novo, docentes e desajeitados e tudo ninguém tira da gente. Só lamento por olhar pra ti e te ver como um estranho, parece que nunca existisse de verdade, e é claro, por culpa tua. Quem sabe realmente te culpes, ou esculpes, tua vida nova do teu jeito. Boa sorte estranho.
O que me trás hoje aqui é a percepção de um desejo incontrolável de mudança. Tenho meus neurônios à flor da pele, querendo mostrar sentimentos e algo que definiria como "foda-se". Faltando apenas 70 dias pra eu embarcar numa viagem de estudos e descobertas, sinto e quero falar muita coisa. Tenho planos. Quero cortar o cabelo curto, começar a fazer ginástica, ler um livro, aprender a tocar piano, saber o que acontece no mundo, usar rímel azul. Esses seis meses de brecha que eu to tendo foram a melhor coisa que já me aconteceram, me freiaram, e disseram. OPA, pera lá, vais pirar fazendo trocentas coisas por dia, te acalma, pensa direito, analiza, respira, anda pela ponte, compra umas coisas novas. A solidão é uma ferramenta, porque querendo ou não, você passa 24 horas por dia contigo. Tu vai no banheiro contigo, tu caminha até no lixeiro contigo, tu vai apé até na padaria, só contigo. Solidão eu definiria como viver do jeito que você sempre foi, só que sentindo sua falta. Me piro me piro me piro me piro, me piro meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesmo. To quebrando aquela coisa, de verdade. Pego um pouquinho daqui, e um pouquinho dali, quando eu me dou conta, to cada vez com menos pouco, porque as pessoas são de uns jeitos que nem elas sabem, e é por isso que quero saber. tenho certa sede do novo, tenho agonias por não chegar no máximo que eu posso, tenho puxões de orelhas por não falar que chega, por não misturar que chega, por complicar demais. Porque me falam que minha pintinha de baixo do olho é misteriosa. Porque numa noite de virada, sentada de pijama no meio da rua conversando, me pegou no colo e tocou uma música de cinema.
Não sei. Talvez eu só precise mesmo de uns metros quadrados pra ver se assim eu cresco, se eu me descubro, se eu aprendo, ou se eu me rendo de vez.

domingo, 11 de maio de 2008

vende-se estupidez

Cara cala tua boca. Tu é retardado ou tem algum outro problema ? Eu tava de boa, na minha, dai de repente, quando eu menos imagino vem correr atrás porque é uma pessoa triste sem mim, porque me ama mais que tudo, porque a ultima coisa que pede é uma ultima chance. Óbvio que nao tinha mais volta, mas devido ao tédio que predominava na minha vida não custava nada, e a chance foi dada. Começo a sentir de novo, vai tudo perfeito, é o guri que nunca foi, que eu queria, que eu. E confesso que foi realmente estranho naquele feriado meu desespero (pode-se perceber tres postagens por dia), mas como sempre, eu tava certa. Do nada nao quer mais? DO NADA não sente mais nada e mudou de idéia? AH CALA BOCA faz favor? Como tive a coragem de acreditar que era assim simples? Me troca em três dias e agora ta ficandinho? que se foda, tomara que esteja comendo ela nesse exato momento, porque eu rezo pro dia que o teu mundo desabe também. Tua arrogância é tão grande que não cabe nos meus pensamentos. Só queria te avisar isso: que não tem como se trocar uma pessoa que te amou mais que tudo por um feriado na praia em que se apaixona pelos cabelos compridos de uma ausência. PAGO pra ver o dia em que ela te mande à merda, e tu veja pelo menos uma vez o que tem ao teu redor, ou o que podia ter. Nada é pra sempre, muito menos umas lágrimas de uma noite qualquer. Nesse momento, só quero que te fodas, e que engolas todas as palavras que dissesse, que deixe de ser tão cínico, que eu não quero nunca mais te ver. Quero que aquele teu último olhar pra mim de quem ja sabia o que tava acontecendo exploda, porque um dia, simplesmente tudo acaba, então vai com ela pra qualquer lugar, não me importo. Só nao vem nunca mais me dirigir uma palavra, nem que eu fui A guria, nem que eu não fui. Só quero que sumas, pra sempre, porque minha vida continua, e sem ti, muito bem, obrigada.

domingo, 4 de maio de 2008

20 days of snow

As vezes eu acho que meu unico consolo realmente é esse blog. É quase o espelho de mim, aquelas coisas que se precisam muito ser ditas, mas para ninguem que te julgue, nem que te de o conselho errado, somente que saiba o que acontece, e guarda tudo pra si. Hoje, na minha terceira visita ao desabafo, concluo que meu namorado me acha louca. Ligo pro meu melhor amigo aos prantos e nego que o motivo daquilo é o mesmo de sempre, porque eu prometi que nunca mais ia derramar uma lágrima por ele, e aqui estou. Me custa a admitir que to mal pelos mesmos motivos, voltando aos mesmos erros.
Detalhes da minha loucura: eu viajo por dez dias, e quando chego, meu namorado vai pra praia com os amigos, eu nao pude ir, é claro, não sou nômade. Isso ainda é o que menos me encomoda. Até esse dia ele me mandava varias mensagens, e era a pessoa mais fofa do mundo. Durante a estadia dele na praia, di alguns toques nao correspondidos, e umas ligações que foram atendidas e correram de forma seca, sem carinhos, ou um te amo. Isso me deixou levemente mal, nem por isso, mas me bateu aquele incrivel medo que acontecesse tudo de novo, porque das outras vezes tambem começou assim, porque dessa nao iria ser ? Como pode ser lido nos dias anteriores, eu nao faço nada alem de pensar, e por pensar começei a achar essa situação alarmante. Eu estava realmente preocupada, desesperada. Hoje ele chegou da praia, e conversamos com a tentativa de falar o que falei até aqui pra ele, porque eu estava realmente mal e precisava falar sobre isso. Resultado: ele me acha louca, estranha, sendo que nesse exato momento ele ta fumado.
Quero ver como vai ser o amanhã, eu tenho medo da minha reação, da minha primeira ação. Amo ele como nunca amei ninguem, e tudo que eu mais queria agora era ele do meu lado pra ter pelo menos um abraço. Mas por outro lado penso que caso tivesse sem ele eu iria me limpar de algo que me corroe, que toma meu tempo, que eu sou quase obcecada sem contar pra ninguém. Nao sei se demosntro ou nao, mas eu tenho agonias a cada segundo que nao aguento mais ter. Não sei até que ponto vale a pena mater um amor que me faz mal, e o pior é que a culpa nao é dele, desde o começo sabia que ele é assim, e eu é que exagero o que não precisa.
To um pouco mais calma agora, ja consigo pensar. Acho que cheguei no ápice da loucura que eu jamais imaginei que existia de verdade, ainda mais em tao pouco tempo. E pela primeira vez na nossa conversa eu falei tudo que me veio em mente, em uma hora que achava que a gente nunca ia dar certo, na outra que eu amava ele mais que tudo e que tava tudo certo, talvez eu seja louca naturalmente e nao saiba. Talvez eu tenho estresse demasiado pra uma menina de 17 anos, quem sabe procurar uma pscicóloga, ou no mínimo só entender que isso é só o começo. Ninguém nunca acreditou nisso, mas eu acredito em ter um mínimo de percepção extra sensorial, e talvez o meu desespero sem explicação é só o aviso do que pode acontecer. Mas como à essa hora nao vou conseguir ter certeza de nada (alem de que meu namorado me acha louca), vou dormir e deixar o tempo me ajudar nessa porque situações provocam acontecimentos, e eu tendo a saber o que fazer na hora certa.

Alucinações exageradas de um quase problema

Estou numa fase de próprio auto-conhecimento pessoal. Como não tenho muito no que pensar, acabo chegando nesse ponto crítico que me enlouquece, que eu analiso cada situação que acontece, cada palavra que falo, cada momento que passo dividindo o tempo somente com meus pensamentos. E o que me intriga, é como as minhas relações se relacionam comigo, ou seja, por que passo tanto tempo dos meus dias me preocupando e pondo em primeiro lugar a pessoa que eu "amo"? Eu fico correndo atras o tempo todo, como se eu sentisse a obrigação de ter ele sempre na minha mao. Do tipo, se eu nao ir atras, ele nao vai gostar de mim, quero que ele esteja conquistado segundo por segundo. Mas se ele nao vem atrás de mim, me sinto culpada do mesmo jeito. O que eu faço de errado? sera que eu tenho que ir mais atras? será que eu nem vou atrás? sera que ele me ama como realmente fala, e eu devo confiar nisso e não me preocupar, nem questionar mais, porque é uma verdade incontestável ? Eu tenho medo de mim, acho que ainda vou ter serios problemas por me torturar tanto e me sentir tão despresivel perante nada. Acho que eu devia me acalmar e tentar ver tudo como é, porque eu exagero, e ponho mil detalhes, e multiplico tudo por noventa e sete. Tá tudo certo, ele nem ta pensando em mim, na verdade ele ta vendo o jogo do flamengo, e deve tá achando tudo certo, e eu me pirando sozinha. Acho que vou arrumar algo pra fazer, e nao vou pensar mais em besteiras, mesmo sabendo que posso estar certa. Ou talvez eu corte tudo pela raíz, apesar de que ja cresceu, e o máximo que vou conseguir é derrubar-la, sendo que ela continua ali.
Ah, tive outra ideia, posso acender outro inceso e chorar mais um pouco, aliás, amanha é segunda, e isso já é outro bom motivo.

meio dia e vinte e quatro

E meu peito aperta, e meu peito dói, e dói tanto de um jeito que já nao consigo respirar direito. Que cada suspiro parece que meu coração vai explodir, que sinto cada batida tão forte que é perceptivel aparentemente. Eu nao aguento mais isso, mas talvez "isso" nao seja nada. Porque meu redor as vezes pode estar perfeito, e eu acho que estão todos contra mim, que eu nao sou amada, que me sinto um lixo, as vezes até por nao receber uma ligação de volta. Mas penso que talvez esteja dormindo, mas já são meio dia e desessete, e nada. E penso que talvez esteja acordado, viu que liguei, que meu peito ta apertado e que estou prestes a infartar, e nao me ligou de volta, e talvez só apertou o botão de reinicio para acontecer tudo de novo. Já nao sei mais o que eu faço, me sinto a pior das pessoas, odeio meu celular, quero desligar ele, jogar fora, quebrar. Mas não, talvez ele esteja ainda dormindo. Mas e se já acordou ? Esperarei mais umas horas, se essa ligação não voltar vai ser o fim. eu juro, eu juro. Mas calma, talvez ele ainda esteja dormindo...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Melancolia de um tédio sem fundamento

E aqui estou. Sexta a noite, sentada em posição de índio na minha cama, com um incenso contaminando cada partícula, ao som de regina, chorando. É quase que um ritual, um tipo de transe que a musica entra, a respiração flui, e as lagrimas saem de um jeito que quase me alivia. Eu ultimamente vivo no nada: como se fosse quase ninguem. Não estudo, não toco nenhum instrumento, não leio, não estou aprendendo a cozinhar, não assisto jornais, não sei o que acontece no mundo, não penso o que quero da vida, não faço nenhum curso, não pratico esportes, não como, não saio, não bebo, não namoro, não faço sexo, não escrevo cartas, não vou à missa, a única coisa que faço é pensar. Não tem como deixar o tempo passar sem fazer absolutamente NADA, olhando pra uma parede branca com descasacados, deixando a mente vazia, porque quando me dou conta, o descascado já tem hisória, já pensei até demais. Penso, e isso já é um conforto, já nao faço mais nada. Tento manter meus amigos, tento ser eficiente no trabalho, tento ter algum objetivo, tento ser culta, tento não ser anciosa, tento fingir que não me preocupo com meu namorado e que está tudo bem, quando dentro de mim tudo dá voooltas, voltas. Durante a semana, todos rezam pra que passe rápido pra que chegue logo o fim de semana, e rezam pra que passe devagar porque quando chega segunda eles rezam de novo. É esse o ponto, eu nao quero que o tempo passe porque eu nao tenho onde chegar. Meu final de semana promete ser pior, me faz ficar o dia inteiro em casa me sentindo uma inutil, vendo por poucas horas durante a noite as pessoas que realmente me importam, e ficando o dia seguinte de novo me sentindo uma inutil. E o pior, é que depois de vários finais de semana inuteis, eu vou embora, pra tentar ser util, estudar, aprender a cozinhar, e cuidar do meu fungo da unha do dedão. Meu incenso sujou tudo e meu chá esfriou, provavelmente to respirando errado, e me sinto sozinha. Incrivelmente rodeada de pessoas e sozinha. Nesse momento, sozinha de verdade, e dentro de mim, é claro, sozinha.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Por uma contemplação utópica

Penso vários lugares, momentos, estratégias, erros, compromissos e desejos para talvez desabafar aqui, mas dos dedos, nada passa. Hoje foi o dia em que o céu ficou roxo quando o sol resolveu iluminar o outro lado, o ar gelou e eu com o peito apertado. Tudo de repende se ajeitou na minha vida de um jeito que me assusto. Tudo de repente virou e permaneceu de um jeito que já não tenho certeza se é bom. Sinto como fosse ser sempre assim, esquecendo o salto que estou pra dar na minha inutil vidinha. Já tenho mais cautela, ja tenho medo de me entregar de novo, já tenho medo do futuro e de um amargo fim. Tenho receio das minhas escolhas importunas, tenho odio de tentarem controlar meus sonhos e me dizerem o que eu devo fazer só porque foram frustrados, e ainda são. Tenho ódio de me julgarem infantil por tentar crescer e me orgulhar de mim mesma, sem esperar o que já está pronto, só porque nunca tiveram o que esperar. Imagino essa impassíbilidade, não sobe não desce, fica quieto e obedece. Se não tem quem obedecer, segue a sociedade vivendo a vida inteira no mesmo bairro, sabendo que rugas aparecem, noivados terminam, e filhos crescem. Quero vender tudo, seguir meu instinto e olhar pra trás e dizer que valeu a pena. Quero manter tudo, administrar e dizer que sou capaz de cuidar sozinha, e ser só mais um soldado nesse ciclo infernal. Porque nos contam quando somos pequenos que se deve sonhar e ter objetivos, se quando tivemos um nos chacoalham e querem que sigamos seus passos de sucesso e glória? Ou devo desitir. Ou devo resistir. Ou devo insistir. Ou devo ver que tenho 17 anos e posso respirar um pouco e aproveitar um pouco. Ou devo te amar de novo. Ou devo emagrecer. Ou devo cuidar da minha saúde. Ou devo parar e permitir que o tempo me pegue no colo, feche meus olhos e a janela, e me cubra bem, porque essa noite, diz ele, promete esfriar.

domingo, 30 de março de 2008

O depois

E agora posso dizer talvez um pouco aliviada, talvez sem dormir essa noite, que acabou. Acabou tudo, todos desabafos de uma relação mal correspondida, de choros, chances, de tentativas. Amanhã eu vou acordar e não, sem me preocupar onde ele está, sem me lamentar por não ter atenção, ou por ter deixado isso chegar como chegou. No fim de tudo eu só posso imaginar como poderia ter sido melhor, mas agora, tudo acabou. E dói razoavelmente muito fundo aquele ultimo abraço desejando que se cuide, e que não suma da minha vida pra sempre. E acho que essa noite vai durar muito, tenho sono e meu olho pesa, mas não posso dormir assim quando começo a entender o que aconteceu, o que será do meu eu a partir de amanhã quando acordar e ver um dia chuvoso sabendo que é domingo, e depois de amanhã segunda. Quem sabe eu cuide mais de mim, leia uns livros mais intelectuais, e vá em busca de mim sem interferencias por ter dado um pedaço da minha vida pra alguem que não soube o que era isso. A gente chega e vai como alguns dias, a gente se encontra e se despede como alguns rostos. Mas são três da manhã e um filme não quer parar de passar na minha cabeça. No fundo ninguém queria, mas todos precisavam. Agora sou só minha, e vou fazer de mim o que puder, com meu orgulho só pra mim, com meus pensamentos que não deixo escapar, com minhas lamentações, meus medos, e meus cinco meses. Cinco mêses e eu por um momento não quero ir, mas quero ruas novas, pessoas, salas, quero um choque, quero um susto, um tropeço e um despertador. E lembrar todo dia que tudo que eu passei ninguem, ninguem pode tirar de mim. Que meus sorrisos exacerbados tão todos guardados, e meus vários momentos que anexei como inesqueciveis, tudo só meu, seja agora, ou daqui cinco meses.

O antes

O que aconteceu com a gente? De repente dois estranhos conversando em uma mesa à uns patéticos centímetros de distância. de repente tudo escuro, de repente não atende mais ligações, de repente acho que morreu pra mim. de repende é sábado a tarde e eu vejo que é o fim de quase um longo ano que demorou tanto pra acontecer e se vai tão rápido. Quantos dias de calor, dias de frio, caras de sono, recreios, brincadeiras, quantas aulas eu olhava pra trás pra dar um pequeno sorriso no canto do lábio? quantas ? Quantas vezes subimos a mesma escada, com as mesmas conversas. Quantas chances te dei? Quantas vezes me dispus pra começar tudo de novo, respirei de novo e esperei melhorar, mas ainda espero. Eu não acredito que aches que tá tudo bem, só não me diz que a gente vai terminar por não se falar mais. Podemos nos encontrar, chorar um pouco juntos e lamentar uma nostalgia de quem começa uma vida nova solitária e completamente sozinhos ? Podemos nos encontrar pra eu dizer que espero um dia conseguir um laço do que chamam de amizade, pra dar um ultimo abraço, e dizer que eu não sei como, nem o que tu fez pra ser inesquecível pra mim. Talvez esse teu jeito bobo de achar que a vida são horas, e que a melhor coisa a fazer é dormir e esperar o tempo ir passando ate ficar velho, fazer umas contas e descobrir que passou mais da metade da vida dormindo, ou pensar em ligar pra mim pra perguntar se eu passei mais da metade acordada, mesmo tu ja sabendo que sim. Não dispenso nenhum segundo de vida, quero logo levantar e viver mais um dia, e ver pessoas, e conversar, e comer alguma coisa, e.. Cadê o renê que conheci ? Queria que se arrependesse até a carne e escutasse pelo menos uma palavra do que eu uma vez te disse. Chorar um pouco mais que eu, e por favor, ter bons amigos. E quem sabe uma namorada que te dê um tapa na cara, mas eu não. Agora pela janela começa a entrar um ar frio de março, e eu realmente queria saber como vou me aquecer nesse inverno.

domingo, 2 de março de 2008

Magistérios sem interferência

Não, infelizmente não sou boa com palavras. Não uso difíceis, não deixo nada claro, não sei por tudo que penso simplesmente aqui, não crio o que ainda não existe. Mas bem que eu queria. Numa noite de sexta feira com quatro sentadas no sofá, duas no chão, a gente se reúne, e de mim não sai nada. Queria contar que minha vida amorosa é pior do que parece, que eu me sinto presa e sufocada por não receber atenção de novo. Queria contar que eu amei a pessoa errada e que eu tenho vontade de berrar por ele nao pegar na minha mao, ou demonstrar qualquer movimento de estar feliz comigo ali. Tenho pesadelos toda noite, sonho que a gente termina, e eu me sinto realmente muito bem, e quando acordo e descubro que foi um sonho e que ainda a gente ta junto e entendo que minha vida real que é o pesadelo. Passo a manhã lamentando por saber que na vida real eu derreto fácil e tenho quase força nula pra terminar. E choro muito e muitas vezes, e esqueci de contar isso nessa sexta feira. Mas simplesmente não sai, remoo tudo junto e não sei como levo isso todo dia. Acabo de respirar fundo e me dar meu próprio conselho: agente se vê um dia por semana, tenho grandes chances de ir me desvaindo aos poucos, me preocupando menos, de ir mastigando viver sozinha. Ninguem tá me obrigando aguentar isso e eu não preciso. Se tiver o dia que posso chamar de estopim, talvez eu agradeça e consiga mais argumentos que precise, e tome a melhor decisão possível, só quero coragem. Ou quem sabe na próxima sexta feira eu desabe, conte tudo e termine sem que ele mesmo saiba. Afinal, se eu não ligar, sabe lá quem quando nos falaríamos ?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sala de espera

E é a primeira noite que eu me sinto irrefurtávelmente sozinha, mesmo ainda não estando. Faculdades começam, cada amigo em um curso, em um horário, e eu não tenho com quem conversar. Coisas acontecem, minhas meninas conhecendo outras, meu namorado seguindo seus imprevisíveis atrasos, não sabendo que o segundo plano me afasta a cada dia. Me assusta cada segundo desse novo ano, me assusta minha carência por sorrisos e abraços diários. Dentro da minha própria casa, cuido pra que não escape nenhum detalhe, e eu temo pelo erro. Em cinco meses posso não estar mais aqui, e eu nao sei se realmente quero abrir mão dos meus velhos e bons amigos, do corredor e do tapete que piso todo santo dia. Não sei se quero abrir mão de ir dar um beijo nos meus pais quando quiser, de dividir um suco natural com meu pai toda mãnha, ou do estoque fedido da fabril. De onde tirei tudo isso? Porque não optei pelo simples e normal, e fiz qualquer coisa, que nem sei o que seria ? Ou talvez tudo seja a prova que o ser humano ao esbarrar com qualquer simples mudança, liga um automático e manda um "não". Ele se acomoda e molda sua vida ao redor do seu mundo pequeno, e dali sonha e vive pra sempre. Não é programado pra esquecer pessoas, deixar pra trás e fingir que nunca existiram, não. Todas marcam tão profundamente que dói deixar o igual.

Meu consolo são poucas palavras vindas do meu sangue: "Vai, e no momento que perceberes que não é isso que querias, volta, que sabes que podes recomeçar tudo de novo, quando quiseres."

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Uma gaiola no passarinho

E tudo empurra, esticando linhas e entrelinhas perturbando a harmonia que ameaça explodir. Grossos pingos vão caindo propositalmente pra me provocar quando estralam no meu chão seco, me dizendo que vou ter mau sonhos. Em duas voltas tropeçam em mim exagerados instantes que eu só lamento, que me rodam e sussuram o temor de desabar. Eu interpreto gestos, analiso palavras, sinto motivos, sofro pelos detalhes, e faço uma crítica inteira em pensamento sem respirar. Quem sabe os sonhos de quem não dorme, ou o choro dos que não sofrem, ou parar de achar que o mundo é tão indolente a ponto de me impor limites. De obrigar a me apegar ao singelo pouco, de impedir que eu me livre dessa obcessão pelo repugnante perfeito. E só confio no meu único aliado, o tempo, pra me dar uns socos, me fazer olhar no espelho e dizer: chega.

Um amigo

" Eu quero te ver feliz, eu quero ve ver voar. Eu quero te ver vestido de uniforme saindo de uma aeronave, me abraçar, e dizer que tudo valeu a pena. Eu quero te encorajar pra ter força de seguir em frente, pra não se arrepender daquilo que ainda não fez, pra não ter medo de errar. Eu quero te mostrar como é fácil se acomodar, e achar que a vida é pequena. Como é díficil mudar de repente e se adaptar aos inúmeros detalhes. Como a juventude é precoce em te mandar assumir tanto em tão pouco tempo. Tempo... teu principal aliado em cada dúvida, cada peso. Cuida dele.Quero fingir que ainda moras na rua de trás, que tais ali todos os dias, que nossa amizade tem 30 metros de distância. Aliás, medidas pouco me importam, sei que posso te visitar quando quiser: tais mais perto que imaginas.
E finalmente, quero te dizer que vou estar aqui pra tudo que precisares, tu és um amigo inesquecível na minha vida, mas vou sentir muito tua falta.
Não come besteiras, faz academia, e se cuida, eu te amo. "

Mas ele voltou a morar na rua de trás, me disse que não passava de um sonho, ainda temos trinta metros de distância. Minha pergunta é: ele foi fraco demais pra suportar uma mudança e uma vida nova, ou foi forte o suficiente pra ter coragem de voltar e recomeçar ?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Saco cheio

Saco cheio. Eu to de saco cheio dessa gente que me pergunta coisas que não fazem sentido pra mim. Não quero me mover, piscar muito forte, nem sair. Não consigo dormir, quero acordar rápido pra tomar meu café sem muito açúcar. To de saco cheio de mentiras, de me preocupar, de ir atrás e tentar achar algum assunto banal pra não ficar sem palavras. Quero quebrar todo o sistema que prende alguma coisa que não sei o que é, e fugir logo, fugir pra longe. Isso me agonia, e eu quero ser livre, ou pelo menos me sentir. Saco cheio. E meu corpo é o saco, e tudo aperta, impossivelmente possível, e eu só quero deitar e dormir um pouco mais que devia. Eu quero um amigo. Um só, pra saber tudo que eu não sei e me dizer que eu não tenho a mínima noção do que to fazendo, que eu não tenho rumo, não tenho hora pra chegar, sem limites, doida. Ouvir poucas e boas ou só aceitar, que eu to de saco cheio. CHUUUUUUUUUVA! Quero sair correndo, molhar em cada centímetro da minha pele seca, escorrer, pular nas poças, e gritaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!
Ou não, posso pegar um resfriado.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Quase prévia.

Eu aqui, em pé no meio do meu quarto, sem muito pra pensar, com muito pra dizer, respirando fundo com um formigamento antipático no nariz. Minha internet não funciona, meu celular não toca, minha vida não se mexe. Engulo seco e penso em me arrumar pra guerra, e a voz que eu escuto, não é mais a mesma. É uma voz de choro, de gripe, meio trancada, meio muda. Quem olha nos olhos dela nada sabe, nada percebe, só um brilho doce que não diz nem que sim, nem que não.
Combinamos às seis e meia, dez pras seis eu ja tava lá. Enrolei andando pelas lojas sem novidades, entrei numa loja pra esvaziar os pensamentos importunos, e decidi esperar, fingindo que não tava, é claro. Suo um pouco, oscilo outro pouco. E só agora percebi quantas saudades eu tinha. Como foram teus dez dias, fizesse o que, tais bem, quais são as novidades. E vamos sentar?Pois é aline.., o que decidisse? Respirei fundo e começei. Falei meus 34 motivos que tinha pra terminar, falei tudo, falei demais, respostas, explicações, contradições, nónagarganta, terminar pra me vingar de tudo, e a vontade que aqueles minutos durassem mais que minutos, me sentia bem ali. Tens certeza que é isso que tu quer, terminar mesmo? E os bancos, os quadros bem pintados da loja da frente, as pessoas sem graça giraram tudo em um só giro. De repente silêncio, e só eu falando comigo. E algo me diz que um dos principais motivos que eu terminaria era pelo que os outros pensariam de mim, ninguém sabe o que se passa ali por dentro, mas todo mundo sabe julgar o que eu deveria fazer, ou o que é certo ou errado pra mim. Então decidi pelo menos uma vez deixar todo mundo de lado, e pensar o que eu relmente queria. Voltei ao meu cotidiano, e não ficaria triste por poder viver mais um tempo com a pessoa que eu amo, mas é claro, não tão facil assim. Prometi a mim mesma: o jogo agora é meu. Se voltar a me tratar nem que seja um dia como se eu fosse uma estranha, eu caio fora. Me odeio por uns segundos pensando se vale a pena meu desgaste psicológico, e sorrio, percebendo que pela primeira vez segui meu verdadeiro eu , e não o que a incontestável razão queria que eu fizesse. É tão estranho como tinha tudo decidido, e eu não sei mais o que pensar. Talvez esteja seguindo o pensamento dos antigos que me dizem que fiz bem, pelo menos se não der certo, eu tentei, e não vou ficar pensando como estaria se tivesse sido de outro jeito. Alguma coisa em mim ficou feliz com a minha decisão, provável que seja essa energia que chamam de amor.

Que Cuide bem, porque sinceramente, não vai ter outra vez.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Curriculum lovium

Eu deitada, de olhos fechados na minha cama, pensando no outro rumo que minha vida amorosa tinha acabado de tomar, e me veio uma idéia um tanto atraente. Quando alguem é contratado para trabalhar em algum lugar, ela tem a carteira de trabalho, que é assinada, sem saber por quanto tempo, e sem nem fazer idéia do motivo que foi ela escolhida, e não sua vizinha. Seu atual chefe se comunica com o anterior e pergunta dados dela: rendimento, disposição, confiabilidade, e outros dados essenciais para ter um funcionário bem sucedido em sua empresa. Por que não é assim tambem com as relações amorosas ? Quando a gente assume a relação, trocamos a carteira, e escrevemos, o que me levou a "contratar" essa pessoa? Ah, sei la, o sorriso, por ser contraria a mim, gostar de musica, ser bagunceiro, rir um monte, ter uma personalidade forte, ou nao tirar tatu em publico. Tudo será util pra abrir os olhos do próximo, que tambem pode ficar sabendo dos defeitos mínimos que só quem conhece realmente sabe, e é claro, porque fomos despedidos. Imagina que simples. Estou afim de alguem. "Me dá sua carteira por favor? Hm.. bom.. interessante.. nossa! nao acredito que ela fez isso com você!.. flores?.." CARALHO, curti muito, alguem se encarnava, ou fui tão longe assim ?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Peças raras

" E quando o dia não passar de um retrato, colorindo de saudades meu quarto, só aí vou ter certeza que eu fui feliz". Assim estava escrito no porta retrato abaixo de seis pequenas fotos de seis meninas, vestindo a mesma camisa escrito "terceirão 2007", com os cabelos, olhares e sorrisos intactos, desejando que esse ano nunca tivesse acabado. É estranho pensar que no exato ano em que nossas vidas começaram a tomar um rumo, a gente se conheceu. Era sexta série, ninguém se preocupava com nada, meio desengonçadas, e a gente já saía do recreio com dor na barriga de tanto rir. E desde lá todas sabem de todos os amores de cada uma, das decepções, dos estilos, das músicas, das incoerências, dos detalhes. Todas sabem que não precisamos de muito esforço pra demonstrar amor, ou pra ter saudades, sempre foi tudo tão normal, que parecem que sempre estarão ali, que ano que vem a gente vai entrar na sala e vamos receber um abraço e um bom dia, ouvir uma reclamar do calor ou outra chingando o mundo. Seis peçinhas raras.

Elisa, o sentimento. Loirinha e de corpo perfeito, sempre reclamando que tá com uma pançinha e que vai fazer dieta, sendo que nunca precisou. Intolerante à lactose, canta e toca como ninguém, mas vai fazer moda. Sempre foi a mais sensível, carinhosa, e sabe demonstrar afeto em pequenos gestos. Não tem medo de chorar, rir, desencravar unha em público, pular, correr de avestruz ou falar da vida pessoal. Única, e inconfundível.

Aline Muller, a sabedoria. Opinião e personalidade na frente de tudo, imposição, inteligência. Sabe a hora certa de falar, sabe o que falar. Silenciosa e com os pensamentos só dela, não se importa de guardar tudo pra si, lê bastante, é eclética e gosta de salmão. Há muito tempo já quer medicina, sempre foi a mais responsável, a que sabe o que fazer quando a coisa aperta. Admiração de todos, inveja de muitos.

Ellen, as palavras. A liberdade de expressão, exigência de felicidade, abuso de exageros. Todos os dias sorrindo, transmitindo isso pela pele, era impossível ficar triste perto, contagiava. Incentivo à loucura, à ir atrás dos sonhos, à se entregar ao amor, à viver intensamente cada segundo sem ter medo de voltar atrás. Apaixonada por sorvete, por uma noite de filmes e pizza, pela literatura brasileira. É a vida, é a poesia.

Gabriela, a bagunça. Exótica, hippie, coisas diferentes, coloridos, detalhes. Foto de tudo, grandes fotos, criatividade imensa. Se agonia com pintas, barulhos agudos, com o nariz. É só ela chegar que a paz ia embora, berros, gritos, piadas, risos, risos e um pouco mais de risos. Dormiu o ano inteiro, vai fazer publicidade, é desligada de tudo, esquece um pouco e ama mostarda e pepino. A exigência, a perfeição.

Michelle, a elegância. Movimentos maduros, atitudes adultas. Prefere não se mover muito para conseguir as coisas, escolhe sempre o caminho mais fácil, rápido e seguro. Prefere não abrir mão do pouco e do bom, exagera em tudo, gosta de rosa, do luxo, do bonito. É modelo, não mostra o dente, não arrisca: não come muito, não experimenta coisas novas com medo de gostar. Quer administração e o sossego de uma vida sem aventuras. Mas por mais grande que seja, continua falando "iorgute"," hambuguer" e "pocurar".

E eu, Aline Duarte, a felicidade. Presa pelo tempo, não pode esperar, faz tudo em um dia só, faz uma coisa por minuto. Fascinada pelo céu, sonha longe. Se distrai com pessoas, faz cara de paisagem, ri de absolutamente tudo, tem um telescópio , gosta de exatas e de rock. Não se preocupa com aparência, odeia esportes, lê bastante e ama viajar, comida temperada, gosta do diferente. Só tem problemas com espirros: ri com o dos outros, e baba no seu.

Um pouco mais perfeito do que devia.

36 dias.

Here I am, de férias, sem fazer absolutamente nada, impassível na espera infinita da segunda chamada do meu vestibular. De um curso que eu não faço a menor ideia se eu quero seguir, da incerteza de quem escolhe o preto, ou o branco. Como se eu tivesse tudo na mão, mas derrubasse por dizer que vou seguir um sonho, e quero chegar onde meus pais chegaram fazendo o que eu gosto, e com meu suor. Mas tem segundos que me derrubam, me fazem olhar meu redor e dizer: "Como tens coragem de largar tudo isso? Como eu vou me adaptar? Como vou chegar em casa sozinha sem ter ninguém pra contar meu dia, ou marcar algo pra noite?". Mas prefiro me arrepender do que eu fiz, ao me arrepender do que o medo me impediu de fazer. Se nada der certo, eu volto, mas se der, eu volto também. Não quero mais pensar, esperar me garante mais uns dias de angustia...
e de paz.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Um estranho

Ninguém acredita em mim quando eu digo que já está fora de si. Ninguém acredita quando eu digo que você esconde muita coisa, egoísta com seus pensamentos só seus. Me trata diferente, como quase ninguém quando a gente sai, e não se importa de mostrar a todos do que a tua concepção de amor não é a que eu sonhava, esquecendo da platéia que nos observa. Mas quando não tem ninguém em volta, não há gentileza alguma nos seus olhos, o jeito que você me olha, não está certo. Eu percebo o que está acontecendo dessa vez, tem um estranho na minha vida. Não é a pessoa que eu conhecia, tem medo deles saberem quem você é? Se eles pudessem ver você como eu vejo, veriam um estranho também. Alguma vez fiz alguma coisa errada? Eu já fiz você se perguntar quem estava no seu quarto? Como se fosse parecer perfeito em todos os aspectos, e quando isso acabar, eu serei a culpada. Culpada por querer demais que isso desse certo. Então me quebre em pequenos pedaços, e me deixe ir em doses pequenas.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Uma promessa

Imóvel, a respiração quase que imperceptível, e eu me controlo pra não pensar em mais nada. Me desvio de músicas, lembranças e momentos infinitos. Meu corpo agora paira sobre meus sonhos, minha decepção, minha angústia. Minha garganta se retorce em mil voltas, pedindo pra explodir, pra que eu saia correndo, berre, grite e chore, e porfavor pra eu não ficar quieta, mas foi o que eu fiz. No meio de tanto barulho, um silêncio absurdo, e vamos embora. Não quero mais nada, quero o escuro do meu quarto com minhas bonecas de porcelana me olhando com ironia. Quero o céu meio arroxeado da minha janela, e as estrelas me dizendo pra ficar calma, que amanhã o dia vai cuidar de mim. Viro de lado, e com todas minhas forças, acredito que isso é verdade, porque em alguma coisa ainda tenho que acreditar. Então imóvel, só respiro, e não penso em mais nada.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Tarde de novembro

Desnorteada, esperando que duas ou três semanas melhorem, ou acabem com tudo de uma vez. Já pus pra fora muito do que me prendia, me sinto sim, mais minha. Te pergunto, pra onde foram as conquistas e as palavras seguras de quem quer sem medo? Pra que temer o que não aconteceu, e me largar assim, sozinha de repente? O fato é que não sinto mais a alegria dos que se perdem em um olhar, porque eu não tenho mais esse olhar. Te tenho em corpo, mas não te tenho em atos. Te tenho do meu lado, mas tu sabes, não tais comigo. E não to a toa do teu lado, minhas lembranças e sorrisos me movem, e me dizem que tê-las, me robará alguns dias de grito. Em sete meses, te digo, muito vou levar pra onde eu for, mas eu nada mais tenho a fazer quando não depende mais de mim. Sim, fique bem, te quero bem, em qualquer lugar, meu pequeno.

domingo, 18 de novembro de 2007

Minha paz.

Renê diz:
boa noite
Renê diz:
até amanha né
ALINE ler. diz:
boa noite
ALINE ler. diz:
dorme bem
Renê diz:
dorme bem tambem
Renê diz:
te amo :*********;
ALINE ler. diz:
também te amo
ALINE ler. diz:
:*; :*:

E é só isso que importa.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma bolha.

Uma importante decisão: viverei dentro de uma bolha.

Ninguém me tocará, nenhum olhar supérfulo de mimados ou estranhos me aingirá. Longe da aristrocacia de moldagem de estilos ou padrões de vida.
Rolo pra qualquer canto, e quero mais é não controlar minha própria direção, bater em tudo, e ocupar o volume esférico necessário pra aprender a conviver comigo. Vou enchergar meu mundo transparente, e rir. Vou te amar de dentro da minha bolha. Vou te idealizar e te negar afinidades, te dizer que meu espaço é pequeno para dois. Furar a bolha é para fracos, os que não resistem à tentação de se misturar à monopolização de idéias e fins iguais. Que se submetem à ignorância do povo, e do desinteresse dos jovens. Pessoas que te dizem o que fazer, quem ser, o que vestir, o que pensar. Não, obrigada, minha bolha é mais segura.
Uma proteção que se confunde comigo, e guarda meus segredos, promessas e lembranças. E conhece minhas angustias de poucos segundos, meu medo da vida toda, minhas cinco outras partes de mim. Sabe que eu amo demais, que eu me orgulho , que eu peco.
Isolamento sociável, exceção inclusa, afastamento construtivo, minha bolha.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Aula de história

Me sinto meio fora desse sitema. Me alieno até demais, e vou para longe sozinha com minhas dúvidas e pensamentos. Leiam muito, durmam bastante, e desacansem bem. Aquelas várias cabeças que não sabem que são poucos e muito necessários momentos de lavagem cerebral. Por poucos minutos, a impressão de que o mundo não é mais tão corrupto e imbecil, porque tem gente que sabe muito, que te justifica o porquê, e te diz pra não desistir. Quero ver esses sorrisos e essa agonia pra ir logo embora se despedaçando, e parando pra ver, que é por causa disso isso que essa bosta nunca vai mudar. Quero odiar mais e mais o presidente, e moldar meu mundo ao meu redor. Quero agir pra mim e não mais pra ninguem. Quero fazer isso porque quero, e é melhor exclusivamente pra mim, não depender de ninguem, quero mais meu bem. Um pouco mais. Quero mais que retribuições mal pensadas. Sou alucinada, não aprendi a não refletir demais, e me culpar de tudo, achando que eu devia fazer sempre mais ou menos, que não é o suficiente. Quero me convencer que eu não posso mais ser assim, quero o valor que eu dou, do jeito que eu te dou. Quase insuportável, e te digo mais, mais que indispensável. Bate o sinal, fim da aula.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Gente que é gente

Ás vezes, na maioria das vezes, na verdade o tempo todo, me pego olhando as pessoas de um jeito quase que obcessivo. Meu olhar é desviado aos poucos pelo jeito que alguma menina amarra o cabelo, o relógio desproporcional ao seu pulso, algum olhar no infinito, ou as meias listradas sem combinação alguma. Distração encômoda. Aprendo vendo, vejo querendo saber o porquê aquilo ser tão perfeitamente feito pra alguém. É estranho em pensar que ao ver a maneira que alguem se comporta, é possivel notar sua insegurança, falta de opinião, ou a personalidade que move todos ao seu redor. Tem gente que ri pro nada. Tem gente que pensa no que vai comer quando chegar em casa. E gente, claro, que te olha com cara de despreso, quase que perguntando, algum problema? Pessoas que dão sono. Náuseas. Não me importo. Só sei que não tem como focar a atenção em alguma coisa vendo tanta mistura de ideias, rostos, olhares, movimentos e estilos. Sou simplismente obrigada a apreciar e criticar tudo isso, fazer minhas adaptações e admirações comigo mesma. Me deixem, por sinal, estou indo pra aula: novas vidas a serem observadas.

domingo, 28 de outubro de 2007

Quase segunda

Pronto. Acabaram todas as comilanças, nossas três pizzas, a festa que me arrumei por uma hora, troquei umas sete vezes de calça, borrei minha maquiagem. Acabaram as danças loucas com bebidas pra melhorar tudo e conversas que nao pareciam ser tão intrigantes quanto minha vontade de parar o tempo. Acabou a vontade de comer, o empenho pra arrumar o quarto, abrir a apostila, pensar no que vem, no que foi, no porquê de eu não ter me bronzeado hoje. É, acabaram as risadas e os excessos de quem finge gostar de tudo isso. É tão simples, parece que ia ser sempre assim, escola, aulas, amigas, familia, casa, esporro, choro, feriado, férias, material novo, ano letivo novo, planos e sonhos diferentes. Não quero pensar de novo. Resumo tudo naquela olhada pra lua cheia, as estrelas piscando como se a noite fosse o resguardo dos sem rumos. Aquele abraço apertado, e a sensação de ter contigo a solução mais simples e necessária. O sol acaba, o futebol de sábado acaba, a festinha de aniversário acaba, a fome acaba, e tem a hora de pôr tudo no seu lugar, ou seja, amanhã é segunda, e são cinco e quarenta e nove. Mas eu penso, será que vale a pena ?

domingo, 14 de outubro de 2007

Eterna, chuva.

A chuva vai cai, molha sem se preocupar se tem problemas com isso, se vai inundar uma cidade, ou estragar a noite de alguém. Cai porque cai. Não se importa se é ou nao domingo, ou se eu acabei de comer pizza e vou explodir. Muito menos se importa que ela me ajuda a relembrar tudo, a pensar mais, e a sentir saudades do que nem foi embora ainda. Abraços de desesperos, olhares de fugas e lagrimas de inocência. Ninguém ta preparado ainda, eu aprendi a me apegar e a depender das pessoas mais importantes da minha vida. Risadas e conversas que a gente nao imagina ter fim, talvez porque nao tenha, ou talvez por medo que realmente acabe. Então paro por um segundo, e te olho de novo. Passa pela minha cabeça mil coisas e como seria se eu desistisse, largase tudo por ti, por voces. Não me deixem, nunca. Eu nao existo, nao sei me ser sem voces comigo. Quero te abraçar forte, te jurar amor eterno, e te dizer que isso nunca vai acabar, que tudo o que aprendi contigo é meu, que o que passamos é nosso, que o que temos nunca se perderá. Tenho medo, tenho frio, tenho medo, e medo. Vai comigo pra onde eu for, venham todas. A chuva aumenta um pouco então, e ela vai cair em qualquer canto, e ela nao se importa, porque não vale a pena. Tudo se vai, um pouco demais, e o tempo cuida de mim, e me diz "calma minha pequena, me compreenda que estarei contigo, e cuidarei de ti." Debochado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Se quer, pensarei.

E logo, tudo vai embora. Lento demais, mas tanto que rápido. As vezes eu que peço demais. As vezes, sempre pedi. Não importa. Um medo que vai de aproximação aos desejos, encantos, pensamentos. Pensamentos únicos, e só meus. Complico, chamo então de amor. Mas do meu jeito de amar, talvez não com o amor infinito de casais perdidos, mas o amor inexplicável de simplismente nao poder mais te perder, de exigir mais que imaginas ser suficiente, ou somente, de te ter, e comigo. Me precipito, e julgo nossas atitudes nao condizentes. Melhores, existem, mas não me interesso pelos que não se distraem ouvindo meu cotidiano monótono. Minha rotina pede bagunça, insatisfação, e raiva de não ser como eu quero. Te amo porque te amo. Ou porque nem te amo. Por não te amar, me garanto, e sei que talvez não seja só isso. Obrigada pelas memórias, elas vão onde eu for, logo que eu for. Mas não se preocupe, não assim tão logo.

domingo, 30 de setembro de 2007

Olhos castanho-claros.

Meu tempo de ficar sozinha não é mais meu. Meu silencio desinteressado não é normal. Minha estranha rotina não é mais tão estranha quanto devia ser. Os tempo mudaram, as pessoas também e meu sono vem chegando. Não tenho porta, sou observada, exigida, um pouco deixada de lado. A coisa que eu mais tinha certeza e já não tenho mais tanta, eu não sei mais se devo, se me obrigo ou escolho sem querer pensar direito. Eu não quero ser só isso, eu não consigo. Olho no olho. Eu sei o que se passa dentro desses olhos castanhos claros, que dissimulam, fingem, e não são mais os mesmos. Um cigarro inteiro apagado na mesma direção não me é estranho. Nunca fiz proibições, e recebo regras cumpridas e patéticas. Tua vida já é minha demais pra deixar de lado, mas minhas concentrações mais necessárias não existem mais porque foram substituídas. Meu riso descontrolado esconde uma preocupação e ódio. Infelizmente tua atenção não é mais minha. Teu olhar no infinito não tem as mesmas ligações que as minhas, e teu abraço, não procura mais o meu. Fuga, inadmissão. Pode vim e falar, eu entenderia bem mais que tuas alternadas formas de amar. Simplesmente não me faz mais bem te ter não sendo mais meu. Mas me faria pior ainda te ver rindo to teu jeito como se não tivesse amanhã e não poder compartilhar minha cena ridícula no meio da tarde. É demais pra mim teu cotidiano no meu sem nada. Os dias tão acabando, e vai ficando tudo pequeno, e os grandes vão me deixando, e os que nunca se importaram, não vão se importar. E meu sono me chama, pra ver o sol e lembrar que ainda a felicidade existe, e vai vim com a brisa, num leve sopro que só a manhã conhece.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Blog ?

Na real, eu sempre achei que blog fosse uma coisa que nao existisse. Sabe aquela coisa que tu ouve e sabe que as pessoas tem, e escrevem, e atualizam como se fosse orkut, mas é tão distante que tu nunca imagina que isso vai chegar até ti. ATÉ o dia em que tu entra num site muito animal, com uns textos de cotidianos monótonos, falando de coisas que se passam pelas cabeças das pessoas durante uma solitária caminhada num dia ensolarado, e tu descobre que esse site é um blog. Dai meio que tu descobre que talvez isso até possa ser útil pra dividir aqueles pensamentos sem nexo ou explicação que as vezes nos ocorrem. É, fico por aqui mesmo.